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Publicado: 18/07/2007 | 10:45
Senador muda tática e adota tom cordial com oposição
SILVIO NAVARRO E FERNANDA KRAKOVICS
Folha de S. Paulo
Ao presidir a última sessão do Senado antes do recesso, Renan Calheiros (PMDB-AL) baixou o tom de críticas à oposição e à imprensa, elogiou publicamente integrantes da Mesa Diretora e fez uma previsão sobre o desfecho do seu caso: "É uma coisa que vai se arrastar por muito tempo ainda".
Ao longo do dia, Renan deu duas entrevistas e fez um pronunciamento da cadeira de presidente do Senado. Anunciou que tirará férias na próxima semana e foi incisivo ao afirmar que não se licenciará do cargo. "A licença significaria compactuar com quem busca condenar sem prova".
A única queixa foi em relação ao processo que enfrenta no Conselho de Ética, novamente classificado por ele de "esquizofrênico", "surrealista" e "político". Sobre a decisão da Mesa, disse que cabia "respeitá-la como uma decisão democrática".
O prognóstico sobre o seu futuro foi feito em resposta a um questionamento sobre os efeitos do desgaste político em sua base. "Não é hora de falar sobre contabilidade de uma coisa que provavelmente vai se arrastar por muito tempo ainda."
Segundo aliados de Renan, é neste tempo que ele passou a apostar depois que não conseguiu arquivar sumariamente o processo no conselho. A tática, a partir de agora, conforme ele disse a tucanos é "reconstruir pontes".
A mudança na estratégia, até então de confronto desde que a oposição pediu seu afastamento do posto, começou com telefonemas para os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), José Agripino Maia (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE). A Virgílio, ele teria dito ter se excedido nos embates em plenário.
"Ele disse que queria desanuviar as relações. Não guardo mágoas com palavras mal colocadas, mas tenho o compromisso com a apuração justa", afirmou Agripino.
Da mesma cadeira onde fizera duros ataques à oposição e à imprensa, Renan ontem mudou a tática. "Tentaram, de todas as formas, me jogar contra a oposição, que também me elegeu nesta Casa. Não conseguiram, e quem me conhece sabe que não conseguirão. Em nenhum instante deixei de prestigiar o PSDB e o DEM", disse.
Foi na mesma linha em relação à imprensa, a quem acusara antes de "fascista" e "nazista". "Tentaram, sem sucesso, me indispor com a impressa, segmento com o qual sempre mantive uma relação cordial e absolutamente respeitosa", disse.
Ao deixar o plenário da Casa, o alagoano fez questão de descer da Mesa para cumprimentar os senadores presentes na sessão.
Folha de S. Paulo
Ao presidir a última sessão do Senado antes do recesso, Renan Calheiros (PMDB-AL) baixou o tom de críticas à oposição e à imprensa, elogiou publicamente integrantes da Mesa Diretora e fez uma previsão sobre o desfecho do seu caso: "É uma coisa que vai se arrastar por muito tempo ainda".
Ao longo do dia, Renan deu duas entrevistas e fez um pronunciamento da cadeira de presidente do Senado. Anunciou que tirará férias na próxima semana e foi incisivo ao afirmar que não se licenciará do cargo. "A licença significaria compactuar com quem busca condenar sem prova".
A única queixa foi em relação ao processo que enfrenta no Conselho de Ética, novamente classificado por ele de "esquizofrênico", "surrealista" e "político". Sobre a decisão da Mesa, disse que cabia "respeitá-la como uma decisão democrática".
O prognóstico sobre o seu futuro foi feito em resposta a um questionamento sobre os efeitos do desgaste político em sua base. "Não é hora de falar sobre contabilidade de uma coisa que provavelmente vai se arrastar por muito tempo ainda."
Segundo aliados de Renan, é neste tempo que ele passou a apostar depois que não conseguiu arquivar sumariamente o processo no conselho. A tática, a partir de agora, conforme ele disse a tucanos é "reconstruir pontes".
A mudança na estratégia, até então de confronto desde que a oposição pediu seu afastamento do posto, começou com telefonemas para os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), José Agripino Maia (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE). A Virgílio, ele teria dito ter se excedido nos embates em plenário.
"Ele disse que queria desanuviar as relações. Não guardo mágoas com palavras mal colocadas, mas tenho o compromisso com a apuração justa", afirmou Agripino.
Da mesma cadeira onde fizera duros ataques à oposição e à imprensa, Renan ontem mudou a tática. "Tentaram, de todas as formas, me jogar contra a oposição, que também me elegeu nesta Casa. Não conseguiram, e quem me conhece sabe que não conseguirão. Em nenhum instante deixei de prestigiar o PSDB e o DEM", disse.
Foi na mesma linha em relação à imprensa, a quem acusara antes de "fascista" e "nazista". "Tentaram, sem sucesso, me indispor com a impressa, segmento com o qual sempre mantive uma relação cordial e absolutamente respeitosa", disse.
Ao deixar o plenário da Casa, o alagoano fez questão de descer da Mesa para cumprimentar os senadores presentes na sessão.
