antigas Publicado: 7/08/2007 | 10:36

Uma nova trincheira na CCJ da Casa

Fernando Exman
Jornal do Brasil

Os senadores que defendem Renan Calheiros (PMDB-AL) atuam em outra frente de batalha para tentar blindar o amigo. Nos bastidores, estudam disputar com a cúpula do DEM e do PSDB a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Vago desde o dia 20, quando morreu Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), então presidente da comissão, o cargo é considerado estratégico, pois analisa a constitucionalidade dos projetos de lei. Pode ter também papel decisivo na investigação contra Renan.

Por tradição, o sucessor de ACM também deveria ser do Democratas. Os líderes do partido já decidiram indicar Marco Maciel (PE) para a vaga. Renan e José Sarney (PMDB-AP), no entanto, tentam convencer o aliado Edison Lobão (DEM-MA) a entrar na disputa. O atual vice-presidente da comissão, Valter Pereira (PMDB-MS), corre por fora. Nos últimos dias, tentou obter o apoio dos colegas para tomar o controle da CCJ. Segundo o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), os senadores do partido se reúnem hoje para traçar uma estratégia.

Na CCJ, é Marco Maciel. Se quiserem guerra, o caminho mais fácil é uma disputa na CCJ - esbravejou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

Lobão desconversou. Disse que não pretende disputar a cobiçada cadeira. Deu um recado, no entanto, aos que argumentam que a eleição de alguém que não seja do DEM feriria uma tradição da Casa. Lembrou que o próprio Democratas infringiu norma não escrita ao indicar Agripino para concorrer à presidência do Congresso com Renan. A tradição garantiria o comando do Legislativo ao representante do PMDB, partido com maior bancada no Senado.

Nunca disse a ninguém que era candidato - declarou Lobão.

Fernando Exman
Jornal do Brasil

Os senadores que defendem Renan Calheiros (PMDB-AL) atuam em outra frente de batalha para tentar blindar o amigo. Nos bastidores, estudam disputar com a cúpula do DEM e do PSDB a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Vago desde o dia 20, quando morreu Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), então presidente da comissão, o cargo é considerado estratégico, pois analisa a constitucionalidade dos projetos de lei. Pode ter também papel decisivo na investigação contra Renan.

Por tradição, o sucessor de ACM também deveria ser do Democratas. Os líderes do partido já decidiram indicar Marco Maciel (PE) para a vaga. Renan e José Sarney (PMDB-AP), no entanto, tentam convencer o aliado Edison Lobão (DEM-MA) a entrar na disputa. O atual vice-presidente da comissão, Valter Pereira (PMDB-MS), corre por fora. Nos últimos dias, tentou obter o apoio dos colegas para tomar o controle da CCJ. Segundo o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), os senadores do partido se reúnem hoje para traçar uma estratégia.

Na CCJ, é Marco Maciel. Se quiserem guerra, o caminho mais fácil é uma disputa na CCJ - esbravejou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

Lobão desconversou. Disse que não pretende disputar a cobiçada cadeira. Deu um recado, no entanto, aos que argumentam que a eleição de alguém que não seja do DEM feriria uma tradição da Casa. Lembrou que o próprio Democratas infringiu norma não escrita ao indicar Agripino para concorrer à presidência do Congresso com Renan. A tradição garantiria o comando do Legislativo ao representante do PMDB, partido com maior bancada no Senado.

Nunca disse a ninguém que era candidato - declarou Lobão.