Notícias
Publicado: 12/05/2026 | 05:39
Ministério da Justiça convida servidores a participarem de pesquisa sobre gênero na Segurança Pública

Levantamento busca ampliar base de dados da pasta e fortalecer construção de políticas mais eficazes e inclusivas

Para trazer um diagnóstico sobre a presença das mulheres na Segurança Pública e as desigualdades estruturais de gênero na área, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), realiza a segunda edição da Pesquisa de Gênero nas Instituições de Segurança Pública (para acessá-la, Clique AQUI). Podem participar homens e mulheres que atuam na área.
Os dados coletados ajudarão na formulação e aprimoramento de políticas voltadas à equipe de gênero, valorização profissional e à prevenção de práticas discriminatórias nas instituições de segurança pública.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirma que a participação dos agentes é "fundamental" para ampliar a base de dados da pasta e para fortalecer a construção de políticas de gênero mais inclusivas e eficazes.
— A nova edição da pesquisa é fundamental para compreendermos os avanços dos últimos anos e, sobretudo, os desafios que ainda persistem dentro das instituições — afirma a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos, destacando que o levantamento ajudará a aprimorar as estratégicas institucionais.
A última pesquisa ocorreu há pouco mais de dez anos, em 2015. O levantamento mostrou que os homens representam 80,8% dos agentes, frente a 18,9% das mulheres. A maior parte delas tem entre 30 e 50 nos, com alto nível de escolaridade: muitas têm ensino superior completo ou pós-graduação.
A maioria atua na Polícia Militar, continua a pesquisa, com concentração na região sudeste e em capitais. Apresentam tempo significativo de carreira, além de percepção moderada de satisfação profissional.
Quanto à questão de desigualdade, embora muitas reconheçam que homens e mulheres podem exercer as mesma funções, permanecem as percepções de desigualdade, resistência à plena equidade e indícios de segmentação de carreiras. Elas também relatam mais dificuldade para progredir na carreira e mais obstáculos para expressar opiniões no ambiente de trabalho.
A pesquisa também mostrou que comentários preconceituosos eram mais recorrentes contra mulheres e pessoas LGBTs, como falas inadequadas, piadas sobre aparência, orientação sexual e capacidade profissional, além de episódios de assédio moral e sexual.
Por fim, o levantamento também ajudou a identificar lacunas institucionais, como ausência ou insuficiência de códigos de conduta específicos, mecanismos para denúncias e políticas voltadas à equidade de gênero.
Fonte: Coluna Servidor Público - Portal Extra
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
Celebração ao Dia do Trabalhador na Câmara reforça unidade e mobilização no Congresso com foco em conquistas históricas (6520 views • 06/05/2026)
02
CSPB participa de reuniões estratégicas sobre o PL da Negociação Coletiva e reforça construção conjunta com relator André Figueiredo (6001 views • 07/05/2026)
03
Câmara aprova fim da escala 6x1 e CSPB reforça mobilização por vitória histórica no Senado (5510 views • 28/05/2026)
04
CSPB reforça protagonismo no Senado e cobra avanço da negociação coletiva no setor público (5303 views • 05/05/2026)
05
CSPB reforça protagonismo nacional na construção do PL da Negociação Coletiva e amplia articulação política em defesa dos servidores públicos (5302 views • 15/05/2026)
06
CSPB reforça apoio à Carreira Finalística do MTE e defende fortalecimento da mediação das relações de trabalho no Brasil (5170 views • 20/05/2026)
07
Ministério da Justiça convida servidores a participarem de pesquisa sobre gênero na Segurança Pública (5119 views • 12/05/2026)
08
Servidores endividados exigem mais empenho da classe política para o enfrentamento dessa anomalia social (5035 views • 27/05/2026)
09