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Publicado: 1/08/2007 | 11:14
O maior salário mínimo do país
Coluna - Informe Econômico
Walter Diogo
Jornal do Brasil
Walter Diogo
Jornal do Brasil
Entra em vigor hoje, em São Paulo, o novo piso salarial regional, em substituição ao salário mínimo federal de R$ 380. O governador José Serra fixou três faixas de valores – R$ 410, R$ 450 e R$ 490 – cada uma delas referente a uma lista de atividades profissionais, num total de 105 ocupações. O governador disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é bom de discurso e péssimo para melhorar a renda dos trabalhadores, pois o salário mínimo do Brasil é inferior ao da Argentina, Venezuela, Chile, Uruguai e México.
O piso regional de São Paulo não se aplica aos servidores públicos federais, estaduais e municipais e aos aposentados e pensionistas. Nem aos trabalhadores da iniciativa privada, que têm piso definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, ainda que o valor definido nesses instrumentos seja inferior ao novo piso paulista. É um tipo de reajuste que só abrange as pequenas e médias empresas, os trabalhadores terceirizados e os empregados domésticos ou de pouco qualificação. Funciona mais como um instrumento político para os governadores de oposição agredirem a União. Fora do Brasil, não há nenhum país com essa experiência constrangedora.
Faixas
A faixa de R$ 410 representa aumento de 7,9% sobre o piso nacional. Entre as categorias com direito ao valor estão empregadas domesticas, ascensoristas, motoboys, recepcionistas, guardas de segurança e empregados não especializados do comércio e da indústria. A segunda faixa, de R$ 450, é um aumento de 18,4% ante o piso nacional. Vale para operadores de telefone e de telemarketing, tintureiros, barbeiros, manicures, encanadores, garçons, pedreiros e outros.
A terceira faixa, R$ 490, fica 28,9% acima do mínimo do país. Abrange os trabalhadores de serviços de saúde, supervisores de supermercado e outros.
São Paulo é o quarto estado a adotar pisos regionais. A última faixa, de R$ 490, é a maior do país. No Rio, há seis faixas de valores, de R$ 404,02 a R$ 486,13. No Paraná, são também seis faixas, de R$ 462,00 a R$ 475,20. No Rio Grande do Sul, são quatro faixas, de R$ 430,23 a R$ 468,28.
Saldo crescente
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 651 milhões na terceira semana de julho. O saldo resulta de exportações de US$ 3,322 bilhões e de importações de US$ 2,671 bilhões.
Com isso, a balança comercial acumula de janeiro até a terceira semana de julho, superávit de US$ 23,019 bilhões. No período, as exportações somam US$ 82,859 bilhões e as importações, US$ 59,84 bilhões. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento.
As exportações estão 16,8% maiores que no mesmo intervalo de 2006, variação inferior à das importações, que cresceram 26% nessa comparação.
Com o resultado da terceira semana, o superávit comercial acumulado no mês de julho sobe para US$ 2,357 bilhões, com exportações de US$ 9,644 bilhões e importações de US$ 7,287 bilhões.
Heliporto à venda
A prefeitura do Rio de Janeiro só pensa em ganhar dinheiro:vai licitar o heliporto da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Parque Tom Jobim, no dia 31 de agosto. A remuneração mensal mínima será de R$ 50 mil e o concessionário ficará responsável pela reforma do heliporto, que exigiria investimentos de R$ 2 milhões. O prazo da concessão será de 10 anos e vencerá a empresa que fizer a maior oferta.
A empresa vencedora terá que antecipar o pagamento referente aos dois primeiros anos da concessão (mínimo de R$ 1,2 milhão) antes da assinatura do Termo de Concessão de Uso. A partir do 25º mês, os valores serão pagos mensalmente, corrigidos pelo IPCA-E acumulado no período. A reforma do heliporto será fiscalizada pela Riourbe, tendo que ser iniciada 30 dias após a assinatura do contrato e concluída em até seis meses. Além da reforma, o concessionário deverá disponibilizar 10 horas de vôo mensais ao município.
Para participar da licitação, as empresas interessadas terão de comprovar capital social ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 600 mil, e terem em seu quadro funcional sócio ou empregado com experiência em operações de solo (manobra de pousos e decolagens de helicópteros) e em operação de combate a incêndio.
Aeroporto de Jundiaí
O ministro da Defesa, Nélson Jobim, voltou a conversar ontem com a Agência Nacional de Aviação Civil e com a Diretoria da Infraero, Com a Anac, o ministro reclamou da falta de multas da agência às empresas de aviação e à Infraero, e revelou que o governo decidiu construir um novo aeroporto em Jundiaí próximo a São Paulo, onde já existe um funcionando, mas de pequeno porte. Pouca gente sabia onde seria o novo aeroporto porque o governo teme especulação imobiliária. Mas agora o segredo acabou e a ministra Dilma Roussef já pode falar.
Nova feira
A Labace 2007 – Exposição e Conferência de Aviação Executiva na América Latina – acontecerá daqui a 10 dias, no hangar da Vasp, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A feira, que acontece de 9 a 11 de agosto, reunirá no mesmo espaço a exposição de acessórios, componentes e serviços para a aviação executiva e a mostra de aeronaves, com mais de 30 modelos. Apesar da crise na aviação civil, na aviação executiva as perspectivas na América Latina são promissoras.
