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Publicado: 27/07/2007 | 09:37
Dívida é recorde e supera R$ 1,2 bilhão
Ricardo Allan
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Apesar da redução gradual da taxa básica (Selic) ao longo do primeiro semestre, os juros tiveram um peso enorme na evolução da dívida pública no período. De janeiro a junho, a conta de juros incorporada ao estoque devido pelo governo federal chegou ao recorde de R$ 68,5 bilhões. Os encargos estão entre os principais responsáveis pelo mais alto valor do endividamento na história brasileira, que é de R$ 1,235 bilhão, num crescimento de 7,14% em relação ao final do ano passado. Ainda assim, o governo comemora uma economia de juros na dívida externa equivalente a R$ 12,5 bilhões, resultado do programa de recompra de bônus antigos emitidos pelo país no mercado internacional.
“Na dívida externa, estamos retirando do mercado os títulos menos eficientes, que pagam juros mais altos e têm prazos curtos, por papéis com um perfil melhor, com juros menores e prazos de vencimento até 2037. Esse programa traz um ganho para o Tesouro na forma de economia no pagamento de juros”, explicou ontem o coordenador de Operações da Dívida Pública, Guilherme Pedras. Ao todo, o Tesouro retirou do mercado bônus externos correspondentes a R$ 17 bilhões, entre recompra e resgate dos papéis vencidos. No mesmo período, emitiu R$ 7,1 bilhões. O estoque da dívida externa caiu de R$ 143,45 bilhões para R$ 126,44 bilhões em seis meses.
No semestre, o governo conseguiu dar mais um passo em busca da composição ideal da dívida, que tem mais participação de títulos prefixados e dos corrigidos por índices de preços, ao mesmo tempo em que diminuem as parcelas de pós-fixados (remunerados pela Selic) e de papéis cambiais, que variam com o dólar. No período, os prefixados subiram de 36,13% do total para 38,71% e os títulos ligados à inflação, de 22,54% para 23,88%. A participação dos títulos pós-fixados caiu de 37,83% para 34,06% e a dos cambiais, de 1,3% para 1,06%.
“Esses indicadores entraram nos parâmetros previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) e devem continuar assim”, projetou Pedras. A dívida ficou mais longa e barata. O prazo médio de vencimentos aumentou de 35,47 meses para 37,9, enquanto o custo médio diminuiu de 13,78% ao ano para 12,53%. Hoje, a Selic, tomada como um parâmetro básico para a remuneração dos papéis, está em 11,5% ao ano.
Ricardo Allan
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Apesar da redução gradual da taxa básica (Selic) ao longo do primeiro semestre, os juros tiveram um peso enorme na evolução da dívida pública no período. De janeiro a junho, a conta de juros incorporada ao estoque devido pelo governo federal chegou ao recorde de R$ 68,5 bilhões. Os encargos estão entre os principais responsáveis pelo mais alto valor do endividamento na história brasileira, que é de R$ 1,235 bilhão, num crescimento de 7,14% em relação ao final do ano passado. Ainda assim, o governo comemora uma economia de juros na dívida externa equivalente a R$ 12,5 bilhões, resultado do programa de recompra de bônus antigos emitidos pelo país no mercado internacional.
“Na dívida externa, estamos retirando do mercado os títulos menos eficientes, que pagam juros mais altos e têm prazos curtos, por papéis com um perfil melhor, com juros menores e prazos de vencimento até 2037. Esse programa traz um ganho para o Tesouro na forma de economia no pagamento de juros”, explicou ontem o coordenador de Operações da Dívida Pública, Guilherme Pedras. Ao todo, o Tesouro retirou do mercado bônus externos correspondentes a R$ 17 bilhões, entre recompra e resgate dos papéis vencidos. No mesmo período, emitiu R$ 7,1 bilhões. O estoque da dívida externa caiu de R$ 143,45 bilhões para R$ 126,44 bilhões em seis meses.
No semestre, o governo conseguiu dar mais um passo em busca da composição ideal da dívida, que tem mais participação de títulos prefixados e dos corrigidos por índices de preços, ao mesmo tempo em que diminuem as parcelas de pós-fixados (remunerados pela Selic) e de papéis cambiais, que variam com o dólar. No período, os prefixados subiram de 36,13% do total para 38,71% e os títulos ligados à inflação, de 22,54% para 23,88%. A participação dos títulos pós-fixados caiu de 37,83% para 34,06% e a dos cambiais, de 1,3% para 1,06%.
“Esses indicadores entraram nos parâmetros previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) e devem continuar assim”, projetou Pedras. A dívida ficou mais longa e barata. O prazo médio de vencimentos aumentou de 35,47 meses para 37,9, enquanto o custo médio diminuiu de 13,78% ao ano para 12,53%. Hoje, a Selic, tomada como um parâmetro básico para a remuneração dos papéis, está em 11,5% ao ano.