Representantes de centrais sindicais se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar a pressão das entidades pelo adiamento da regulamentação das greves no serviço público. Segundo os sindicalistas, o presidente prometeu mandar ao Congresso primeiro a regulamentação da negociação coletiva do serviço público, e, depois, a do direito de greve. O presidente da NCST, José Calixto Ramos (foto), participou da reunião.

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Destaques Publicado: 26/07/2007 | 12:28

CENTRAIS SINDICAIS NEGOCIAM REGULAMENTAÇÃO DO DIREITO DE GREVE COM PRESIDENTE

Representantes de centrais sindicais se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar a pressão das entidades pelo adiamento da regulamentação das greves no serviço público. Segundo os sindicalistas, o presidente prometeu mandar ao Congresso primeiro a regulamentação da negociação coletiva do serviço público, e, depois, a do direito de greve. O presidente da NCST, José Calixto Ramos (foto), participou da reunião.

Representantes de quatro centrais sindicais reuniram-se ontem (25), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cinco ministros. Foram discutidas várias questões de interesse dos trabalhadores e das entidades, com especial destaque para a polêmica regulamentação do direito de greve dos servidores públicos.

 

A intenção do governo é proibir paralisações nos serviços essenciais. O próprio presidente, mais de uma vez, criticou os servidores públicos por fazerem longas greves e depois receberem os dias parados.

 

Os sindicalistas também debateram, entre outros temas, a medida provisória que vai regularizar a representação das centrais sindicais - terão direito a 10% da arrecadação do imposto sindical - e a contratação de servidores por meio de fundações estatais no setor da saúde, pelo regime da Consolidação das Lei do Trabalho (CLT). 

 

Durante o encontro no Palácio do Planalto, os sindicalistas voltaram a pressionar o governo para adiar o projeto que proíbe paralisações em determinadas áreas da administração federal. De quebra, eles apresentaram uma lista de pedidos.

 

Eles reivindicaram ao presidente que, antes de aprovar a regulamentação da greve, o governo atenda a pedidos das centrais, como a proposta que permite negociação coletiva no funcionalismo público.

 

Na reunião, os sindicalistas também pediram a Lula que mantenha o veto à Emenda 3 do projeto que cria a Super-Receita, uma proposta que restringe a atuação de auditores do trabalho nos casos de empresas que contam com serviços de profissionais que são pessoas jurídicas.

 

Na avaliação das centrais, a proposta da Emenda 3 ampliaria a terceirização no mercado de trabalho.

 

Lula disse aos sindicalistas que manterá o veto à emenda três do projeto da Super-Receita, que trata da relação das empresas com prestadores de serviços, mas negociará uma alternativa à terceirização.

Para o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, José Calixto, a reunião teve um saldo positivo. "O presidente se prontificou a unir esforços no sentido de manter o veto, e, de certa forma, encontrar um denominador comum. Nós, da classe trabalhadora não estamos dispostos a abrir mão do veto, nós queremos a manutenção", disse.

 

Ao todo, quase 100 mil funcionários de universidades federais, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do Ministério da Cultura estão em greve. O maior contingente de servidores paralisados é o das universidades federais, parado desde 28 de maio. De acordo com o coordenador-geral da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), João Paulo Ribeiro, cerca de 60% dos 156 mil servidores estão em greve, o que corresponde a quase 94 mil funcionários em 46 universidades. O principal serviço atingido é o dos hospitais universitários.

 

Atendimento em hospitais universitários, obtenção de terras para a reforma agrária e acesso a bibliotecas e museus são alguns dos serviços paralisados pelas greves de servidores federais.

 

Além de José Calixto Ramos (foto) e Moacyr Roberto Tesch representantes da Nova Central Sindical dos Trabalhadores(NCST), estiveram na reunião com o presidente Lula,  os ministros Carlos Lupi (Trabalho), Luiz Marinho (Previdência), Paulo Bernardo (Planejamento), José Gomes Temporão (Saúde) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência). Pelas centrais participaram ainda, Artur Henrique da Silva (presidente da CUT), João Carlos Gonçalves e Eleno José Bezerra (Força Sindical), Ricardo Patah e Canindé Pegado (União Geral dos Trabalhadores), Antonio Fernandes dos Santos Neto (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

Suhelen Borges, com informações.

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