antigas Publicado: 12/07/2007 | 11:51

Lula esquece brigas com Ibama

Leonencio Nossa
O Estado de S. Paulo

Presidente fez até a apologia da dificuldade da licença

Depois de meses de queda-de-braço entre as ministras Dilma Rousseff (Casa Civil) e Marina Silva (Meio Ambiente), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou ontem a demora de dois anos na licença prévia para construção das Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.

"Em licença não tem facilidade", disse Lula, ao comentar a atitude do Ibama, órgão que criticou várias vezes pela demora da licença. "Facilidade é se houver trambicagem", avaliou. "Se quiser respeitar o meio ambiente e estar de acordo com a lei, sempre será demorado."

O presidente avaliou que o Ibama também não dará facilmente as outras licenças necessárias para a conclusão das obras no Madeira. Desta vez, ele evitou criticar o órgão. "Estou feliz. A Marina definiu bem: demorou, mas saiu uma coisa consistente."

Desde que começou o debate no governo sobre a construção das usinas, Lula fez diversas críticas ao Ibama. Em abril, numa reunião do conselho político, ele chegou a fazer ironia com a exigência de garantia da preservação dos peixes do Madeira. "Agora não pode por causa do bagre, jogaram o bagre no colo do presidente", reclamou.

Lula disse considerar que o licenciamento das usinas do Madeira é importante por se tratar de um projeto "simbólico". Ele lembrou que as obras da usina de Belo Monte, no Pará, por exemplo, estão sendo discutidas há 20 anos.

O presidente reclamou da pressão de alguns setores por investimentos em energia. "Agora, no Brasil, fico vendo, de vez em quando, as pessoas dizerem: vai faltar energia, se não acontecer isso, se não acontecer aquilo. Ora, com tanto "se" colocado na frente da afirmação estamos todos desgraçados neste mundo", desabafou.

O presidente ressaltou que o governo tem "consciência" de que não pode faltar energia para garantir o crescimento de 5% da economia por ano.

Leonencio Nossa
O Estado de S. Paulo

Presidente fez até a apologia da dificuldade da licença

Depois de meses de queda-de-braço entre as ministras Dilma Rousseff (Casa Civil) e Marina Silva (Meio Ambiente), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou ontem a demora de dois anos na licença prévia para construção das Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.

"Em licença não tem facilidade", disse Lula, ao comentar a atitude do Ibama, órgão que criticou várias vezes pela demora da licença. "Facilidade é se houver trambicagem", avaliou. "Se quiser respeitar o meio ambiente e estar de acordo com a lei, sempre será demorado."

O presidente avaliou que o Ibama também não dará facilmente as outras licenças necessárias para a conclusão das obras no Madeira. Desta vez, ele evitou criticar o órgão. "Estou feliz. A Marina definiu bem: demorou, mas saiu uma coisa consistente."

Desde que começou o debate no governo sobre a construção das usinas, Lula fez diversas críticas ao Ibama. Em abril, numa reunião do conselho político, ele chegou a fazer ironia com a exigência de garantia da preservação dos peixes do Madeira. "Agora não pode por causa do bagre, jogaram o bagre no colo do presidente", reclamou.

Lula disse considerar que o licenciamento das usinas do Madeira é importante por se tratar de um projeto "simbólico". Ele lembrou que as obras da usina de Belo Monte, no Pará, por exemplo, estão sendo discutidas há 20 anos.

O presidente reclamou da pressão de alguns setores por investimentos em energia. "Agora, no Brasil, fico vendo, de vez em quando, as pessoas dizerem: vai faltar energia, se não acontecer isso, se não acontecer aquilo. Ora, com tanto "se" colocado na frente da afirmação estamos todos desgraçados neste mundo", desabafou.

O presidente ressaltou que o governo tem "consciência" de que não pode faltar energia para garantir o crescimento de 5% da economia por ano.