Destaques, Notícias Publicado: 23/07/2026 | 04:54

CSPB fortalece unidade sindical em Plenária Nacional e amplia mobilização por direitos dos trabalhadores



Dirigentes da Confederação participaram de encontro com mais de 600 lideranças de todo o país para definir estratégias de pressão política em defesa da redução da jornada de trabalho, do fim da escala 6×1 e da regulamentação da negociação coletiva no setor público



A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB marcou presença na Plenária Nacional das Centrais Sindicais, realizada de forma virtual, reunindo mais de 600 dirigentes sindicais de todos os estados brasileiros em um amplo movimento de unidade para fortalecer a mobilização em torno das principais pautas da classe trabalhadora dos setores público e privado.

Promovido pelas Centrais Sindicais, o encontro teve como foco a construção de estratégias de articulação política e mobilização social para impulsionar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, sem redução salarial, além do Projeto de Lei (PL 1893/2026), que regulamenta o direito à negociação coletiva para os servidores públicos.

A expressiva participação da CSPB reforçou o compromisso histórico da entidade com a defesa dos direitos dos trabalhadores e com a construção de uma agenda unificada entre as diversas categorias representadas pelo movimento sindical brasileiro.

Na avaliação dos dirigentes da CSPB que participaram da plenária, a ampla mobilização demonstra que a redução da jornada de trabalho ultrapassa os limites da iniciativa privada e também dialoga diretamente com a realidade do serviço público.

Os líderes sindicais consideraram esta reunião virtual extremamente representativa, com mais de 600 sindicalistas de todas as regiões do país. Eles avaliam que a participação da CSPB é fundamental, uma vez que a precarização das relações de trabalho também alcança o serviço público, especialmente nos municípios, onde milhares de trabalhadores terceirizados enfrentam jornadas exaustivas. 



Durante a plenária, as lideranças ressaltaram que diversos países já adotam jornadas reduzidas, reconhecendo que o equilíbrio entre trabalho, descanso e convivência familiar contribui para a melhoria da saúde, da produtividade e da qualidade de vida dos trabalhadores, sem comprometer o desenvolvimento econômico.

Para o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, os argumentos utilizados por setores contrários às mudanças já foram desmentidos pela experiência histórica.

"Sempre que os trabalhadores conquistaram novos direitos, disseram que haveria desemprego ou prejuízos econômicos. A realidade mostrou exatamente o contrário. Trabalhadores mais saudáveis, motivados e com mais qualidade de vida também significam uma sociedade mais produtiva e um país mais desenvolvido", afirmou.


Mobilização será intensificada após o recesso parlamentar

Um dos principais encaminhamentos da plenária foi ampliar a pressão institucional sobre o Congresso Nacional durante o esforço concentrado previsto para o retorno das atividades legislativas. As centrais sindicais pretendem intensificar a mobilização nos estados, dialogar com parlamentares e ampliar a participação popular na defesa das propostas.

Além da campanha em favor da redução da jornada de trabalho, a CSPB também concentrará esforços para acelerar a tramitação do PL 1893/2026, considerado uma das principais reivindicações históricas dos servidores públicos brasileiros por regulamentar o direito à negociação coletiva, previsto na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas ainda sem regulamentação efetiva no país.

Segundo o Diretor de Relações Institucionais da CSPB, João Paulo Ribeiro “JP”,  a unidade construída entre as Centrais Sindicais fortalece significativamente as chances de avanço das duas propostas.

"Nossa estratégia é manter a mobilização permanente. Vamos ampliar a pressão sobre o Parlamento e dialogar com a sociedade para demonstrar que reduzir a jornada de trabalho e regulamentar a negociação coletiva representam avanços civilizatórios. A resposta dos trabalhadores também passa pela conscientização e pela valorização de representantes comprometidos com essas pautas", enfatizou.

Ao final da plenária, as entidades reafirmaram que a atuação conjunta será determinante para impedir o adiamento das matérias e garantir que tanto a PEC da redução da jornada quanto o PL 1.893/2026 avancem no Congresso Nacional, consolidando conquistas consideradas fundamentais para a valorização do trabalho, o fortalecimento da negociação coletiva e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores brasileiros.
 

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Secom/CSPB