Sinto-me obrigado a entusiasmar meus companheiros a continuarem à frente da CSPB até cumprirmos nossa missão. Vamos honrar com o que nos propusemos: entregar a CSPB aos nossos sucessores como sendo a maior entidade sindical do Brasil. O desafio está posto. Esta é a missão que vamos cumprir!"" />
Destaques, Seminário e Posse Publicado: 9/05/2008 | 19:08

JOÃO DOMINGOS: A NOVA DIRETORIA TERÁ A MISSÃO DE CONDUZIR A ENTIDADE EM UMA NOVA ETAPA DA SUA VIDA

"Sinto-me obrigado a entusiasmar meus companheiros a continuarem à frente da CSPB até cumprirmos nossa missão. Vamos honrar com o que nos propusemos: entregar a CSPB aos nossos sucessores como sendo a maior entidade sindical do Brasil. O desafio está posto. Esta é a missão que vamos cumprir!"

Por: João Domingos, presidente da CSPB.

 

A nova diretoria terá a missão de conduzir a entidade em uma nova etapa da sua vida. A geração de diretores que assumiu a Confederação a partir de em 1988, aceitou a incumbência de estruturar uma nova entidade, deixando de ser assistencial para se organizar enquanto a única entidade sindical de terceiro grau, representativa de todos os servidores públicos brasileiros. A evolução passou por ciclos e momentos. Inicialmente, um primeiro ciclo com três grandes momentos: a reconstrução da entidade a partir do seu patrimônio histórico, da sua credibilidade.

 

O primeiro momento era desafiador, transformar a CSPB em entidade sindical. Houve grande entusiasmo, embora a idéia fosse de encontro às associações que sustentaram e asseguraram a trajetória gloriosa da CSPB até a conquista do direito de direito de organização sindical no setor pública. Foi necessário transformar o entendimento dos servidores públicos em relação ao movimento sindical e crescer organicamente. Hoje, a CSPB é uma entidade respeitada sob vários aspectos, mas, principalmente, porque tem uma base real. A Confederação tem federações reais e importantes; tem sindicatos reais e importantes. Essa primeira etapa foi muito bem cumprida, acreditamos nós, apesar de não ter atingido o ápice nem o limite a que nos propusemos e muito menos o potencial de crescimento da CSPB nestes anos.

 

O segundo momento nesse ciclo foi dotar a CSPB com uma estrutura físico-material correspondente a seu protagonismo. Desde 1958 a Confederação foi uma grande estrutura política, era mais uma idéia do que uma estrutura visível. Naturalmente, o grande desafio era criar uma forma de custeio que permitisse ao mesmo tempo não só o crescimento estrutural da CSPB, mas que esse crescimento fosse de forma independente em relação a governos, a partidos políticos, a correntes ideológicas e a financiamentos externos.

 

Buscamos a parte mais simples dessa questão, trazer para o serviço público a fonte de custeio que julgamos a mais legítima e que há décadas financia o movimento sindical do setor privado, que é a contribuição sindical, um direito consolidado na CLT e que, por deficiência de poder de interpretação, por má fé ou por falta de interesse, esse assunto até hoje nem de longe está resolvido. Mesmo assim, a CSPB, já com sua base orgânica bem formada, conseguiu consolidar essa forma de custeio, embora não tenha sido plenamente aplicada. Um recurso do qual ainda não conseguimos receber. Hoje, o conjunto do movimento sindical dos servidores públicos não consegue realizar sequer 20% do seu potencial, mesmo assim já permitiu a CSPB e à grande parte de suas federações e sindicatos criarem uma estrutura físico-financeira. Um exemplo é a sede própria da CSPB, hoje, adequada à sua expressão política.

 

Resta, agora, o terceiro momento que é o crescimento da qualidade. O mundo do trabalho passa por transformações orgânicas inimagináveis. Adversários de ontem são uma única força hoje. CIOLS e CMT desapareceram para o surgimento da CSI. Hoje, o mundo não funciona apenas por meio de estados-nacionais, mas, principalmente, através dos blocos econômicos que atuam globalmente em tempo integral e real. Uma atuação alicerçada nas políticas neoliberais, nas reformas estruturais que ocorreram em todos os países do mundo, e de forma particular, no Brasil, onde as relações sindicais estão em total descompasso com a realidade mundial. Não temos mecanismos, não temos meios, não temos estruturas, não temos leis que correspondam à realidade das nossas relações de trabalho.

 

Já se passou a época em que a CSPB tratava apenas de assuntos corporativos. Hoje ela tem inserção e influência em mais de uma central sindical. E já se vislumbra o momento

novo em que a CSPB vai estar presente em todos os segmentos do movimento sindical, inclusive no setor privado, sendo referência e farol. Este é o nosso horizonte. É um momento histórico que aponta para o fechamento de mais um ciclo. Primeiro o crescimento orgânico, depois o crescimento estrutural e, agora, o crescimento em qualidade.

 

Ao alcançarmos mais este ciclo, estará cumprida a missão dessa geração que, comigo, ombreou a CSPB. Não significa dizer que vamos deixar de dirigir a Confederação, apenas que teremos conquistado os objetivos a que nos propusemos. Continuar ou não será uma mera decisão e não mais uma obrigação. Sinto-me obrigado a entusiasmar meus companheiros a continuarem à frente da CSPB até cumprirmos nossa missão. Vamos honrar com o que nos propusemos: entregar a CSPB aos nossos sucessores como sendo a maior entidade sindical do Brasil.

 

O desafio está posto. Esta é a missão que vamos cumprir!

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