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Publicado: 7/08/2007 | 10:34
Executivos da iniciativa privada para tornar a estatal atrativa
FÁBIO SCHAFFNER
Zero Hora
Zero Hora
Os planos do governo para a abertura de capital da Infraero passam pela formação de um grupo de notáveis no conselho de administração da estatal. O objetivo é resgatar a credibilidade da empresa antes do lançamento de ações.
A estratégia esboçada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, prevê a migração para o conselho de empresários e antigos colaboradores, todos com experiência exitosa no mercado de capitais. Pelo menos três pessoas já foram sondadas por Jobim: o ex-presidente e atual presidente do conselho de administração da Embraer, Maurício Botelho, o economista e ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão e o diretor de relações corporativas da Ambev, Milton Seligman.
Antes, porém, Jobim precisa reformular os estatutos da Infraero. Atualmente, o conselho de administração da estatal é composto por seis pessoas, cinco com vínculo obrigatório com o Ministério da Defesa e uma com o Ministério do planejamento. Como Botelho, Maranhão e Seligman dispõem de cargos de destaque na iniciativa privada e já recusaram convites para migrar para o governo, Jobim encomendou um estudo sobre as formas de excluir a regra que exige o vínculo governamental.
Na cúpula do governo, a abertura de capital da Infraero é encarada como uma política para o setor aéreo. O assunto está aos cuidados dos ministérios da Fazenda e do planejamento. O entrave imediato seria a baixa credibilidade da empresa no mercado, por conta do colapso do setor e dos acidentes com os aviões da Gol e TAM.
O governo, no entanto, não abrirá mão do controle. O plano é lançar no mercado 49,9% das ações. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a participação do setor privado tem o objetivo de melhorar a gestão do órgão e expandir o setor.
Ao mesmo tempo, o governo também atua em outras frentes. O objetivo é acabar com o duopólio Gol-TAM. Assessora especial de Jobim, a economista Solange Paiva tem por missão incentivar pequenas empresas a retomar vôos regionais. Já a base de apoio no Congresso tenta alterar a legislação. Um projeto de lei apresentado pelo deputado Beto Albuquerque (PSB) abre o mercado doméstico a empresas estrangeiras. Atualmente, companhias aéreas de outros países podem apenas se associar a empresas brasileiras, com capital limitado a 20%.
FÁBIO SCHAFFNER
Zero Hora
Zero Hora
Os planos do governo para a abertura de capital da Infraero passam pela formação de um grupo de notáveis no conselho de administração da estatal. O objetivo é resgatar a credibilidade da empresa antes do lançamento de ações.
A estratégia esboçada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, prevê a migração para o conselho de empresários e antigos colaboradores, todos com experiência exitosa no mercado de capitais. Pelo menos três pessoas já foram sondadas por Jobim: o ex-presidente e atual presidente do conselho de administração da Embraer, Maurício Botelho, o economista e ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão e o diretor de relações corporativas da Ambev, Milton Seligman.
Antes, porém, Jobim precisa reformular os estatutos da Infraero. Atualmente, o conselho de administração da estatal é composto por seis pessoas, cinco com vínculo obrigatório com o Ministério da Defesa e uma com o Ministério do planejamento. Como Botelho, Maranhão e Seligman dispõem de cargos de destaque na iniciativa privada e já recusaram convites para migrar para o governo, Jobim encomendou um estudo sobre as formas de excluir a regra que exige o vínculo governamental.
Na cúpula do governo, a abertura de capital da Infraero é encarada como uma política para o setor aéreo. O assunto está aos cuidados dos ministérios da Fazenda e do planejamento. O entrave imediato seria a baixa credibilidade da empresa no mercado, por conta do colapso do setor e dos acidentes com os aviões da Gol e TAM.
O governo, no entanto, não abrirá mão do controle. O plano é lançar no mercado 49,9% das ações. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a participação do setor privado tem o objetivo de melhorar a gestão do órgão e expandir o setor.
Ao mesmo tempo, o governo também atua em outras frentes. O objetivo é acabar com o duopólio Gol-TAM. Assessora especial de Jobim, a economista Solange Paiva tem por missão incentivar pequenas empresas a retomar vôos regionais. Já a base de apoio no Congresso tenta alterar a legislação. Um projeto de lei apresentado pelo deputado Beto Albuquerque (PSB) abre o mercado doméstico a empresas estrangeiras. Atualmente, companhias aéreas de outros países podem apenas se associar a empresas brasileiras, com capital limitado a 20%.