antigas Publicado: 16/07/2007 | 09:54

Exigências e burocracia tornam mais difícil o crédito

O Estado de S. Paulo

Além de caro, as empresas ainda enfrentam sérias dificuldades para conseguir crédito para financiar investimentos - principalmente as pequenas e médias. Segundo pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)com 227 empresas do setor, entre os principais obstáculos estão as exigências burocráticas excessivas, prazos e carências inadequadas e exigências de garantias exageradas.

Todas as empresas, independentemente do porte, apontaram os custos elevados do crédito como principal obstáculo ao investimento. "A resposta éóbvia", diz José Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Fiesp. "Embora a TJLP (taxa de Juros de Longo Prazo) esteja caindo, o custo continua alto, principalmente por causa da taxa de intermediação cobrada pelos bancos repassadores dos recursos do BNDES."

Os custos são importantes principalmente para as médias e grandes empresas. As microempresas enfrentam difícil relacionamento com os bancos e problemas de gestão. Elas não são capacitadas para fazer frente às exigências, muitas vezes exageradas, dos bancos.

"Notamos que a grande empresa não encontra problemas para financiar seus investimentos", diz Roriz. "Se as linhas disponibilizadas internamente não são adaptadas às suas necessidades, elas buscam recursos no exterior."

As pequenas e médias, por vezes, enfrentam problemas semelhantes aos das microempresas. As pequenas não conseguem atender às exigências de garantias feitas pelos bancos e vêem seu acesso ao crédito negado. Já as médias não encontram produtos oficiais adequados às suas necessidade e, portanto, têm poucas alternativas ao crédito bancário.

A Sina Enxovais, pequena empresas que atua no setor têxtil, tenta, sem sucesso, há quase dois meses acesso a recursos do programa de competitividade, do BNDES. "A impressão que dáé de que os bancos privados não têm interesse que se faça esse tipo de financiamento", diz Aquiles Sina, diretor proprietário da empresa.

O Estado de S. Paulo

Além de caro, as empresas ainda enfrentam sérias dificuldades para conseguir crédito para financiar investimentos - principalmente as pequenas e médias. Segundo pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)com 227 empresas do setor, entre os principais obstáculos estão as exigências burocráticas excessivas, prazos e carências inadequadas e exigências de garantias exageradas.

Todas as empresas, independentemente do porte, apontaram os custos elevados do crédito como principal obstáculo ao investimento. "A resposta éóbvia", diz José Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Fiesp. "Embora a TJLP (taxa de Juros de Longo Prazo) esteja caindo, o custo continua alto, principalmente por causa da taxa de intermediação cobrada pelos bancos repassadores dos recursos do BNDES."

Os custos são importantes principalmente para as médias e grandes empresas. As microempresas enfrentam difícil relacionamento com os bancos e problemas de gestão. Elas não são capacitadas para fazer frente às exigências, muitas vezes exageradas, dos bancos.

"Notamos que a grande empresa não encontra problemas para financiar seus investimentos", diz Roriz. "Se as linhas disponibilizadas internamente não são adaptadas às suas necessidades, elas buscam recursos no exterior."

As pequenas e médias, por vezes, enfrentam problemas semelhantes aos das microempresas. As pequenas não conseguem atender às exigências de garantias feitas pelos bancos e vêem seu acesso ao crédito negado. Já as médias não encontram produtos oficiais adequados às suas necessidade e, portanto, têm poucas alternativas ao crédito bancário.

A Sina Enxovais, pequena empresas que atua no setor têxtil, tenta, sem sucesso, há quase dois meses acesso a recursos do programa de competitividade, do BNDES. "A impressão que dáé de que os bancos privados não têm interesse que se faça esse tipo de financiamento", diz Aquiles Sina, diretor proprietário da empresa.