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Publicado: 11/05/2026 | 05:51
MT: Insatisfação explode no serviço público de Mato Grosso e Sindicatos organizam Grande Ato para o dia 25 de maio
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Para os representantes das entidades, o cenário atual demonstra um distanciamento crescente entre o governo e os servidores, justamente em um momento em que categorias essenciais acumulam sobrecarga de trabalho, perdas salariais e insegurança financeira
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A crise enfrentada pelos servidores públicos de Mato Grosso ganhou novos contornos na terça-feira (05), durante reunião do Movimento Sindical Unificado realizada na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso - Fessp-MT, em Cuiabá. Presidentes, diretores de sindicatos e representantes de diversas categorias definiram os próximos passos de uma mobilização que promete aumentar a pressão sobre o Governo do Estado.

O principal encaminhamento foi a construção de um grande ato estadual marcado para o próximo dia 25 de maio, na capital mato-grossense. O movimento surge em meio ao acúmulo de insatisfações que atingem milhares de trabalhadores do serviço público estadual, especialmente diante da falta de respostas concretas para reivindicações históricas.
Segundo lideranças sindicais, mais de 250 mil famílias são impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA), além da crise envolvendo empréstimos consignados, das cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e da ausência de uma mesa permanente de negociação com o Executivo estadual.

Para os representantes das entidades, o cenário atual demonstra um distanciamento crescente entre o governo e os servidores, justamente em um momento em que categorias essenciais acumulam sobrecarga de trabalho, perdas salariais e insegurança financeira.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta. As lideranças lembram que Pivetta integrou a gestão do governador Mauro Mendes desde o início e, agora à frente do Palácio Paiaguás, precisa abrir diálogo direto com os representantes dos servidores.
A crítica central das entidades é a falta de escuta institucional. Para os sindicatos, não basta apenas anunciar medidas administrativas sem construir soluções conjuntas com quem vive diariamente a realidade do serviço público.

Entre os pontos mais sensíveis está a situação dos consignados, considerada explosiva por representantes sindicais. Muitos servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
Outro fator que amplia o desgaste é a ausência de recomposição salarial compatível com a inflação acumulada dos últimos anos. Na avaliação das entidades, a perda do poder de compra tem comprometido diretamente a qualidade de vida dos servidores e de suas famílias.

O ato do dia 25 de maio deve reunir caravanas de diversas regiões de Mato Grosso, fortalecendo um movimento que cresce em diferentes setores do funcionalismo estadual. A expectativa é de ampla participação de sindicatos, associações, aposentados e pensionistas.
A mobilização pretende pressionar o governo a abrir negociação efetiva e apresentar respostas concretas para demandas consideradas urgentes. Para a FESSP/MT, sindicatos e associações, o momento ultrapassa pautas isoladas e representa uma luta por valorização, respeito institucional e reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos servidores públicos.
“Não dá mais para esperar”, reforçam lideranças sindicais, que defendem a construção de uma agenda permanente de diálogo entre governo e funcionalismo.
Enquanto o impasse continua, cresce também a insatisfação entre servidores e Estado. O dia 25 de maio poderá marcar um dos maiores atos do funcionalismo público mato-grossense nos últimos anos, em um cenário onde a insatisfação deixou de ser silenciosa e passou a ocupar as ruas.
Fonte: Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso - Fessp-MT
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