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Publicado: 25/07/2007 | 10:26
Mais vagas para universidades
Correio Braziliense
Planejamento autoriza seleção de 337 professores. Detalhes serão divulgados hoje. O edital para auxiliar de enfermagem do GDF, entretanto, causa polêmica
O Ministério do Planejamento autorizou a contratação por concurso público de professores para 337 vagas para as universidades federais. A quantidade específica para cada unidade será definida pelo Ministério da Educação e deve ser divulgada hoje. Os aprovados deverão ser nomeados a partir de setembro deste ano, mas o provimento dos cargos vai depender da existência de vagas na data da nomeação. Cada universidade será responsável pela realização do concurso que vai preencher seus cargos específicos.
Como ainda não existem editais, não foi confirmado o salário previsto para os professores. Nas seleções recentes da Universidade de Brasília valores variaram entre R$ 383 e R$ 2 mil, a depender da formação exigida (graduação, mestrado ou doutorado) e o tipo de cargo de professor (visitante, substituto, etc). Professores que passam ao corpo fixo da universidade recebem também uma gratificação de estímulo à docência, de R$ 897.
Processos
Já o concurso para auxiliar de enfermagem, lançado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, pode dar problema. Dois professores do Obcursos apresentam hoje um pedido de impugnação ao edital, que prevê a contratação de 210 profissionais.
“O edital cobra entre os conteúdos a Lei 8.112, mas essa legislação não se aplica ao DF, que tem uma lei própria para o funcionalismo. Aqui se aplica a Lei 197 e há uma série de diferenças entre elas, o que pode causar erros na hora da prova”, explica o professor Sandro Vieira.
“Isso já aconteceu em concursos para a Polícia Militar e da Secretaria de Gestão Administrativa, mas conseguimos a mudança. Mas isso deve provocar uma nova publicação e o adiamento das provas”, completa Vieira. Por enquanto, a prova está marcada para o dia 23 de setembro. O concurso exige nível médio e promete salário de R$ 1,2 mil.
Também há dificuldades no concurso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Apesar das reclamações dos candidatos, a empresa organizadora da seleção em Brasília não admitiu problemas durante as provas do último domingo. “Nós não tivemos qualquer reclamação. Posso afirmar que o concurso ocorreu normalmente, mas sempre tem um ou outro tumultuando”, afirmou o sócio gerente da Exatus Promotores de Eventos e Consultoria, Roberto da Silva.
Candidatos afirmam que não houve critério igual para saída com o caderno de provas. Houve ainda problemas com a abertura dos portões e alguns candidatos afirmam que era possível conversar e utilizar telefone celular dentro das salas de provas. A assessoria de imprensa da ECT, que anteriormente disse que aguardaria a justificativa da Exatus para adotar medidas, afirmou ontem que nada pode ser feito, uma vez que a empresa não reconhece o problema. Quem se sentir prejudicado pode entrar com pedido de recurso até a próxima sexta-feira.
Servidor negocia corte de ponto
Servidores públicos em greve, ou mesmo quem já suspendeu os protestos, enfrentam dificuldades para garantir o recebimento do salário referente aos dias parados. A determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o corte do ponto parece ter surtido efeito e ainda ontem à noite funcionários do Incra e do Ibama tentavam convencer o governo a modificar as folhas de pagamento.
“Até onde sabemos, por enquanto o corte está mantido, apesar do acordo de que não haveria suspensão do pagamento porque o processo de negociação estava em aberto. Se acontecer, os servidores não vão receber nada. Só estão garantidos os descontos em folha, como empréstimos e plano de saúde”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Servidores do Incra, José Parente.
Representantes do Incra tinham reunião prevista para a noite de ontem com o Ministério do Planejamento e o assunto era um dos principais itens da negociação.
Da mesma forma, servidores do Ibama tentavam um acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Eles obtiveram uma liminar que impedia o corte do ponto, mas a decisão foi derrubada pelo governo. A maior preocupação é que a folha começa a rodar ainda esta semana e a orientação também é de descontar os dias parados. No caso do Ibama, isso significa os 30 dias de junho.
Já no Banco Central, a proposta do governo para a compensação dos 37 dias parados durante a greve prevê o perdão de parte do período, o pagamento de outra parte com horas-extras e o desconto em folha de 11 dias. Medidas serão analisadas pela assembléia dos funcionários.
Há casos de servidores que não receberam ameaças de corte, a exemplo dos funcionários de carreira da Ciência e Tecnologia, que estão em greve há quase 40 dias. O mesmo aconteceu com os técnicos universitários, que estão parados desde 28 de maio. “Se o governo cortar o nosso salário, o que tá funcionando pára de vez”, ameaça João Paulo Ribeiro, do comando de greve.
