antigas Publicado: 10/07/2007 | 10:44

Governo cede e evita greve

Leandro Mazzini
Jornal do Brasil

O governo cedeu e os aeroportuários decidiram ontem, depois de uma reunião de três horas com o presidente da Infraero, José Carlos Pereira, suspender a greve que paralisaria serviços essenciais ao passageiro em pelo menos cinco aeroportos do país a partir de amanhã.

A paralisação foi abortada graças ao compromisso firmado pela Infraero de conceder à categoria um reajuste salarial de 6% - referentes ao período de abril a maio deste ano - aumentar o vale-refeição de R$ 20 para R$ 22 e elaborar um plano de cargos e salários para os servidores. A estatal também decidiu contratar mais 1.800 concursados e reduzir o número de funcionários comissionados, outra reivindicação da categoria.

A princípio, a estatal só concederia o reajuste, mas havia resistência do sindicato, que queria incluir mais pontos no pacote do acordo. A suspensão da greve foi uma prova de que a categoria venceu a queda de braço com a estatal, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela manhã, ter dito que o governo iria endurecer o diálogo.

Ontem, depois da reunião com os sindicalistas, o presidente da estatal, José Carlos Pereira, mostrou-se aliviado. Afastou, temporariamente, o risco de um apagão aéreo que seria muito pior que o causado pelo motim dos controladores. Os aeroportuários são responsáveis por setores vitais dos terminais, e conseguiram o que desejavam.

Isso vai gerar um gasto de R$ 28 milhões esse ano - informou o presidente da estatal - Temos plenas condições de atender à demanda.

O sindicato festejou ainda outra conquista, sobre as promoções. Atualmente, os trabalhadores são promovidos por merecimento e antigüidade, embora haja discrepância nos padrões salariais, melhores para os primeiros. Agora, pela antigüidade, os trabalhadores passam a obter um padrão similar ao outro grupo.

Foram negociações importantes, que vêm desde março, e acredito que chegamos a uma proposta - comemorou Pereira.

A resposta veio em seguida. Ao lado do brigadeiro, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), José Gomes de Alencar Sobrinho, ratificou o trato. Anunciou a suspensão da paralisação nos terminais. Vai apresentar o acordo à categoria numa assembléia geral na essa sexta-feira.

A Infraero entendeu a nossa situação - disse Alencar, na coletiva. - Diria que a proposta hoje anunciada não atende a todos os anseios da categoria. Mas houve um avanço muito grande. Até sexta não haverá qualquer tipo de paralisação.

À saída da Infraero, o presidente do Sina garantiu que a categoria vai aceitar o acordo.

Tenho certeza de que a proposta passa - disse Alencar.

Os aeroportuários, que ameaçavam até desligar os painéis que informam a situação dos vôos, já tinham conquistado um reajuste de 6% ano passado. O acumulado desde o primeiro mandato de Lula chega a 30% - o que a torna uma das classes mais beneficiadas pelo governo. O secretário-geral do Sina, Samuel José dos Santos, lembrou porém que os funcionários cobram 33,25% referentes às perdas com a implantação do Plano Real, desde 1994.

Leandro Mazzini
Jornal do Brasil

O governo cedeu e os aeroportuários decidiram ontem, depois de uma reunião de três horas com o presidente da Infraero, José Carlos Pereira, suspender a greve que paralisaria serviços essenciais ao passageiro em pelo menos cinco aeroportos do país a partir de amanhã.

A paralisação foi abortada graças ao compromisso firmado pela Infraero de conceder à categoria um reajuste salarial de 6% - referentes ao período de abril a maio deste ano - aumentar o vale-refeição de R$ 20 para R$ 22 e elaborar um plano de cargos e salários para os servidores. A estatal também decidiu contratar mais 1.800 concursados e reduzir o número de funcionários comissionados, outra reivindicação da categoria.

A princípio, a estatal só concederia o reajuste, mas havia resistência do sindicato, que queria incluir mais pontos no pacote do acordo. A suspensão da greve foi uma prova de que a categoria venceu a queda de braço com a estatal, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela manhã, ter dito que o governo iria endurecer o diálogo.

Ontem, depois da reunião com os sindicalistas, o presidente da estatal, José Carlos Pereira, mostrou-se aliviado. Afastou, temporariamente, o risco de um apagão aéreo que seria muito pior que o causado pelo motim dos controladores. Os aeroportuários são responsáveis por setores vitais dos terminais, e conseguiram o que desejavam.

Isso vai gerar um gasto de R$ 28 milhões esse ano - informou o presidente da estatal - Temos plenas condições de atender à demanda.

O sindicato festejou ainda outra conquista, sobre as promoções. Atualmente, os trabalhadores são promovidos por merecimento e antigüidade, embora haja discrepância nos padrões salariais, melhores para os primeiros. Agora, pela antigüidade, os trabalhadores passam a obter um padrão similar ao outro grupo.

Foram negociações importantes, que vêm desde março, e acredito que chegamos a uma proposta - comemorou Pereira.

A resposta veio em seguida. Ao lado do brigadeiro, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), José Gomes de Alencar Sobrinho, ratificou o trato. Anunciou a suspensão da paralisação nos terminais. Vai apresentar o acordo à categoria numa assembléia geral na essa sexta-feira.

A Infraero entendeu a nossa situação - disse Alencar, na coletiva. - Diria que a proposta hoje anunciada não atende a todos os anseios da categoria. Mas houve um avanço muito grande. Até sexta não haverá qualquer tipo de paralisação.

À saída da Infraero, o presidente do Sina garantiu que a categoria vai aceitar o acordo.

Tenho certeza de que a proposta passa - disse Alencar.

Os aeroportuários, que ameaçavam até desligar os painéis que informam a situação dos vôos, já tinham conquistado um reajuste de 6% ano passado. O acumulado desde o primeiro mandato de Lula chega a 30% - o que a torna uma das classes mais beneficiadas pelo governo. O secretário-geral do Sina, Samuel José dos Santos, lembrou porém que os funcionários cobram 33,25% referentes às perdas com a implantação do Plano Real, desde 1994.