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Publicado: 23/03/2026 | 06:06
Estado para o povo ou para os ricos? A escolha que define o futuro da América Latina

João Domingos denuncia avanço neoliberal no continente e aponta modelo de fortalecimento do Estado como a alternativa mais viável para proteger a democracia e assegurar um ciclo de desenvolvimento prolongado

Enquanto países ocidentais afundam em crises cíclicas do neoliberalismo, sindicalistas de toda a América Latina traçaram em Lima uma rota oposta. O presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, foi categórico: é hora de escapar das armadilhas do liberalismo e fortalecer o Estado como protagonista do desenvolvimento.
"A discussão do tamanho do Estado, da função do Estado, a quem serve o Estado — isto precisa ser central", alertou João Domingos. O líder destacou que a região vive "uma onda de mudanças de modelo em sentido contrário ao que pregamos", com países como Brasil e Argentina na encruzilhada: avançar para um Estado social de direito ou regredir a um Estado privatista que serve aos super-ricos.
Assista ao posicionamento do líder sindical pelo Instagram da CLATE:
O fracasso das privatizações
Os números não mentem. A privatização da Sabesp em São Paulo resultou em aumento de 30% na retirada de água do Cantareira, enquanto periferias sofrem restrições severas — tudo para maximizar lucros de acionistas (saiba mais). No setor elétrico, a italiana Enel reduziu 35% dos funcionários, dobrou os lucros e distribuiu R$ 1,4 bilhão em dividendos, mas deixou a população às escuras com apagões constantes (saiba mais).
A lição Chinesa
Enquanto isso, a China cresce 5% ao ano impulsionada por investimento estatal estratégico. Em 2025, o país lançou 20 medidas para expandir indústrias de IA, energia verde e automação — sempre sob coordenação estatal (saiba mais).
Diferentemente do Ocidente, onde a desregulamentação gera precarização, a China usa o Estado como indutor do desenvolvimento, com planejamento de longo prazo e bancos públicos financiando infraestrutura (saiba mais).
A hora da decisão
"2026 será decisivo", resume João Domingos. "A grande disputa é: Estado que serve à população ou Estado que serve aos ricos?"
A resposta está em olhar para o que funciona: mais investimento público, serviços universais e Estado protagonista. É assim que Brasil e América Latina serão mais fortes no mundo.
Secom/CSPB
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