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Publicado: 22/04/2009 | 10:32
Lula: pequeno poupador será preservado nas mudanças da poupança
O Governo busca uma maneira de tratar diferentemente os pequenos poupadores, para não prejudicá-los, nas mudanças que fará nas regras da caderneta de poupança, revelou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pouco antes de deixar as ilhas de Trinidade e Tobago, onde participou ontem da Cúpula das Américas com outros 33 chefes de Estado da região.
"Não posso dizer o que penso a respeito, porque poderia gerar especulação", comentou Lula, que, em seguida, porém, contou o que pensa sobre a poupança. "Precisamos fazer uma diferenciação entre o pequeno poupador e alguém que quer fazer da poupança um investimento". O Governo teme que, com a queda na taxa básica de juros, a Selic, os fundos de investimento fiquem menos atrativos do que a caderneta de poupança, que é isenta de imposto e garante rendimentos de 0,5% acima da TR (taxa de referência, calculada com base na taxa média de juros dos bancos). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estuda uma fórmula de reduzir o rendimento da caderneta para evitar que ela se torne mais atrativa que as alternativas de investimento; mas o Governo quer evitar que a mudança provoque uma fuga dos atuais poupadores, que, como indicou Lula, poderiam receber tratamento diferente para manter seus ganhos. "A questão da poupança é delicada e por isso exige muito trabalho da equipe econômica", comentou o presidente. "Se não fizer a poupança, pelo menos, ajustada às taxas básicas de juros do país, pessoas que têm muito dinheiro em vez de aplicar em fundos de investimento vão correr para a poupança", previu Lula. "Poupança é para cuidar das pessoas mais pobres, para evitar que o dinheiro das pessoas seja corroído; não é fundo de investimento". Lula garantiu que o assunto está "sendo cuidado com muito carinho", e que o Governo continuará a discutir a necessidade de "ajustar" a taxa de juros para garantir o crescimento da economia. "Vamos tomar cuidado, senão daqui a pouco tem gente tirando R$ 50 milhões, US$ 60 milhões e querendo aplicar na poupança, e você mata a poupança", argumentou. Lula evitou, porém, dar certezas sobre o que ser feito com a caderneta. "Eu não sei", garantiu. "No momento certo, quando o Guido me apresentar (a solução para a poupança), imediatamente pedirei ao ele para apresentar à imprensa". "Precisamos ter o cuidado porque mais de 85% dos poupadores têm menos de R$ 5 mil na poupança", comentou Lula, numa indicação sobre a faixa de saldo na caderneta que poderá ser alvo de tratamento diferenciado pelo Governo. "Não podemos permitir que a poupança sofra qualquer enfraquecimento, mas também não podemos permitir que as pessoas que mais necessitam da poupança criem desconfiança sobre esse instrumento financeiro tão importante". (Fonte: Valor Econômico)
O Governo busca uma maneira de tratar diferentemente os pequenos poupadores, para não prejudicá-los, nas mudanças que fará nas regras da caderneta de poupança, revelou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pouco antes de deixar as ilhas de Trinidade e Tobago, onde participou ontem da Cúpula das Américas com outros 33 chefes de Estado da região.
"Não posso dizer o que penso a respeito, porque poderia gerar especulação", comentou Lula, que, em seguida, porém, contou o que pensa sobre a poupança. "Precisamos fazer uma diferenciação entre o pequeno poupador e alguém que quer fazer da poupança um investimento". O Governo teme que, com a queda na taxa básica de juros, a Selic, os fundos de investimento fiquem menos atrativos do que a caderneta de poupança, que é isenta de imposto e garante rendimentos de 0,5% acima da TR (taxa de referência, calculada com base na taxa média de juros dos bancos). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estuda uma fórmula de reduzir o rendimento da caderneta para evitar que ela se torne mais atrativa que as alternativas de investimento; mas o Governo quer evitar que a mudança provoque uma fuga dos atuais poupadores, que, como indicou Lula, poderiam receber tratamento diferente para manter seus ganhos. "A questão da poupança é delicada e por isso exige muito trabalho da equipe econômica", comentou o presidente. "Se não fizer a poupança, pelo menos, ajustada às taxas básicas de juros do país, pessoas que têm muito dinheiro em vez de aplicar em fundos de investimento vão correr para a poupança", previu Lula. "Poupança é para cuidar das pessoas mais pobres, para evitar que o dinheiro das pessoas seja corroído; não é fundo de investimento". Lula garantiu que o assunto está "sendo cuidado com muito carinho", e que o Governo continuará a discutir a necessidade de "ajustar" a taxa de juros para garantir o crescimento da economia. "Vamos tomar cuidado, senão daqui a pouco tem gente tirando R$ 50 milhões, US$ 60 milhões e querendo aplicar na poupança, e você mata a poupança", argumentou. Lula evitou, porém, dar certezas sobre o que ser feito com a caderneta. "Eu não sei", garantiu. "No momento certo, quando o Guido me apresentar (a solução para a poupança), imediatamente pedirei ao ele para apresentar à imprensa". "Precisamos ter o cuidado porque mais de 85% dos poupadores têm menos de R$ 5 mil na poupança", comentou Lula, numa indicação sobre a faixa de saldo na caderneta que poderá ser alvo de tratamento diferenciado pelo Governo. "Não podemos permitir que a poupança sofra qualquer enfraquecimento, mas também não podemos permitir que as pessoas que mais necessitam da poupança criem desconfiança sobre esse instrumento financeiro tão importante". (Fonte: Valor Econômico)