SILVIO NAVARRO E FERNANDA KRAKOVICS
Folha de S. Paulo
Ao presidir a última sessão do Senado antes do recesso, Renan Calheiros (PMDB-AL) baixou o tom de críticas à oposição e à imprensa, elogiou publicamente integrantes da Mesa Diretora e fez uma previsão sobre o desfecho do seu caso: "É uma coisa que vai se arrastar por muito tempo ainda".
Ao longo do dia, Renan deu duas entrevistas e fez um pronunciamento da cadeira de presidente do Senado. Anunciou que tirará férias na próxima semana e foi incisivo ao afirmar que não se licenciará do cargo. "A licença significaria compactuar com quem busca condenar sem prova".
A única queixa foi em relação ao processo que enfrenta no Conselho de Ética, novamente classificado por ele de "esquizofrênico", "surrealista" e "político". Sobre a decisão da Mesa, disse que cabia "respeitá-la como uma decisão democrática".
O prognóstico sobre o seu futuro foi feito em resposta a um questionamento sobre os efeitos do desgaste político em sua base. "Não é hora de falar sobre contabilidade de uma coisa que provavelmente vai se arrastar por muito tempo ainda."
Segundo aliados de Renan, é neste tempo que ele passou a apostar depois que não conseguiu arquivar sumariamente o processo no conselho. A tática, a partir de agora, conforme ele disse a tucanos é "reconstruir pontes".
A mudança na estratégia, até então de confronto desde que a oposição pediu seu afastamento do posto, começou com telefonemas para os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), José Agripino Maia (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE). A Virgílio, ele teria dito ter se excedido nos embates em plenário.
"Ele disse que queria desanuviar as relações. Não guardo mágoas com palavras mal colocadas, mas tenho o compromisso com a apuração justa", afirmou Agripino.
Da mesma cadeira onde fizera duros ataques à oposição e à imprensa, Renan ontem mudou a tática. "Tentaram, de todas as formas, me jogar contra a oposição, que também me elegeu nesta Casa. Não conseguiram, e quem me conhece sabe que não conseguirão. Em nenhum instante deixei de prestigiar o PSDB e o DEM", disse.
Foi na mesma linha em relação à imprensa, a quem acusara antes de "fascista" e "nazista". "Tentaram, sem sucesso, me indispor com a impressa, segmento com o qual sempre mantive uma relação cordial e absolutamente respeitosa", disse.
Ao deixar o plenário da Casa, o alagoano fez questão de descer da Mesa para cumprimentar os senadores presentes na sessão.
Folha de S. Paulo
Ao presidir a última sessão do Senado antes do recesso, Renan Calheiros (PMDB-AL) baixou o tom de críticas à oposição e à imprensa, elogiou publicamente integrantes da Mesa Diretora e fez uma previsão sobre o desfecho do seu caso: "É uma coisa que vai se arrastar por muito tempo ainda".
Ao longo do dia, Renan deu duas entrevistas e fez um pronunciamento da cadeira de presidente do Senado. Anunciou que tirará férias na próxima semana e foi incisivo ao afirmar que não se licenciará do cargo. "A licença significaria compactuar com quem busca condenar sem prova".
A única queixa foi em relação ao processo que enfrenta no Conselho de Ética, novamente classificado por ele de "esquizofrênico", "surrealista" e "político". Sobre a decisão da Mesa, disse que cabia "respeitá-la como uma decisão democrática".
O prognóstico sobre o seu futuro foi feito em resposta a um questionamento sobre os efeitos do desgaste político em sua base. "Não é hora de falar sobre contabilidade de uma coisa que provavelmente vai se arrastar por muito tempo ainda."
Segundo aliados de Renan, é neste tempo que ele passou a apostar depois que não conseguiu arquivar sumariamente o processo no conselho. A tática, a partir de agora, conforme ele disse a tucanos é "reconstruir pontes".
A mudança na estratégia, até então de confronto desde que a oposição pediu seu afastamento do posto, começou com telefonemas para os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), José Agripino Maia (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE). A Virgílio, ele teria dito ter se excedido nos embates em plenário.
"Ele disse que queria desanuviar as relações. Não guardo mágoas com palavras mal colocadas, mas tenho o compromisso com a apuração justa", afirmou Agripino.
Da mesma cadeira onde fizera duros ataques à oposição e à imprensa, Renan ontem mudou a tática. "Tentaram, de todas as formas, me jogar contra a oposição, que também me elegeu nesta Casa. Não conseguiram, e quem me conhece sabe que não conseguirão. Em nenhum instante deixei de prestigiar o PSDB e o DEM", disse.
Foi na mesma linha em relação à imprensa, a quem acusara antes de "fascista" e "nazista". "Tentaram, sem sucesso, me indispor com a impressa, segmento com o qual sempre mantive uma relação cordial e absolutamente respeitosa", disse.
Ao deixar o plenário da Casa, o alagoano fez questão de descer da Mesa para cumprimentar os senadores presentes na sessão.