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Publicado: 1/07/2009 | 14:04
Por meio de carta Mangabeira Unger renuncia ao cargo de ministro
O ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger renunciou, nesta terça-feira (30), ao cargo de ministro de Estado.
O ministro é professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. "Irei voltar ao convívio de minha mulher e de nossos filhos para ajudar a pagar a educação deles. Continuarei, porém, a dedicar-me à proposta e à discussão de um caminho nacional. Não me limitarei a propor e a discutir; lutarei para que o Brasil avance neste caminho", disse o ministro em nota. O ministro ressaltou ainda, em uma carta de 22 páginas, os trabalhos que realizou dentro da Secretaria no período de 17 de junho de 2007 a 30 de junho de 2009. Na Amazônia, Mangabeira destaca que o encaminhamento da regularização fundiária será seguido agora por ações concretas em matéria de compensações ambientais, regramento dos licenciamentos ambientais, regularização fundiária nas reservas extrativistas, zoneamento ecológico e econômico pan-amazônico, além da recuperação de áreas degradadas e aproveitamento de campos naturais na Amazônia do Cerrado. "Na Amazônia começou uma revolução, que o futuro reconhecerá como uma das principais realizações de seu governo", diz o ministro na carta. Em relação ao Nordeste, o ministro afirma que o desenvolvimento da região como projeto nacional é uma iniciativa construída meses a fio. Ele destaca, no entanto, que é natural que surjam de muitos lados divergências, sobretudo a respeito da escolha de algumas ações práticas como prioritárias em vez de outras, bem como "ciúmes menos aceitáveis". "Ministros têm o direito de não querer que lhe roubem o fogo. O importante é que não se permita que estas tensões resultem em projeto diluído e medíocre, transformando o forte em fraco", destacou. Mangabeira elencou também, no documento, uma série de iniciativas setoriais de políticas públicas como estratégia nacional de defesa, educação, projeto para agricultura, a superação do apartheid na saúde, entre outros. Ele observou que a maior parte das iniciativas está traduzida não apenas em idéias sistemáticas e propostas concretas, mas também nas medidas legais - minutas de projetos de lei, medidas provisórias e decretos. "Todas servem ao mesmo propósito: a construção de um modelo de desenvolvimento baseado em ampliação de oportunidades econômicas e educativas, conseguida por meio de inovações institucionais, não apenas de alocações de recursos", completou. (Fonte: Último Segundo)
Em carta, Mangabeira afirma que tem que retomar sua vida acadêmica e voltar ao convívio de sua família.
Dentre as iniciativas, o ministro lista questões regionais - em prol da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
O ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger renunciou, nesta terça-feira (30), ao cargo de ministro de Estado.
O ministro é professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. "Irei voltar ao convívio de minha mulher e de nossos filhos para ajudar a pagar a educação deles. Continuarei, porém, a dedicar-me à proposta e à discussão de um caminho nacional. Não me limitarei a propor e a discutir; lutarei para que o Brasil avance neste caminho", disse o ministro em nota. O ministro ressaltou ainda, em uma carta de 22 páginas, os trabalhos que realizou dentro da Secretaria no período de 17 de junho de 2007 a 30 de junho de 2009. Na Amazônia, Mangabeira destaca que o encaminhamento da regularização fundiária será seguido agora por ações concretas em matéria de compensações ambientais, regramento dos licenciamentos ambientais, regularização fundiária nas reservas extrativistas, zoneamento ecológico e econômico pan-amazônico, além da recuperação de áreas degradadas e aproveitamento de campos naturais na Amazônia do Cerrado. "Na Amazônia começou uma revolução, que o futuro reconhecerá como uma das principais realizações de seu governo", diz o ministro na carta. Em relação ao Nordeste, o ministro afirma que o desenvolvimento da região como projeto nacional é uma iniciativa construída meses a fio. Ele destaca, no entanto, que é natural que surjam de muitos lados divergências, sobretudo a respeito da escolha de algumas ações práticas como prioritárias em vez de outras, bem como "ciúmes menos aceitáveis". "Ministros têm o direito de não querer que lhe roubem o fogo. O importante é que não se permita que estas tensões resultem em projeto diluído e medíocre, transformando o forte em fraco", destacou. Mangabeira elencou também, no documento, uma série de iniciativas setoriais de políticas públicas como estratégia nacional de defesa, educação, projeto para agricultura, a superação do apartheid na saúde, entre outros. Ele observou que a maior parte das iniciativas está traduzida não apenas em idéias sistemáticas e propostas concretas, mas também nas medidas legais - minutas de projetos de lei, medidas provisórias e decretos. "Todas servem ao mesmo propósito: a construção de um modelo de desenvolvimento baseado em ampliação de oportunidades econômicas e educativas, conseguida por meio de inovações institucionais, não apenas de alocações de recursos", completou. (Fonte: Último Segundo)
Em carta, Mangabeira afirma que tem que retomar sua vida acadêmica e voltar ao convívio de sua família.
Dentre as iniciativas, o ministro lista questões regionais - em prol da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.