O Brasil foi às ruas nessa segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais. A Nova Central participou de todas as atividades em várias cidades do país.

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Destaques Publicado: 30/03/2009 | 15:30

TRABALHADORES E TRABALHADORAS NÃO PAGARÃO PELA CRISE

O Brasil foi às ruas nessa segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais. A Nova Central participou de todas as atividades em várias cidades do país.

As centrais sindicais, entre elas a Nova Central, reuniram hoje (30) cerca de 400 pessoas em frente à sede do Banco Central em Brasília, para pedir a manutenção de empregos e a redução em dois pontos percentuais, da taxa básica de juros, a Selic, que está hoje em 11,25% ao ano.

Os sindicalistas defenderam também a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula que obrigue as empresas a garantirem os empregos dos trabalhadores por dois anos, em face da crise econômica. O movimento dos trabalhadores está sendo realizado em 15 capitais e conta também com atos em países da Europa, da América Latina e da Ásia.

Em São Paulo, de acordo com a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas participaram do protesto. Centrais sindicais e mais 19 entidades de movimentos sociais realizam o ato contra a crise mundial. O protesto começou na Avenida Paulista onde, por volta das 10h30, os manifestantes bloqueavam totalmente o sentido Consolação. Depois, eles seguiram em passeata ocupando duas faixas, deixando outras duas livres para o trânsito.

Ações simultâneas contra a crise mundial ocorreram em vários pontos de São Paulo. Um grupo de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) iniciou um ato na Avenida Francisco Morato, no limite com Taboão da Serra. Os sem-teto chegaram a bloquear os dois sentidos da Rodovia Régis Bittencourt por cerca de 15 minutos, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Por volta das 11h30, eles liberaram a via.

A mobilização mundial das classes trabalhadoras contou com articulação de organizações sindicais internacionais, entre elas a Confederação Sindical Internacional (CSI) e a Confederação Sindical das Américas (CSA).

 

Clique aqui e assista a reportagem no Público & Notório on Line.

 

Motivos da Mobilização

O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

 

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora - e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo "deus mercado". Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.

O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinação dos povos.

Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!

NÃO ÀS DEMISSÕES!

REDUÇÃO DOS JUROS!

REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA, JÁ!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!

 

Ato Internacional Unificado Contra a Crise

Em São Paulo, a concentração inicia às 10 horas, na avenida Paulista, 1374, em frente ao Banco Real Santander e à Fiesp, de onde os manifestantes saem em passeata até a sede do Banco Central, da Caixa Econômica Federal e da Bolsa de Valores. Em Brasília, a concentração acontece em frente a sede do Banco Central. Em seguida, os trabalhadores realizam uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios terminando no Supremo Tribunal Federal.

Organizadores:

ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA. Fonte: SECOM/CSPB, com informações da NCST, Agência Brasil, G1 e centrais sindicais.

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