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Publicado: 22/06/2009 | 10:03
Declínio da economia global desacelera, afirma autoridade do FMI
A recuperação no ano que vem será fraca, com a atividade nos países desenvolvidos recuperando-se apenas gradualmente, pressionada pela desalavancagem financeira, pelo crédito restrito e pelo fraco crescimento da receita das famílias. Emergentes também terão dificuldades
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar para cima sua previsão para a economia global em 2010, já que há sinais de que o declínio econômico está moderando, afirmou uma autoridade do organismo na última sexta-feira (19). Em conferência realizada por uma associação comercial na Turquia, o vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, alertou, no entanto, que ainda é cedo para declarar vitória, porque as condições financeiras estão longe do normal e o mundo ainda está em recessão. "Embora os últimos dados apontem para um arrefecimento da contração global, ainda há muita incerteza sobre o momento e o ritmo da recuperação", destacou Lipsky em comentários preparados. No entanto, Lipsky disse que estão surgindo sinais de que a taxa de declínio da produção está desacelerando, que as condições financeiras melhoraram, que a confiança está se recuperando gradualmente e que os indicadores de produção futura e de demanda estão sólidos. Nesse cenário, "eu espero que nas próximas semanas nós revisemos nossas projeções de crescimento levemente para cima, principalmente em relação a 2010", afirmou. O FMI vai apresentar suas novas previsões econômicas em 7 de julho. A projeção anterior, feita em abril, apontava contração mundial de 1,3% neste ano, que passa pela maior recessão desde a Segunda Guerra, e crescimento de 1,9% no próximo. Recuperação fraca Enquanto isso, os mercados emergentes não conseguirão retornar ao crescimento potencial enquanto os desenvolvidos estiverem com performance fraca, disse ele. "Como resultado disso, os déficits de produção e emprego continuarão aumentando ao longo de 2010", alertou Lipsky. Ele enfatizou que as políticas precisam focar uma recuperação sustentável, começando com a retomada do setor financeiro. Até então, os resultados das ações para recuperar os bancos têm sido lentos e irregulares de maneira geral, com pouco sendo feito para resolver o problema dos ativos podres nos balanços dessas instituições. "Com o objetivo de preparar o terreno para uma retomada do crescimento do crédito bancário, o foco de políticas de curto prazo deve continuar na reestruturação de instituições financeiras enfraquecidas, com a retirada de ativos debilitados dos balanços dos bancos, avaliando a viabilidade e assegurando a recaptalização dessas instituições onde for necessário", disse. Além disso, a política fiscal em economias desenvolvidas e em muitos mercados emergentes deve permanecer expansionista pelo menos até 2010 e novos estímulos podem se tornar necessários, afirmou Lipsky. Enquanto isso, a política monetária deve continuar incentivadora até se consolidar uma recuperação sustentável, acrescentou. Mas Lipsky ainda disse que o aumento dos déficits fiscais em muitos países industrializados é uma preocupação crescente, especialmente com as expectativas de aumento dos gastos dos Governos em decorrência do envelhecimento da população e de mais pessoas buscando serviços de saúde. Além disso, ainda que as políticas se foquem no fim da recessão, as autoridades devem começar a planejar estratégias de saída, especialmente para as fortes intervenções governamentais no setor financeiro, afirmou. Os bancos centrais precisarão criar planos de saída para as medidas heterodoxas tomadas e para as preocupações antecipadas de que as pressões inflacionárias possam começar a aumentar, acrescentou Lipsky. (Fonte: Reuters)
Lipsky acrescentou que a recuperação no ano que vem será fraca, com a atividade nos países desenvolvidos recuperando-se apenas gradualmente, pressionada pela desalavancagem financeira, pelo crédito restrito e pelo fraco crescimento da receita das famílias.
A recuperação no ano que vem será fraca, com a atividade nos países desenvolvidos recuperando-se apenas gradualmente, pressionada pela desalavancagem financeira, pelo crédito restrito e pelo fraco crescimento da receita das famílias. Emergentes também terão dificuldades
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar para cima sua previsão para a economia global em 2010, já que há sinais de que o declínio econômico está moderando, afirmou uma autoridade do organismo na última sexta-feira (19). Em conferência realizada por uma associação comercial na Turquia, o vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, alertou, no entanto, que ainda é cedo para declarar vitória, porque as condições financeiras estão longe do normal e o mundo ainda está em recessão. "Embora os últimos dados apontem para um arrefecimento da contração global, ainda há muita incerteza sobre o momento e o ritmo da recuperação", destacou Lipsky em comentários preparados. No entanto, Lipsky disse que estão surgindo sinais de que a taxa de declínio da produção está desacelerando, que as condições financeiras melhoraram, que a confiança está se recuperando gradualmente e que os indicadores de produção futura e de demanda estão sólidos. Nesse cenário, "eu espero que nas próximas semanas nós revisemos nossas projeções de crescimento levemente para cima, principalmente em relação a 2010", afirmou. O FMI vai apresentar suas novas previsões econômicas em 7 de julho. A projeção anterior, feita em abril, apontava contração mundial de 1,3% neste ano, que passa pela maior recessão desde a Segunda Guerra, e crescimento de 1,9% no próximo. Recuperação fraca Enquanto isso, os mercados emergentes não conseguirão retornar ao crescimento potencial enquanto os desenvolvidos estiverem com performance fraca, disse ele. "Como resultado disso, os déficits de produção e emprego continuarão aumentando ao longo de 2010", alertou Lipsky. Ele enfatizou que as políticas precisam focar uma recuperação sustentável, começando com a retomada do setor financeiro. Até então, os resultados das ações para recuperar os bancos têm sido lentos e irregulares de maneira geral, com pouco sendo feito para resolver o problema dos ativos podres nos balanços dessas instituições. "Com o objetivo de preparar o terreno para uma retomada do crescimento do crédito bancário, o foco de políticas de curto prazo deve continuar na reestruturação de instituições financeiras enfraquecidas, com a retirada de ativos debilitados dos balanços dos bancos, avaliando a viabilidade e assegurando a recaptalização dessas instituições onde for necessário", disse. Além disso, a política fiscal em economias desenvolvidas e em muitos mercados emergentes deve permanecer expansionista pelo menos até 2010 e novos estímulos podem se tornar necessários, afirmou Lipsky. Enquanto isso, a política monetária deve continuar incentivadora até se consolidar uma recuperação sustentável, acrescentou. Mas Lipsky ainda disse que o aumento dos déficits fiscais em muitos países industrializados é uma preocupação crescente, especialmente com as expectativas de aumento dos gastos dos Governos em decorrência do envelhecimento da população e de mais pessoas buscando serviços de saúde. Além disso, ainda que as políticas se foquem no fim da recessão, as autoridades devem começar a planejar estratégias de saída, especialmente para as fortes intervenções governamentais no setor financeiro, afirmou. Os bancos centrais precisarão criar planos de saída para as medidas heterodoxas tomadas e para as preocupações antecipadas de que as pressões inflacionárias possam começar a aumentar, acrescentou Lipsky. (Fonte: Reuters)
Lipsky acrescentou que a recuperação no ano que vem será fraca, com a atividade nos países desenvolvidos recuperando-se apenas gradualmente, pressionada pela desalavancagem financeira, pelo crédito restrito e pelo fraco crescimento da receita das famílias.