Os servidores do Judiciário baiano decidiram pela manutenção da greve após recebem novo revés do governo Wagner, que decidiu pelo não encaminhamento do projeto de reestruturação do Plano de Cargos e Salários da categoria para votação na Assembléia Legislativa ainda esse mês. " />
Destaques, Publicado: 8/07/2008 | 09:59

JUDICIÁRIO BAIANO FAZ SUA PARTE, MAS GOVERNO ADIA VOTAÇÃO DO PCS

Os servidores do Judiciário baiano decidiram pela manutenção da greve após recebem novo revés do governo Wagner, que decidiu pelo não encaminhamento do projeto de reestruturação do Plano de Cargos e Salários da categoria para votação na Assembléia Legislativa ainda esse mês.

Os quase mil servidores presentes à última assembléia geral puderam conferir todos os esforços empreendidos pelas diretorias do SINPOJUD e SINTAJ para adequarem o plano ao novo cenário orçamentário divulgado pelo Estado. Mas, ainda assim, o governo insiste no discurso de que os valores  do plano ultrapassam o limite da lei de responsabilidade fiscal.

Segundo José Valdice, diretor de finanças do Sinpojud, “Todas as imposições do Executivo foram atendidas e não vemos razões para que o projeto não seja aprovado. Foram modificados os prazos de implantação; a gratificação de atividade externa terá sua implantação em 2016 e 2017; todas as despesas necessárias foram previstas com planejamento e equilíbrio; tudo isso para atender a previsão de crescimento da receita corrente líquida do Estado em 4,5% ao ano até 2017”. A diretora de imprensa do sindica completa: “Desde 2001, a média de crescimento da receita do Estado tem ficado em torno de 9,5%”.

O governo não diz os motivos, mas pretende votar o projeto apenas em agosto. A proposta de negociação apresentada pelo secretário de Relações Institucionais, Ruy Costa, era de "suspensão da greve, avaliação das despesas apresentadas pelo TJ e aprovação do PCS na 1ª quinzena de agosto, com retroatividade a partir de 1º de julho", a qual foi rechaçada pela categoria. Os servidores deliberaram na noite do dia 1º de julho pela continuidade da greve, com a manutenção dos serviços essenciais - guias de sepultamento, habeas corpus e liminares de saúde - para que o governo Wagner se posicione de forma objetiva sobre o que pretende com a demora na aprovação do PCS dos servidores.

 

Desde o dia 16 de junho, o Poder Judiciário entrou em greve suspendendo a maioria dos seus serviços. A categoria luta pela votação do novo Plano de Cargos e Salários, o qual ajusta as carreiras e vencimentos dos servidores do Judiciário à nova Lei de Organização Judiciária. A mobilização levantou ainda a discussão sobre a independência dos Três Poderes, pois o que se verificou desde o início da greve foi o Legislativo aguardando a ordem do Executivo para a aprovação do projeto do Judiciário, que por sua vez vê o Executivo tentar interferir em seu orçamento.

 

Os servidores discutirão os rumos da paralisação em nova assembléia da categoria, agendada para o dia 8 de julho, às 10 horas no Fórum Ruy Barbosa.

 

FONTE: FENAJUD

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