Notícias nos Estados Publicado: 8/05/2026 | 05:13

MG: Presidente e Diretor do Sintram vão à Câmara e denunciam perseguição a servidores



Os diretores do Sintram sentiram a necessidade de usar o espaço Legislativo, para despertar os vereadores quanto à situação que os servidores estão passando, que inicia na desvalorização, perseguição, falta de diálogo e de pagamento àqueles servidores que trabalham em locais insalubres



Na reunião de Comissões da Câmara de Vereadores, realizada na tarde desta segunda-feira, 04, para analisar projetos que serão votados na próxima sessão ordinária, foi concedida a fala na Tribuna ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintram), Márcio Silva Correa, e ao diretor sindical, Leandro Alves.

Os diretores sentiram a necessidade de usar o espaço Legislativo, para despertar os vereadores quanto a situação que os servidores estão passando, que inicia na desvalorização, perseguição, falta de diálogo e de pagamento àqueles servidores que trabalham em locais insalubres.

Os profissionais aguardam há mais de quatro anos pela boa vontade do município, para contratar uma empresa para a elaboração do LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho). O documento obrigatório é exigido pelo INSS, para comprovar se trabalhadores estão expostos a agentes nocivos (físicos, químicos ou biológicos). Ele fundamenta o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), essencial para a aposentadoria especial.

O documento deve ser elaborado por engenheiro de segurança ou médico do trabalho. O sindicato lamenta a falta de atenção do município, em não realizar a contratação de um profissional, para certificar sobre a situação dos servidores em locais insalubres, que estão comprometendo a saúde.

Outro ponto apresentado aos vereadores por Márcio Silva Correa foi a denúncia de servidores sendo perseguidos, coagidos e muitos estão até pedindo exoneração do cargo.

“Aqui está um servidor, que há muitos anos trabalhava nos distritos e recentemente foi removido para Manhuaçu, simplesmente por ser diretor sindical e discordar de algumas coisas da administração. Leandro está punido por defender direitos dos colegas”, disse Márcio Correa.

Ao ser convidado para falar sobre a situação dos servidores, o motorista Leandro Alves relatou a falta de respeito com os servidores do antigo Samal, o risco que enfrentam diariamente nos caminhões e a desvalorização no vencimento, que está desmotivando e muitos pedindo exoneração.

“Está um caos, senhores vereadores. Carros não oferecem segurança, servidores revoltados com o péssimo salário e, por isso vocês estão percebendo as ruas com lixo acumulado todos os dias. Vai piorar mais ainda. Ninguém aguenta o que está acontecendo, principalmente a perseguição”, desabafou Leandro Alves.

O vereador José Eugênio demonstrou preocupação e reafirmou o quanto os servidores estão sendo “chicoteados”. Segundo ele, os três que trabalhavam no distrito de São Pedro do Avaí pediram para sair, devido à baixa remuneração. Questionou também sobre a LTCAT. Também manifestaram-se sobre o que vem acontecendo, os vereadores Misrael da Matinha, Jânio Mendes e Jorge do Ibéria.

Os representantes do Poder Executivo, ouviram a colocação do presidente do Sintram e do diretor sindical, bem como o questionamento feito a respeito do não pagamento da insalubridade e da contratação da empresa para elaborar o LTCAT.

O Secretário de Planejamento e Gestão, Fernando Dourado informou que está adiantado o processo de licitação, para contratar uma nova empresa e estuda a possibilidade de ser apenas para elaborar o LTCAT. Mas pode demorar um certo tempo.


Fonte: Federação Única dos Servidores Municipais e Estaduais de Minas Gerais - Fesmig com informações do Sintram
 

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