antigas Publicado: 10/06/2009 | 10:30

Venezuela no Mercosul: oposição insiste em adiar decisão no Senado

 Na tentativa da oposição de adiar a decisão do ingresso da Venezuela no Mercosul, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ao final da reunião desta terça-feira (9), sugeriu a realização de mais uma audiência pública para que ex-presidentes da República apresentem suas posições sobre o assunto.

Ele propôs que sejam convidados Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Fernando Collor, todos declaradamente contrários à adesão. O relator da matéria é o senador tucano Tasso Jereissati (CE).

A oposição trabalha para protelar a decisão. E ganha o apoio histriônico do senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL), que quer evitar que a Venezuela seja aceita no bloco, acusando o presidente Hugo Chávez de tentar implantar uma ditadura naquele país e exportá-la para o restante da América do Sul.

Nesta terceira audiência sobre o assunto, os convidados, ex-assessores do Governo FHC, se posicionaram contrários a decisão já aprovada em todas as demais instâncias. Ao mesmo tempo, defendem a manutenção das relações comerciais do Brasil com o país de Hugo Chávez.

Trocas comerciais
Nos últimos dez anos, as trocas comerciais entre os dois países subiram 850%, alcançando o total anual de US$ 6 bilhões. Desse total, cerca de US$ 5,3 bilhões são de exportações brasileiras, e somente US$ 0,7 bilhão refere-se às importações - formando o maior superávit da balança comercial brasileira.

A estratégia da oposição é se posicionar também contra a política de integração regional defendida pelo Governo Lula desde a posse em seu primeiro mandato, em 2003. Para o Governo brasileiro, a adesão da Venezuela poderá representar a redenção do Mercosul, sobretudo com o mundo em crise financeira.

Tanto a Câmara dos Deputados quanto a representação brasileira no Parlamento do Mercosul já aprovaram a Adesão da Venezuela ao Mercosul, assinado em quatro de julho de 2006, em Caracas.

O protocolo também já foi ratificado pelos parlamentos da Argentina, do Uruguai e da própria Venezuela. A confirmação dessa adesão só depende do Senado, que tem protelado a decisão com inúmeras audiências.

Nos dias 19 e 20 de maio, técnicos brasileiros e venezuelanos se reuniram em Brasília e Salvador para fecharem um acordo em relação às normas previstas no bloco e impostas à todos os seus membros plenos.

Boas relações
O ex-ministro de Relações Exteriores dos Governo Collor e FHC, Celso Lafer, presente à reunião desta terça, manifestou posição contrária à adesão da Venezuela ao Mercosul. Para ele, a adesão Venezuela ao bloco vai complicar as atuais dificuldades enfrentadas pelos países do bloco na conclusão de acordos comerciais.

Ao mesmo tempo, o jurista admitiu que o Brasil deve manter boas relações com a Venezuela, reconhecendo a importância do volume comercial entre os dois países.

O jurista Ives Gandra da Silva Martins, a exemplo de Lafer, também assessor do ex-Governo FHC, é contrário à medida e disse acreditar que os acordos de mercado e comerciais em vigência, entre o Brasil e a Venezuela, são suficientes para manter as boas relações entre as duas nações.

Sua sugestão é que o Brasil aguarde até o ano de 2011 para decidir se assina ou não o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. (Fonte: Vermelho, com agências)

 Na tentativa da oposição de adiar a decisão do ingresso da Venezuela no Mercosul, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ao final da reunião desta terça-feira (9), sugeriu a realização de mais uma audiência pública para que ex-presidentes da República apresentem suas posições sobre o assunto.

Ele propôs que sejam convidados Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Fernando Collor, todos declaradamente contrários à adesão. O relator da matéria é o senador tucano Tasso Jereissati (CE).

A oposição trabalha para protelar a decisão. E ganha o apoio histriônico do senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL), que quer evitar que a Venezuela seja aceita no bloco, acusando o presidente Hugo Chávez de tentar implantar uma ditadura naquele país e exportá-la para o restante da América do Sul.

Nesta terceira audiência sobre o assunto, os convidados, ex-assessores do Governo FHC, se posicionaram contrários a decisão já aprovada em todas as demais instâncias. Ao mesmo tempo, defendem a manutenção das relações comerciais do Brasil com o país de Hugo Chávez.

Trocas comerciais
Nos últimos dez anos, as trocas comerciais entre os dois países subiram 850%, alcançando o total anual de US$ 6 bilhões. Desse total, cerca de US$ 5,3 bilhões são de exportações brasileiras, e somente US$ 0,7 bilhão refere-se às importações - formando o maior superávit da balança comercial brasileira.

A estratégia da oposição é se posicionar também contra a política de integração regional defendida pelo Governo Lula desde a posse em seu primeiro mandato, em 2003. Para o Governo brasileiro, a adesão da Venezuela poderá representar a redenção do Mercosul, sobretudo com o mundo em crise financeira.

Tanto a Câmara dos Deputados quanto a representação brasileira no Parlamento do Mercosul já aprovaram a Adesão da Venezuela ao Mercosul, assinado em quatro de julho de 2006, em Caracas.

O protocolo também já foi ratificado pelos parlamentos da Argentina, do Uruguai e da própria Venezuela. A confirmação dessa adesão só depende do Senado, que tem protelado a decisão com inúmeras audiências.

Nos dias 19 e 20 de maio, técnicos brasileiros e venezuelanos se reuniram em Brasília e Salvador para fecharem um acordo em relação às normas previstas no bloco e impostas à todos os seus membros plenos.

Boas relações
O ex-ministro de Relações Exteriores dos Governo Collor e FHC, Celso Lafer, presente à reunião desta terça, manifestou posição contrária à adesão da Venezuela ao Mercosul. Para ele, a adesão Venezuela ao bloco vai complicar as atuais dificuldades enfrentadas pelos países do bloco na conclusão de acordos comerciais.

Ao mesmo tempo, o jurista admitiu que o Brasil deve manter boas relações com a Venezuela, reconhecendo a importância do volume comercial entre os dois países.

O jurista Ives Gandra da Silva Martins, a exemplo de Lafer, também assessor do ex-Governo FHC, é contrário à medida e disse acreditar que os acordos de mercado e comerciais em vigência, entre o Brasil e a Venezuela, são suficientes para manter as boas relações entre as duas nações.

Sua sugestão é que o Brasil aguarde até o ano de 2011 para decidir se assina ou não o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. (Fonte: Vermelho, com agências)