antigas
Publicado: 12/07/2007 | 11:39
Policiais civis desistem da greve
Marcello Gazzaneo
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
A dois dias do início dos Jogos Pan-Americanos, os policiais civis decidiram dar uma trégua nas negociações salariais com o governo do Estado para não prejudicar o esquema de segurança da competição. Em assembléia realizada ontem, depois de 48 horas de paralisação, a categoria optou por não entrar em greve até o fim dos Jogos. O governador Sérgio Cabral, depois de declarar que não negociaria sob chantagem e ameaçar cortar o ponto dos grevistas, elogiou a decisão.
Eu prefiro creditar a decisão à consciência cívica dos policiais, que demonstraram compromisso com a população - declarou Cabral. - Estamos num momento crucial, de resultados positivos para o Rio. Uma greve poderia comprometer esse momento.
A trégua com o governo, no entanto, tem data para acabar. No próximo dia 30, 24 horas depois do encerramento do Pan-Americano, os policiais voltarão a se reunir para avaliar as condições da categoria. Até lá, vão esperar por uma proposta efetiva do governo para as reivindicações salariais. Uma nova greve não está descartada.
Um dos diretores do Sindicado dos Policiais Civis (Sinpol), o inspetor Francisco Chao admitiu, ontem, que a categoria aproveitou a proximidade dos Jogos para deflagrar o movimento grevista.
Não somos crianças nem irresponsáveis. Também não somos oportunistas, como disse o governador. Mas, neste momento, em que todas as atenções estão voltadas para o Rio por causa do Pan, é evidente que vamos usar este momento para chamar a atenção para a segurança pública - disse o policial.
Na avaliação de alguns grevistas, no entanto, a decisão de não entrar em greve já havia sido desenhada no início da noite de terça-feira, quando o governador Sérgio Cabral endureceu o discurso contra o movimento. Além de ameaçar os policiais com o corte do ponto, caso a greve fosse deflagrada, Cabral chamou os policiais de oportunistas e chantagistas.
Os policiais estão reivindicando a reposição das perdas com o fim do pagamento de uma gratificação, extinta em 2001. Com a reposição, os salários da categoria teriam um aumento entre 50% e 70% nos vencimentos, que atualmente são de R$ 1.600 em média.
Marcello Gazzaneo
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
A dois dias do início dos Jogos Pan-Americanos, os policiais civis decidiram dar uma trégua nas negociações salariais com o governo do Estado para não prejudicar o esquema de segurança da competição. Em assembléia realizada ontem, depois de 48 horas de paralisação, a categoria optou por não entrar em greve até o fim dos Jogos. O governador Sérgio Cabral, depois de declarar que não negociaria sob chantagem e ameaçar cortar o ponto dos grevistas, elogiou a decisão.
Eu prefiro creditar a decisão à consciência cívica dos policiais, que demonstraram compromisso com a população - declarou Cabral. - Estamos num momento crucial, de resultados positivos para o Rio. Uma greve poderia comprometer esse momento.
A trégua com o governo, no entanto, tem data para acabar. No próximo dia 30, 24 horas depois do encerramento do Pan-Americano, os policiais voltarão a se reunir para avaliar as condições da categoria. Até lá, vão esperar por uma proposta efetiva do governo para as reivindicações salariais. Uma nova greve não está descartada.
Um dos diretores do Sindicado dos Policiais Civis (Sinpol), o inspetor Francisco Chao admitiu, ontem, que a categoria aproveitou a proximidade dos Jogos para deflagrar o movimento grevista.
Não somos crianças nem irresponsáveis. Também não somos oportunistas, como disse o governador. Mas, neste momento, em que todas as atenções estão voltadas para o Rio por causa do Pan, é evidente que vamos usar este momento para chamar a atenção para a segurança pública - disse o policial.
Na avaliação de alguns grevistas, no entanto, a decisão de não entrar em greve já havia sido desenhada no início da noite de terça-feira, quando o governador Sérgio Cabral endureceu o discurso contra o movimento. Além de ameaçar os policiais com o corte do ponto, caso a greve fosse deflagrada, Cabral chamou os policiais de oportunistas e chantagistas.
Os policiais estão reivindicando a reposição das perdas com o fim do pagamento de uma gratificação, extinta em 2001. Com a reposição, os salários da categoria teriam um aumento entre 50% e 70% nos vencimentos, que atualmente são de R$ 1.600 em média.
