antigas Publicado: 27/05/2009 | 10:35

Empresários criticam proposta de redução da jornada de trabalho

 Representantes das confederações nacionais da Indústria (CNI) e do Comércio (CNC) criticaram nesta terça-feira (26), em audiência pública na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.

O representante da CNC, Alaim Macgregor, afirmou que a PEC não contribuirá para diminuir a taxa de desemprego no País.

Segundo ele, se a redução da jornada for aprovada será necessário reestruturar os negócios, o que provocará queda no número de postos de trabalho.

Macgregor defendeu a desoneração das folhas de pagamentos como forma de criação de empregos.

Ele disse ainda que não se combate o desemprego com "utopias" e advertiu que os aumentos de preços provocados pela diminuição da jornada serão repassados aos consumidores.

Dagoberto Godoy, representante da CNI, acrescentou que a medida vai elevar os custos de produção para atender à demanda.

Godoy lembrou que o mercado mundial é competitivo; de acordo com ele, países como China e Índia oneram menos as empresas e têm maior jornada de trabalho que o Brasil.

Patrões 
O relator da matéria, deputado Vicentinho (PT/SP), criticou o ponto de vista dos empresários:

"Eles são patrões e nunca vão concordar com nada. Se não existissem as lutas dos sindicatos para melhorar as condições de vida, ainda haveria o trabalho análogo ao escravo".

E completou: "Então, nada mais normal do que o posicionamento deles; como relator eu precisava ouvi-los, com paciência, para depois apresentar meu parecer".

De acordo com Vicentinho, a redução da jornada vai gerar empregos e, com isso, fortalecer o mercado interno. (Fonte: Agência Câmara)


 

 Representantes das confederações nacionais da Indústria (CNI) e do Comércio (CNC) criticaram nesta terça-feira (26), em audiência pública na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.

O representante da CNC, Alaim Macgregor, afirmou que a PEC não contribuirá para diminuir a taxa de desemprego no País.

Segundo ele, se a redução da jornada for aprovada será necessário reestruturar os negócios, o que provocará queda no número de postos de trabalho.

Macgregor defendeu a desoneração das folhas de pagamentos como forma de criação de empregos.

Ele disse ainda que não se combate o desemprego com "utopias" e advertiu que os aumentos de preços provocados pela diminuição da jornada serão repassados aos consumidores.

Dagoberto Godoy, representante da CNI, acrescentou que a medida vai elevar os custos de produção para atender à demanda.

Godoy lembrou que o mercado mundial é competitivo; de acordo com ele, países como China e Índia oneram menos as empresas e têm maior jornada de trabalho que o Brasil.

Patrões 
O relator da matéria, deputado Vicentinho (PT/SP), criticou o ponto de vista dos empresários:

"Eles são patrões e nunca vão concordar com nada. Se não existissem as lutas dos sindicatos para melhorar as condições de vida, ainda haveria o trabalho análogo ao escravo".

E completou: "Então, nada mais normal do que o posicionamento deles; como relator eu precisava ouvi-los, com paciência, para depois apresentar meu parecer".

De acordo com Vicentinho, a redução da jornada vai gerar empregos e, com isso, fortalecer o mercado interno. (Fonte: Agência Câmara)