Notícias Publicado: 11/08/2026 | 05:46

Com R$ 35 tri movimentados, Pix projeta expansão internacional e novas funções



Relatório do Banco Central aponta que plataforma atingiu 86% da população adulta e estuda interligação com sistemas de pagamentos de outros países

Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil

por Davi Dmolir


O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (10) a segunda edição do Relatório de Gestão do Pix. O documento apresenta os avanços do arranjo de pagamentos instantâneos obtidos entre os anos de 2023 e 2025, além de detalhar a agenda de evolução da plataforma para os próximos anos. Entre os principais destaques trazidos pela autoridade monetária está o plano para a inserção internacional do sistema.

De acordo com o levantamento, o Pix consolidou-se definitivamente como uma das principais infraestruturas públicas digitais do país. Em 2025, foram registradas quase 80 bilhões de transações pela plataforma, movimentando um volume financeiro superior a R$ 35 trilhões. O resultado representa um crescimento de 25,7% na quantidade de operações em relação a 2024.

O relatório revela ainda que cerca de 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas realizaram ou receberam ao menos uma transação no período. A base de usuários pessoas físicas já atinge aproximadamente 86% da população adulta do país, somando mais de 920 milhões de chaves cadastradas.

A publicação ressalta a expansão de funcionalidades implementadas ao longo dos últimos três anos, com destaque para o Pix por aproximação, o Pix Automático, a recorrência no Pix Agendado e a criação do autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Além das novas ferramentas, o Banco Central reforçou os mecanismos de segurança e endureceu os requisitos para a participação de instituições no arranjo.

No capítulo reservado ao futuro do meio de pagamento, o Banco Central reserva uma seção dedicada inteiramente à inserção internacional do Pix. O texto aponta que a autoridade monetária acompanha os modelos de transações transfronteiriças implementados por agentes privados em parceria com instituições do exterior. Tais modelos já viabilizam o uso do Pix por brasileiros em viagens internacionais e o uso da ferramenta no Brasil por não residentes, por meio de aplicativos de instituições estrangeiras.


Leia mais: Pix expande alcance internacional e fecha parceria de pagamentos com a China


Para além do monitoramento das iniciativas privadas, o Banco Central avalia a interligação direta do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições. O documento registra que estão em discussão tanto interligações bilaterais quanto a participação em hubs multilaterais. Essas conexões permitirão a realização de remessas internacionais e operações de compra com a disponibilização dos recursos na moeda local em poucos segundos. Entre os potenciais benefícios apontados estão a redução de tarifas, a maior velocidade nas transações, a ampliação do acesso e o ganho de transparência nas operações transfronteiriças.

A formulação atual do relatório é mais concreta do que a de 2023, que sinalizava apenas uma possibilidade futura de integração.

A agenda evolutiva do Pix contempla também a cobrança híbrida, a utilização do sistema para a liquidação de duplicatas escriturais, o split tributário no contexto da reforma tributária e o Pix em garantia, funcionalidade que permitirá o uso de fluxos futuros como garantia em operações de crédito.

No âmbito da segurança, estão previstos o indicador de probabilidade de fraude, a padronização de alertas de golpe, a inclusão de iniciadores de pagamento no MED e aprimoramentos no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT). A evolução da infraestrutura segue conduzida de forma colaborativa no Fórum Pix, e a íntegra do relatório está disponível no site oficial do Banco Central.


Fonte: Portal Vermelho
 

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