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Publicado: 22/04/2009 | 10:31
Lula investe em pessoal o que poupa com juros, constata pesquisa
"A política econômica do segundo mandato do presidente Lula está sendo marcada não só pela queda dos juros, mas também pelo maior ciclo de contratações e de aumentos salariais ao funcionalismo de que se tem notícia", disse Marinis. Alta das despesas com pessoal chegou a R$ 40 bi
Alta das despesas com pessoal chegou a R$ 40 bi ao ano desde 2006, equivalente ao que deixou de ser desembolsado no pagamento da dívida. Investimentos públicos registraram um avanço de R$ 14,7 bi, menos que as despesas com funcionalismo, custeio e Previdência Social. O Governo utilizou quase toda a economia feita com a queda dos juros desde 2006 para contratar pessoal e elevar o salário do funcionalismo, revela estudo do economista Alexandre Marinis, da consultoria Mosaico. O Governo Federal usou praticamente toda a economia que teve com a queda dos juros desde 2006 para reforçar sua própria estrutura e aumentar o salário do funcionalismo público. É o que revela estudo feito pelo economista Alexandre Marinis, sócio da consultoria Mosaico. Entre abril de 2006 e fevereiro de 2009, as despesas anuais do Governo central com juros caíram cerca de R$ 40 bilhões. O mês de abril de 2006 foi escolhido como marco inicial do estudo por duas razões. Naquele mês, o Governo central registrou o pico do pagamento de juros acumulados em 12 meses. Ou seja, o aumento de gastos com funcionalismo e custeio não foi produto de um simples crescimento vegetativo e involuntário da máquina, mas, principalmente, de decisão oficial, isto é, do Governo. Entre 2003 e 2005, nos três primeiros anos do Governo Lula, o crescimento médio anual da folha de salários federais foi de apenas R$ 7 bilhões. Entre 2006 e 2009, esse aumento pulou para R$ 13 bilhões ao ano. "A política econômica do segundo mandato do presidente Lula está sendo marcada não só pela queda dos juros, mas também pelo maior ciclo de contratações e de aumentos salariais ao funcionalismo de que se tem notícia", disse Marinis. Nos 12 meses entre maio de 2005 e abril de 2006, a Selic média estabelecida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC) foi de 18,5%. Já nos 12 meses entre março de 2008 e fevereiro de 2009, a taxa caiu para 12,8% - uma redução de 5,7 pontos percentuais. O levantamento ganha relevância com a perspectiva de novas quedas da taxa Selic até dezembro. Se a taxa média, acumulada em 12 meses, cair de 12,8%, hoje, para 10% no fim do ano, como prevê o mercado, estima-se em R$ 20,3 bilhões a redução do custo da dívida do Governo federal. "Esse valor equivale à metade dos ganhos já ocorridos com a queda dos juros desde 2006", disse Marinis. Além dos gastos de custeio e da folha, as despesas com benefícios previdenciários também aumentaram mais do que os investimentos entre 2006 e 2009: R$ 51,8 bilhões. (Fonte: Folha de S.Paulo)
De abril de 2006 a fevereiro de 2009, as despesas anuais com juros caíram R$ 40 bilhões, mesmo valor que foi acrescido ao dispêndio com pessoal.
As despesas de custeio subiram R$ 26,7 bilhões.
Pouco foi feito para elevar os investimentos, necessários para permitir que o País cresça sem solavancos.
No mesmo período, as despesas com pessoal subiram iguais R$ 40 bilhões, e as de custeio, R$ 26,7 bilhões. Já as despesas de capital - os investimentos propriamente ditos - aumentaram apenas R$ 14,7 bilhões.
Também foi a partir de abril de 2006 que o Governo acelerou a contratação e intensificou os reajustes salariais.
"Pela experiência recente, esse dinheiro não deve ir para investimentos. Os juros não são o único vilão das contas públicas. Sua redução não garante, necessariamente, o aumento dos investimentos".
"A política econômica do segundo mandato do presidente Lula está sendo marcada não só pela queda dos juros, mas também pelo maior ciclo de contratações e de aumentos salariais ao funcionalismo de que se tem notícia", disse Marinis. Alta das despesas com pessoal chegou a R$ 40 bi
Alta das despesas com pessoal chegou a R$ 40 bi ao ano desde 2006, equivalente ao que deixou de ser desembolsado no pagamento da dívida. Investimentos públicos registraram um avanço de R$ 14,7 bi, menos que as despesas com funcionalismo, custeio e Previdência Social. O Governo utilizou quase toda a economia feita com a queda dos juros desde 2006 para contratar pessoal e elevar o salário do funcionalismo, revela estudo do economista Alexandre Marinis, da consultoria Mosaico. O Governo Federal usou praticamente toda a economia que teve com a queda dos juros desde 2006 para reforçar sua própria estrutura e aumentar o salário do funcionalismo público. É o que revela estudo feito pelo economista Alexandre Marinis, sócio da consultoria Mosaico. Entre abril de 2006 e fevereiro de 2009, as despesas anuais do Governo central com juros caíram cerca de R$ 40 bilhões. O mês de abril de 2006 foi escolhido como marco inicial do estudo por duas razões. Naquele mês, o Governo central registrou o pico do pagamento de juros acumulados em 12 meses. Ou seja, o aumento de gastos com funcionalismo e custeio não foi produto de um simples crescimento vegetativo e involuntário da máquina, mas, principalmente, de decisão oficial, isto é, do Governo. Entre 2003 e 2005, nos três primeiros anos do Governo Lula, o crescimento médio anual da folha de salários federais foi de apenas R$ 7 bilhões. Entre 2006 e 2009, esse aumento pulou para R$ 13 bilhões ao ano. "A política econômica do segundo mandato do presidente Lula está sendo marcada não só pela queda dos juros, mas também pelo maior ciclo de contratações e de aumentos salariais ao funcionalismo de que se tem notícia", disse Marinis. Nos 12 meses entre maio de 2005 e abril de 2006, a Selic média estabelecida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC) foi de 18,5%. Já nos 12 meses entre março de 2008 e fevereiro de 2009, a taxa caiu para 12,8% - uma redução de 5,7 pontos percentuais. O levantamento ganha relevância com a perspectiva de novas quedas da taxa Selic até dezembro. Se a taxa média, acumulada em 12 meses, cair de 12,8%, hoje, para 10% no fim do ano, como prevê o mercado, estima-se em R$ 20,3 bilhões a redução do custo da dívida do Governo federal. "Esse valor equivale à metade dos ganhos já ocorridos com a queda dos juros desde 2006", disse Marinis. Além dos gastos de custeio e da folha, as despesas com benefícios previdenciários também aumentaram mais do que os investimentos entre 2006 e 2009: R$ 51,8 bilhões. (Fonte: Folha de S.Paulo)
De abril de 2006 a fevereiro de 2009, as despesas anuais com juros caíram R$ 40 bilhões, mesmo valor que foi acrescido ao dispêndio com pessoal.
As despesas de custeio subiram R$ 26,7 bilhões.
Pouco foi feito para elevar os investimentos, necessários para permitir que o País cresça sem solavancos.
No mesmo período, as despesas com pessoal subiram iguais R$ 40 bilhões, e as de custeio, R$ 26,7 bilhões. Já as despesas de capital - os investimentos propriamente ditos - aumentaram apenas R$ 14,7 bilhões.
Também foi a partir de abril de 2006 que o Governo acelerou a contratação e intensificou os reajustes salariais.
"Pela experiência recente, esse dinheiro não deve ir para investimentos. Os juros não são o único vilão das contas públicas. Sua redução não garante, necessariamente, o aumento dos investimentos".