Às vésperas de enviar para o Congresso Nacional uma supermedida provisória que reajusta os salários de quase 800 mil servidores públicos de 10 categorias o governo ganhou mais uma dor de cabeça para administrar. Auditores-fiscais da Receita Federal prometem entrar em greve a partir de hoje por discordarem das propostas apresentadas pelo Ministério do Planejamento." />
Destaques Publicado: 18/03/2008 | 11:25

AUDITORES FISCAIS PARAM HOJE

Às vésperas de enviar para o Congresso Nacional uma supermedida provisória que reajusta os salários de quase 800 mil servidores públicos de 10 categorias o governo ganhou mais uma dor de cabeça para administrar. Auditores-fiscais da Receita Federal prometem entrar em greve a partir de hoje por discordarem das propostas apresentadas pelo Ministério do Planejamento.

A paralisação nacional poderá atrasar o processamento das declarações de renda dos contribuintes que já acertaram ou ainda vão acertar as contas com o Fisco.

Em comunicado veiculado ontem no site do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) os servidores fizeram comparações entre os salários pagos a outras categorias para justificar o protesto. “As propostas são inaceitáveis a começar pelo aviltamento do salário inicial, que seria o menor entre as carreiras típicas. Enquanto o oferecido à Advocacia-Geral da União se aproxima de R$ 15 mil e o do delegado da Polícia Federal se aproxima de R$ 13,5 mil, o inicial proposto aos auditores-fiscais não chega a R$ 12 mil”, reforça a nota. Uma das reivindicações dos grevistas é justamente a equiparação salarial entre carreiras tidas como essenciais.

Caso a greve se confirme, os auditores vão se juntar aos advogados públicos — procuradores, defensores e advogados da União —, parados desde o dia 17 de janeiro pelo mesmo motivo. Servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tesouro Nacional, os gestores públicos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também avaliam radicalizar. Essas carreiras, chamadas de típicas de Estado, negociam novas tabelas remuneratórias com o governo desde o ano passado, mas sem avanços significativos.

Há 15 dias, servidores da CGU e do Tesouro Nacional promovem paralisações de uma hora durante o expediente. Amanhã, os dois órgãos deverão parar por 24 horas. O Ministério do Planejamento, por sua vez, continua empenhado em incluir mais carreiras na medida provisória que alterará os salários da maior parte do funcionalismo. Os negociadores do governo têm pressa e querem finalizar todas as negociações consideradas prioritárias até o final desta semana.

Fonte: Correio Braziliense

Compartilhe essa notícia

Mais lidas dos últimos 30 dias