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Publicado: 27/07/2007 | 09:51
Governo, enfim, libera recursos
Fernando Exman
Jornal do Brasil
Depois de dez meses de apagão aéreo e duas tragédias que custaram as vidas de aproximadamente 350 pessoas, o governo decidiu ampliar os investimentos nos aeroportos do país. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo pretende investir mais R$ 2 bilhões em infra-estrutura aeroportuária até 2010, além dos R$ 3 bilhões já previstos para a área no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Jornal do Brasil
Depois de dez meses de apagão aéreo e duas tragédias que custaram as vidas de aproximadamente 350 pessoas, o governo decidiu ampliar os investimentos nos aeroportos do país. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo pretende investir mais R$ 2 bilhões em infra-estrutura aeroportuária até 2010, além dos R$ 3 bilhões já previstos para a área no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Perguntado se o governo aumentaria o volume de recursos destinado ao setor aéreo, primeiro Bernardo se mostrou contrariado.
- Vai, vai, vai - declarou. - Vai dar tudo certo.
Em seguida, o ministro explicou que os R$ 2 bilhões serão remanejados de outros ministérios. Não especificou, no entanto, que pastas serão prejudicadas. Bernardo revelou que conversará sobre o assunto na semana que vem com o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Horas antes, quando recebia o cargo de Waldir Pires, Jobim disse que já havia pedido mais verbas para o ministro do Planejamento.
- Vamos estabelecer uma diferença entre as necessidades dos ministérios e as necessidades nacionais. Essa é uma necessidade estipulada pelo presidente. Logo, nós vamos ter esses recursos - ressaltou o novo ministro da Defesa, que substituiu Waldir Pires.
O aumento do orçamento do setor é antiga demanda do presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, cotado para deixar o cargo. Há meses, Pereira vem falando que os R$ 3 bilhões previstos até agora não são suficientes. Segundo o PAC, União e Infraero devem investir R$ 800 milhões em aeroportos neste ano. Com recursos próprios, a estatal que administra os aeroportos do país já desembolsou cerca da metade do total. Em recente entrevista a este jornal, Pereira disse acreditar que a meta não será atingida. Os R$ 5 bilhões não contemplarão equipamentos para o controle de vôos, outra deficiência do sistema.
Bernardo e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniram-se anteontem com representantes das companhias aéreas. Segundo o ministro, os executivos compreenderam as medidas adotadas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac), que distribui vôos de Congonhas para outros aeroportos do Estado de São Paulo. Oficialmente, as empresas dizem que, como seus custos aumentarão, a reforma da malha aeroviária do país causará a elevação dos preços das passagens. Chegaram a ameaçar entrar na Justiça contra a decisão. Devido à explosão do Airbus da TAM na semana passada em Congonhas, no entanto, o argumento das companhias aéreas perdeu força.
Fernando Exman
Jornal do Brasil
Depois de dez meses de apagão aéreo e duas tragédias que custaram as vidas de aproximadamente 350 pessoas, o governo decidiu ampliar os investimentos nos aeroportos do país. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo pretende investir mais R$ 2 bilhões em infra-estrutura aeroportuária até 2010, além dos R$ 3 bilhões já previstos para a área no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Jornal do Brasil
Depois de dez meses de apagão aéreo e duas tragédias que custaram as vidas de aproximadamente 350 pessoas, o governo decidiu ampliar os investimentos nos aeroportos do país. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo pretende investir mais R$ 2 bilhões em infra-estrutura aeroportuária até 2010, além dos R$ 3 bilhões já previstos para a área no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Perguntado se o governo aumentaria o volume de recursos destinado ao setor aéreo, primeiro Bernardo se mostrou contrariado.
- Vai, vai, vai - declarou. - Vai dar tudo certo.
Em seguida, o ministro explicou que os R$ 2 bilhões serão remanejados de outros ministérios. Não especificou, no entanto, que pastas serão prejudicadas. Bernardo revelou que conversará sobre o assunto na semana que vem com o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Horas antes, quando recebia o cargo de Waldir Pires, Jobim disse que já havia pedido mais verbas para o ministro do Planejamento.
- Vamos estabelecer uma diferença entre as necessidades dos ministérios e as necessidades nacionais. Essa é uma necessidade estipulada pelo presidente. Logo, nós vamos ter esses recursos - ressaltou o novo ministro da Defesa, que substituiu Waldir Pires.
O aumento do orçamento do setor é antiga demanda do presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, cotado para deixar o cargo. Há meses, Pereira vem falando que os R$ 3 bilhões previstos até agora não são suficientes. Segundo o PAC, União e Infraero devem investir R$ 800 milhões em aeroportos neste ano. Com recursos próprios, a estatal que administra os aeroportos do país já desembolsou cerca da metade do total. Em recente entrevista a este jornal, Pereira disse acreditar que a meta não será atingida. Os R$ 5 bilhões não contemplarão equipamentos para o controle de vôos, outra deficiência do sistema.
Bernardo e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniram-se anteontem com representantes das companhias aéreas. Segundo o ministro, os executivos compreenderam as medidas adotadas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac), que distribui vôos de Congonhas para outros aeroportos do Estado de São Paulo. Oficialmente, as empresas dizem que, como seus custos aumentarão, a reforma da malha aeroviária do país causará a elevação dos preços das passagens. Chegaram a ameaçar entrar na Justiça contra a decisão. Devido à explosão do Airbus da TAM na semana passada em Congonhas, no entanto, o argumento das companhias aéreas perdeu força.