antigas Publicado: 4/06/2009 | 11:42

Cortador de cana produz 50% mais e ganha o mesmo que há 10 anos

 A economista Sandra Quintela, do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), alerta que o trabalhador rural das usinas de cana-de-açúcar, hoje, corta cada vez mais cana para ganhar o mesmo salário de uma década.

"De acordo com pesquisa da Unicamp, um cortador de cana, para ganhar o mesmo que há dez anos, tem de cortar 50% a mais de cana", disse.

A economista criticou o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rosseto, atual presidente da Petrobras Biocombustíveis, por afirmar que a estratégia da produção de etanol da companhia será fortemente voltada para o mercado externo.

Para a economista do PACS, isso é sinal de que o país não conseguiu superar o "velho modelo do latifúndio e do desenvolvimento dependente".

De acordo com Sandra, "a cada dia, surgem novas denúncias contra o trabalho escravo".

Já Rosseto, que participou do Ethanol Summit, evento organizado por usineiros em São Paulo, explicou que a opção pelo mercado externo faz parte da estratégia global da Petrobras, que pretende figurar, em breve, entre os cinco maiores players mundiais de combustíveis.

"A prioridade será o investimento em pesquisa", sublinhou.

Sandra, porém, lembrou os riscos ao meio ambiente provocados pela produção para o mercado externo, uma demanda muito maior que a do ambiente doméstico.

"O plantio de cana já está avançando muito na Amazônia, acelerado também pela especialização do país na produção de commodities agrícolas e minerais", comentou a economista, apontando o estado de Mato Grosso como o local no qual mais avança a fronteira agrícola "e onde se mata mais índios atualmente". (Fonte: Monitor Mercantil)


 

 A economista Sandra Quintela, do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), alerta que o trabalhador rural das usinas de cana-de-açúcar, hoje, corta cada vez mais cana para ganhar o mesmo salário de uma década.

"De acordo com pesquisa da Unicamp, um cortador de cana, para ganhar o mesmo que há dez anos, tem de cortar 50% a mais de cana", disse.

A economista criticou o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rosseto, atual presidente da Petrobras Biocombustíveis, por afirmar que a estratégia da produção de etanol da companhia será fortemente voltada para o mercado externo.

Para a economista do PACS, isso é sinal de que o país não conseguiu superar o "velho modelo do latifúndio e do desenvolvimento dependente".

De acordo com Sandra, "a cada dia, surgem novas denúncias contra o trabalho escravo".

Já Rosseto, que participou do Ethanol Summit, evento organizado por usineiros em São Paulo, explicou que a opção pelo mercado externo faz parte da estratégia global da Petrobras, que pretende figurar, em breve, entre os cinco maiores players mundiais de combustíveis.

"A prioridade será o investimento em pesquisa", sublinhou.

Sandra, porém, lembrou os riscos ao meio ambiente provocados pela produção para o mercado externo, uma demanda muito maior que a do ambiente doméstico.

"O plantio de cana já está avançando muito na Amazônia, acelerado também pela especialização do país na produção de commodities agrícolas e minerais", comentou a economista, apontando o estado de Mato Grosso como o local no qual mais avança a fronteira agrícola "e onde se mata mais índios atualmente". (Fonte: Monitor Mercantil)