Correio Braziliense
Planejamento autoriza seleção de 337 professores. Detalhes serão divulgados hoje. O edital para auxiliar de enfermagem do GDF, entretanto, causa polêmica
O Ministério do Planejamento autorizou a contratação por concurso público de professores para 337 vagas para as universidades federais. A quantidade específica para cada unidade será definida pelo Ministério da Educação e deve ser divulgada hoje. Os aprovados deverão ser nomeados a partir de setembro deste ano, mas o provimento dos cargos vai depender da existência de vagas na data da nomeação. Cada universidade será responsável pela realização do concurso que vai preencher seus cargos específicos.
Como ainda não existem editais, não foi confirmado o salário previsto para os professores. Nas seleções recentes da Universidade de Brasília valores variaram entre R$ 383 e R$ 2 mil, a depender da formação exigida (graduação, mestrado ou doutorado) e o tipo de cargo de professor (visitante, substituto, etc). Professores que passam ao corpo fixo da universidade recebem também uma gratificação de estímulo à docência, de R$ 897.
Processos
Já o concurso para auxiliar de enfermagem, lançado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, pode dar problema. Dois professores do Obcursos apresentam hoje um pedido de impugnação ao edital, que prevê a contratação de 210 profissionais.
“O edital cobra entre os conteúdos a Lei 8.112, mas essa legislação não se aplica ao DF, que tem uma lei própria para o funcionalismo. Aqui se aplica a Lei 197 e há uma série de diferenças entre elas, o que pode causar erros na hora da prova”, explica o professor Sandro Vieira.
“Isso já aconteceu em concursos para a Polícia Militar e da Secretaria de Gestão Administrativa, mas conseguimos a mudança. Mas isso deve provocar uma nova publicação e o adiamento das provas”, completa Vieira. Por enquanto, a prova está marcada para o dia 23 de setembro. O concurso exige nível médio e promete salário de R$ 1,2 mil.
Também há dificuldades no concurso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Apesar das reclamações dos candidatos, a empresa organizadora da seleção em Brasília não admitiu problemas durante as provas do último domingo. “Nós não tivemos qualquer reclamação. Posso afirmar que o concurso ocorreu normalmente, mas sempre tem um ou outro tumultuando”, afirmou o sócio gerente da Exatus Promotores de Eventos e Consultoria, Roberto da Silva.
Candidatos afirmam que não houve critério igual para saída com o caderno de provas. Houve ainda problemas com a abertura dos portões e alguns candidatos afirmam que era possível conversar e utilizar telefone celular dentro das salas de provas. A assessoria de imprensa da ECT, que anteriormente disse que aguardaria a justificativa da Exatus para adotar medidas, afirmou ontem que nada pode ser feito, uma vez que a empresa não reconhece o problema. Quem se sentir prejudicado pode entrar com pedido de recurso até a próxima sexta-feira.
Servidor negocia corte de ponto
Servidores públicos em greve, ou mesmo quem já suspendeu os protestos, enfrentam dificuldades para garantir o recebimento do salário referente aos dias parados. A determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o corte do ponto parece ter surtido efeito e ainda ontem à noite funcionários do Incra e do Ibama tentavam convencer o governo a modificar as folhas de pagamento.
“Até onde sabemos, por enquanto o corte está mantido, apesar do acordo de que não haveria suspensão do pagamento porque o processo de negociação estava em aberto. Se acontecer, os servidores não vão receber nada. Só estão garantidos os descontos em folha, como empréstimos e plano de saúde”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Servidores do Incra, José Parente.
Representantes do Incra tinham reunião prevista para a noite de ontem com o Ministério do Planejamento e o assunto era um dos principais itens da negociação.
Da mesma forma, servidores do Ibama tentavam um acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Eles obtiveram uma liminar que impedia o corte do ponto, mas a decisão foi derrubada pelo governo. A maior preocupação é que a folha começa a rodar ainda esta semana e a orientação também é de descontar os dias parados. No caso do Ibama, isso significa os 30 dias de junho.
Já no Banco Central, a proposta do governo para a compensação dos 37 dias parados durante a greve prevê o perdão de parte do período, o pagamento de outra parte com horas-extras e o desconto em folha de 11 dias. Medidas serão analisadas pela assembléia dos funcionários.
Há casos de servidores que não receberam ameaças de corte, a exemplo dos funcionários de carreira da Ciência e Tecnologia, que estão em greve há quase 40 dias. O mesmo aconteceu com os técnicos universitários, que estão parados desde 28 de maio. “Se o governo cortar o nosso salário, o que tá funcionando pára de vez”, ameaça João Paulo Ribeiro, do comando de greve.