A luta da CSPB é clara. Manter os direitos conquistados com muita luta do servidor e trabalhar para que novos direitos sejam alcançados. Com isso, quem ganha é o país e o cidadão.

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Destaques Publicado: 30/04/2008 | 16:12

DIA MUNDIAL DO TRABALHO

A luta da CSPB é clara. Manter os direitos conquistados com muita luta do servidor e trabalhar para que novos direitos sejam alcançados. Com isso, quem ganha é o país e o cidadão.

1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho

 

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo

 

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

 

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

 

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

 

CSPB

Por isso, a luta é continua em defesa dos servidores públicos. A busca por melhores condições de trabalho e de remuneração é também a luta por um serviço público de qualidade. A existência do servidor público é o cidadão brasileiro, não os governos de plantão que passam.

 

A luta da CSPB é clara. Manter os direitos conquistados com muita luta do servidor e trabalhar para que novos direitos sejam alcançados. Com isso, quem ganha é o país e o cidadão, que podem contar com servidores treinados, capacitados e motivados a realizar sua função. Além disso, é necessário respeito aos milhões de brasileiros que são servidores públicos.

 

É necessário melhorar a infra-estrutura de atendimento ao cidadão, os locais de trabalho e os salários. A Convenção 151 da OIT precisa ser ratificada pelo país, para garantir o direito à negociação coletiva. É preciso que o governo federal reconheça e pague o FGTS dos antigos celetistas, para corrigir uma injustiça de 20 anos.

 

Os desafios são enormes, mas os servidores já mostraram inúmeras vezes, sua capacidade de organização e mobilização. A CSPB está ao lado do servidor nessa luta. Luta essa que engrandecem o movimento sindical dos servidores e os próprios servidores públicos brasileiros.

 

ISP

Este ano marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Por ocasião do Dia Mundial do Trabalho, a ISP aproveita a oportunidade para voltar a destacar que os direitos sindicais também são direitos humanos. Por isso, no dia 1º de maio, a ISP e suas afiliadas em todo o mundo organizarão marchas, manifestações e comícios para marcar o respeito dos sindicatos e aos direitos humanos. Também salientamos as graves injustiças que os sindicalistas continuam sujeitos, como assassinatos e perseguição.

 

Clique aqui e conheça um pouco mais sobre a história dos operários de Chicago.

 

O Dia do Trabalho no Brasil

No Brasil, como não poderia deixar de ser, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, piqueniques, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.

 

Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de “dia oficial” do trabalho. Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.

 

Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após a ditadura militar, apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.

 

A luta de hoje, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores, reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano.

 

SECOM/CSPB, com informações da NCST, ISP, MTE e IBGE.

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