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Publicado: 5/08/2010 | 11:15
SERVIDORES DO TJSP PROTESTAM EM BRASÍLIA
Os servidores exigiram ainda a inspeção do TJSP, agendada pelo CNJ, mas ainda não realizada. “Essa inspeção foi decretada em junho de 2009 e até agora não ocorreu. Estamos aqui para cobrar que seja realizada. Porque as irregularidades apuradas pelo Conselho são justamente a nossa luta, que as irregularidades pagas ao magistrado em excesso é em detrimento ao direito do servidor, que já não cumpriu a segunda data-base. E estamos aqui também para exigir que o CNJ julgue o processo sobre a greve”, explicou o vice-presidente da Associação dos Servidores do Poder Judiciário no Estado de São Paulo (Assojuris), Carlos Alberto Marcos.
A paralisação do judiciário paulista já é considerada a mais longa da história, completando cem dias nesta quinta-feira. De acordo com a categoria, o TJ não quer negociar, portanto ainda não há data prevista para a retomada dos trabalhos. “Nós estamos com sérios problemas em SP. Completamos 100 dias de greve e o TJ não negocia com os servidores, como se nada tivesse acontecido. Temos também um processo para discutir a questão de dissídio coletivo, que já está rodando há 90 dias também sem ter nenhuma solução”, disse o presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça, José Gozze.
Durante a manhã de terça-feira, enquanto os servidores se preparavam para dar início ao protesto, a presidente da Associação dos Oficiais de Justiça de São Paulo, e diretora adjunta de política salarial e assuntos econômicos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Yvone Barreiros, se reuniu com o juiz auxiliar principal do corregedor-geral do CNJ, Ricardo Chimenti, para discutir as reivindicações da categoria. Embora o juiz tenha prometido uma reunião com o presidente, Ministro Cezar Peluso, os servidores aguardaram até às 18h, mas não foram recebidos.
“A reunião foi tranqüila, conversamos e tudo ficou mais ou menos estrutura das reivindicações dos servidores grevistas. O juiz demonstrou muito boa vontade, falou que vai nos ajudar, inclusive nos ofereceu uma reunião no final do dia para tratarmos diretamente com o Presidente, mas saí de lá às 18 horas para não perder meu vôo de volta, e não tinha acontecido ainda nenhuma reunião. Um fato interessante foi que, durante o dia, enquanto todos esperávamos, chegaram dois desembargadores e um juiz do TJSP, o que eu não creio que tenha sido coincidência”, disse Yvone Barreiros.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Em audiência pública realizada na quarta-feira, 4, na Assembleia Legislativa de SP, o representante do Tribunal, desembargador, William Roberto Campos, manteve uma das propostas do Presidente do TJSP, que é conceder 4,77%, que é a inflação deste ano, mas nós não aceitamos. Em relação a data-base, somente assinou com a remessa de um PL para a ALSP, de 20,16%, porém para o ano de 2011 e que se inclua na pela orçamentária.
Por enquanto, a greve continua. “Queríamos 10,8% agora e que enviassem o PL para peça orçamentária com a outra metade da perda salarial, que já daria 11,32% considerando esses meses de 2010. Além disso, queremos que não descontem os dias parados e que se devolva o que já descontou. Os grevistas não estão em condições de pagar nem o convênio médico deles. O presidente deverá decidir sobre o desconto das faltas, o que já é uma inovação, porque nossa expectativa é que ele devolva o desconto dos dias parados, sem necessidade de manifestação do Órgão Especial”, concluiu Yvone.
CSPB - SECOM