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Publicado: 27/07/2007 | 09:48
A agonia das filas deve continuar, sugere Jobim
Karla Correia
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
Depois do prognóstico de aumento dos preços de passagens aéreas, a expectativa de longa vida às filas nos aeroportos. O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que dará prioridade à segurança nos investimentos feitos nos aeroportos do país, ainda que isso signifique a permanência das filas de passageiros nos balcões das companhias aéreas. Segundo o ministro, o conforto dos passageiros está, por hora, em segundo plano, diante da urgência de medidas que melhorem as condições de segurança em pousos e decolagens.
Se o preço da segurança for manter por algum tempo as filas, será mantido. Se for necessário prolongar as eventuais filas para se ter segurança, é o preço que pagaremos - afirmou Jobim, ontem.
O ministro criticou os investimentos feitos pela Infraero na reforma de terminais de passageiros nos aeroportos do país, questionando a prioridade dada à comodidade dos usuários de transportes aéreos em detrimento de sua segurança.
Não se teve preocupações maiores do que a implantação de shopping center e cinemas - censurou Jobim, que incluiu as mudanças no comando da estatal entre as suas prioridades, e não descartou a possibilidade de realizar auditoria na Infraero.
Sobre o perfil exigido para o novo comandante da empresa, o ministro disse que este será "acima de tudo, um gestor".
O que já posso afirmar é que, neste setor, não há que se tomar decisões que tenham como fundamento origens partidárias.
O presidente da Infraero, José Carlos Pereira, disse ontem que será direto em sua primeira conversa com o novo ministro e perguntará, já de início, se deve ficar ou deixar o cargo. Segundo Pereira, sua saída não será "nenhum trauma", e ele saberá lidar com a situação, que ele definiu como um "pepino".
Os pepinos fazem parte da vida. O importante não é o pepino, é saber lidar com o pepino, saber cozinhar o pepino, cortá-lo corretamente - explicou.
Parte do plano de curto prazo do homem designado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar fim ao caos aéreo é restabelecer uma linha hierárquica que tenha, de fato, o Ministério da Defesa no topo da cadeia de comando das Forças Armadas e das estruturas criadas pelo governo para gerenciar o setor aéreo. Na avaliação de Jobim, os ministérios militares obtiveram muitas concessões a respeito de sua autonomia, durante o processo de implementação da pasta da Defesa. Agora, raciocina, seria o momento ideal para centralizar o comando de toda essa engrenagem no ministério.
Isso era necessário para o processo de implantação, agora já passou esse momento - disse o ministro. - Nós precisamos rever essa estruturação. Nós não podemos deixar que haja mais comando fora de regências. Isto aqui tem que funcionar como uma orquestra. E o maestro sou eu, sob as ordens do presidente Lula.
A escolha de Jobim para o cargo foi classificada como "uma manobra astuta" de Lula pelo jornal norte-americano New York Times, que destacou o conhecimento legal do novo ministro e sua capacidade gerencial. Em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo, Jobim prometeu uma gestão focalizada em resultados. Citando o primeiro ministro britânico Benjamin Disraeli, reforçou a imagem de homem de ação.
Karla Correia
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
Depois do prognóstico de aumento dos preços de passagens aéreas, a expectativa de longa vida às filas nos aeroportos. O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que dará prioridade à segurança nos investimentos feitos nos aeroportos do país, ainda que isso signifique a permanência das filas de passageiros nos balcões das companhias aéreas. Segundo o ministro, o conforto dos passageiros está, por hora, em segundo plano, diante da urgência de medidas que melhorem as condições de segurança em pousos e decolagens.
Se o preço da segurança for manter por algum tempo as filas, será mantido. Se for necessário prolongar as eventuais filas para se ter segurança, é o preço que pagaremos - afirmou Jobim, ontem.
O ministro criticou os investimentos feitos pela Infraero na reforma de terminais de passageiros nos aeroportos do país, questionando a prioridade dada à comodidade dos usuários de transportes aéreos em detrimento de sua segurança.
Não se teve preocupações maiores do que a implantação de shopping center e cinemas - censurou Jobim, que incluiu as mudanças no comando da estatal entre as suas prioridades, e não descartou a possibilidade de realizar auditoria na Infraero.
Sobre o perfil exigido para o novo comandante da empresa, o ministro disse que este será "acima de tudo, um gestor".
O que já posso afirmar é que, neste setor, não há que se tomar decisões que tenham como fundamento origens partidárias.
O presidente da Infraero, José Carlos Pereira, disse ontem que será direto em sua primeira conversa com o novo ministro e perguntará, já de início, se deve ficar ou deixar o cargo. Segundo Pereira, sua saída não será "nenhum trauma", e ele saberá lidar com a situação, que ele definiu como um "pepino".
Os pepinos fazem parte da vida. O importante não é o pepino, é saber lidar com o pepino, saber cozinhar o pepino, cortá-lo corretamente - explicou.
Parte do plano de curto prazo do homem designado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar fim ao caos aéreo é restabelecer uma linha hierárquica que tenha, de fato, o Ministério da Defesa no topo da cadeia de comando das Forças Armadas e das estruturas criadas pelo governo para gerenciar o setor aéreo. Na avaliação de Jobim, os ministérios militares obtiveram muitas concessões a respeito de sua autonomia, durante o processo de implementação da pasta da Defesa. Agora, raciocina, seria o momento ideal para centralizar o comando de toda essa engrenagem no ministério.
Isso era necessário para o processo de implantação, agora já passou esse momento - disse o ministro. - Nós precisamos rever essa estruturação. Nós não podemos deixar que haja mais comando fora de regências. Isto aqui tem que funcionar como uma orquestra. E o maestro sou eu, sob as ordens do presidente Lula.
A escolha de Jobim para o cargo foi classificada como "uma manobra astuta" de Lula pelo jornal norte-americano New York Times, que destacou o conhecimento legal do novo ministro e sua capacidade gerencial. Em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo, Jobim prometeu uma gestão focalizada em resultados. Citando o primeiro ministro britânico Benjamin Disraeli, reforçou a imagem de homem de ação.
