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Publicado: 9/07/2009 | 09:30
Exportação de produtos primários predomina; salta para 51%, aponta Ipea
A participação das commodities na pauta de exportações do Brasil aumentou 25%, pulando da média histórica de 41% para 51% entre janeiro e abril de 2009, revela o estudo "Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior", do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Esse crescimento ocorreu em detrimento de todos os outros grupos de produtos, mas especialmente dos produtos de média intensidade tecnológica, como automóveis e eletrodomésticos de linha branca. A recuperação dos preços de algumas commodities explica, em parte, a evolução. Mas o fator de maior peso é a venda de produtos primários para a China.
De acordo com Fernanda De Negri, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, as exportações para a China foram responsáveis por dez pontos percentuais dos 11 pontos do crescimento.
Ela considerou "preocupante" esse aumento, que implica perda de espaço do Brasil no mercado de produtos de maior valor agregado. Enquanto as exportações totais brasileiras caíram cerca de 33% nos cinco primeiros meses de 2009, na comparação com 2008, as vendas para a China subiram 34%.
Pauta
"Ainda não sabemos até que ponto esse cenário é uma tendência de longo prazo ou apenas um reflexo de curto prazo da crise internacional", explica a pesquisadora.
"O Brasil está fazendo tudo o que pode com medidas macroeconômicas para aliviar a queda da atividade econômica, mas não se pode deixar de pensar em medidas de longo prazo", afirmou Márcio Wohlers, diretor de estudos setoriais do Ipea.
A pauta de exportações só vai mudar no longo prazo com o aumento do investimento público em pesquisa e desenvolvimento. Para os pesquisadores do Ipea, após a crise, o ambiente competitivo será mais acirrado no mercado internacional, tornando os investimentos em pesquisa e tecnologia mais importantes do que no período da crise.
Wohlers ressaltou que apesar da queda acentuada de seus respectivos PIBs, Europa e Estados Unidos não reduziram os investimentos em pesquisa. (Com Monitor Mercantil)
A participação das commodities na pauta de exportações do Brasil aumentou 25%, pulando da média histórica de 41% para 51% entre janeiro e abril de 2009, revela o estudo "Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior", do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Esse crescimento ocorreu em detrimento de todos os outros grupos de produtos, mas especialmente dos produtos de média intensidade tecnológica, como automóveis e eletrodomésticos de linha branca. A recuperação dos preços de algumas commodities explica, em parte, a evolução. Mas o fator de maior peso é a venda de produtos primários para a China.
De acordo com Fernanda De Negri, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, as exportações para a China foram responsáveis por dez pontos percentuais dos 11 pontos do crescimento.
Ela considerou "preocupante" esse aumento, que implica perda de espaço do Brasil no mercado de produtos de maior valor agregado. Enquanto as exportações totais brasileiras caíram cerca de 33% nos cinco primeiros meses de 2009, na comparação com 2008, as vendas para a China subiram 34%.
Pauta
"Ainda não sabemos até que ponto esse cenário é uma tendência de longo prazo ou apenas um reflexo de curto prazo da crise internacional", explica a pesquisadora.
"O Brasil está fazendo tudo o que pode com medidas macroeconômicas para aliviar a queda da atividade econômica, mas não se pode deixar de pensar em medidas de longo prazo", afirmou Márcio Wohlers, diretor de estudos setoriais do Ipea.
A pauta de exportações só vai mudar no longo prazo com o aumento do investimento público em pesquisa e desenvolvimento. Para os pesquisadores do Ipea, após a crise, o ambiente competitivo será mais acirrado no mercado internacional, tornando os investimentos em pesquisa e tecnologia mais importantes do que no período da crise.
Wohlers ressaltou que apesar da queda acentuada de seus respectivos PIBs, Europa e Estados Unidos não reduziram os investimentos em pesquisa. (Com Monitor Mercantil)