Coluna - Informe Econômico
Walter Diogo
Jornal do Brasil
Walter Diogo
Jornal do Brasil
Entra em vigor hoje, em São Paulo, o novo piso salarial regional, em substituição ao salário mínimo federal de R$ 380. O governador José Serra fixou três faixas de valores – R$ 410, R$ 450 e R$ 490 – cada uma delas referente a uma lista de atividades profissionais, num total de 105 ocupações. O governador disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é bom de discurso e péssimo para melhorar a renda dos trabalhadores, pois o salário mínimo do Brasil é inferior ao da Argentina, Venezuela, Chile, Uruguai e México.
O piso regional de São Paulo não se aplica aos servidores públicos federais, estaduais e municipais e aos aposentados e pensionistas. Nem aos trabalhadores da iniciativa privada, que têm piso definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, ainda que o valor definido nesses instrumentos seja inferior ao novo piso paulista. É um tipo de reajuste que só abrange as pequenas e médias empresas, os trabalhadores terceirizados e os empregados domésticos ou de pouco qualificação. Funciona mais como um instrumento político para os governadores de oposição agredirem a União. Fora do Brasil, não há nenhum país com essa experiência constrangedora.
Faixas
A faixa de R$ 410 representa aumento de 7,9% sobre o piso nacional. Entre as categorias com direito ao valor estão empregadas domesticas, ascensoristas, motoboys, recepcionistas, guardas de segurança e empregados não especializados do comércio e da indústria. A segunda faixa, de R$ 450, é um aumento de 18,4% ante o piso nacional. Vale para operadores de telefone e de telemarketing, tintureiros, barbeiros, manicures, encanadores, garçons, pedreiros e outros.
A terceira faixa, R$ 490, fica 28,9% acima do mínimo do país. Abrange os trabalhadores de serviços de saúde, supervisores de supermercado e outros.
São Paulo é o quarto estado a adotar pisos regionais. A última faixa, de R$ 490, é a maior do país. No Rio, há seis faixas de valores, de R$ 404,02 a R$ 486,13. No Paraná, são também seis faixas, de R$ 462,00 a R$ 475,20. No Rio Grande do Sul, são quatro faixas, de R$ 430,23 a R$ 468,28.
Saldo crescente
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 651 milhões na terceira semana de julho. O saldo resulta de exportações de US$ 3,322 bilhões e de importações de US$ 2,671 bilhões.
Com isso, a balança comercial acumula de janeiro até a terceira semana de julho, superávit de US$ 23,019 bilhões. No período, as exportações somam US$ 82,859 bilhões e as importações, US$ 59,84 bilhões. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento.
As exportações estão 16,8% maiores que no mesmo intervalo de 2006, variação inferior à das importações, que cresceram 26% nessa comparação.
Com o resultado da terceira semana, o superávit comercial acumulado no mês de julho sobe para US$ 2,357 bilhões, com exportações de US$ 9,644 bilhões e importações de US$ 7,287 bilhões.
Heliporto à venda
A prefeitura do Rio de Janeiro só pensa em ganhar dinheiro:vai licitar o heliporto da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Parque Tom Jobim, no dia 31 de agosto. A remuneração mensal mínima será de R$ 50 mil e o concessionário ficará responsável pela reforma do heliporto, que exigiria investimentos de R$ 2 milhões. O prazo da concessão será de 10 anos e vencerá a empresa que fizer a maior oferta.
A empresa vencedora terá que antecipar o pagamento referente aos dois primeiros anos da concessão (mínimo de R$ 1,2 milhão) antes da assinatura do Termo de Concessão de Uso. A partir do 25º mês, os valores serão pagos mensalmente, corrigidos pelo IPCA-E acumulado no período. A reforma do heliporto será fiscalizada pela Riourbe, tendo que ser iniciada 30 dias após a assinatura do contrato e concluída em até seis meses. Além da reforma, o concessionário deverá disponibilizar 10 horas de vôo mensais ao município.
Para participar da licitação, as empresas interessadas terão de comprovar capital social ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 600 mil, e terem em seu quadro funcional sócio ou empregado com experiência em operações de solo (manobra de pousos e decolagens de helicópteros) e em operação de combate a incêndio.
Aeroporto de Jundiaí
O ministro da Defesa, Nélson Jobim, voltou a conversar ontem com a Agência Nacional de Aviação Civil e com a Diretoria da Infraero, Com a Anac, o ministro reclamou da falta de multas da agência às empresas de aviação e à Infraero, e revelou que o governo decidiu construir um novo aeroporto em Jundiaí próximo a São Paulo, onde já existe um funcionando, mas de pequeno porte. Pouca gente sabia onde seria o novo aeroporto porque o governo teme especulação imobiliária. Mas agora o segredo acabou e a ministra Dilma Roussef já pode falar.
Nova feira
A Labace 2007 – Exposição e Conferência de Aviação Executiva na América Latina – acontecerá daqui a 10 dias, no hangar da Vasp, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A feira, que acontece de 9 a 11 de agosto, reunirá no mesmo espaço a exposição de acessórios, componentes e serviços para a aviação executiva e a mostra de aeronaves, com mais de 30 modelos. Apesar da crise na aviação civil, na aviação executiva as perspectivas na América Latina são promissoras.