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Publicado: 9/08/2007 | 09:47
Funcionários da UnB recusam proposta
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Técnicos das universidades não aceitam reajuste de até 89,8% e mantêm paralisação. Professores se mobilizam para iniciar greve no dia 25
As aulas na Universidade de Brasília (UnB) continuam suspensas pelo menos até a próxima semana. Os funcionários técnico-administrativos das universidades federais decidiram ontem recusar o reajuste de até 89,8% nos próximos três anos, como propôs o Ministério do Planejamento em reunião na terça-feira à noite. Representantes da categoria resolveram manter a greve, que se estende há 74 dias, caso o governo não aceite a contraproposta que pretendem apresentar ainda hoje. Os servidores defendem reajustes salariais em janeiro de 2008, e não a partir de julho do mesmo ano, como quer o governo federal. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra) vai defender ainda aumentos maiores para os trabalhadores que ganham menos.
A proposta do governo é reajustar os salários em três parcelas, sendo a primeira em julho de 2008, a segunda em julho de 2009 e a última em julho de 2010. Os menores aumentos seriam aplicados nas remunerações dos trabalhadores auxiliares, que têm apenas o ensino fundamental. Nos três anos o índice final iria variar entre 16,9% e 22,3%. Os concursados de nível médio teriam reajustes entre 19,7% e 23,7% e os de nível superior, entre 86,2% e 89,8%. Os servidores recusaram a proposta por considerar que ela privilegia o nível superior em detrimento dos que têm menor escolaridade. “O governo não deve investir em apenas uma categoria. O nível superior ganha muito pouco, mas é preciso diminuir as discrepâncias e aumentar mais para todo mundo”, afirma o coordenador-geral da federação, João Paulo Ribeiro. Segundo ele, atualmente o salário médio dos servidores de nível auxiliar varia de R$ 700 a R$ 850, o de nível médio de R$ 1 mil a R$ 1,2 mil e o de nível superior, em torno de R$ 1,4 mil.
A greve dos técnicos comprometeu o início das aulas em pelo menos 46 universidades federais brasileiras. Na UnB o semestre letivo deveria ter começado na última segunda-feira, mas por falta de dados do semestre anterior os alunos não puderam fazer matrículas. Pelo menos 21 mil universitários estão sem aula, segundo a UnB.
Professores
Para piorar ainda mais a situação dos alunos, os docentes das universidades discutem em todo o país a possibilidade de cruzar os braços a partir do dia 25. A UnB decidiu ontem instalar assembléias permanentes e criar calendários de mobilização para reunir os professores em torno de um movimento de greve. “A idéia é construir uma greve conjunta com as outras universidades”, explica a presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Rachel Nunes da Cunha.
Os professores pedem a incorporação das gratificações e um reajuste na remuneração total que pode chegar a 100% dos valores atuais. Atualmente o salário inicial varia de R$ 1,4 mil para os professores com graduação e dedicação de 20 horas a R$ 5 mil, valor pago aos doutores com dedicação exclusiva. Na UnB, a diminuição da pontuação da Gratificação de Estímulo à Docência (GED) deve contribuir para que os professores optem pela greve. Nos últimos 12 meses eles receberam o equivalente a 175 pontos, mas a partir deste mês vão receber 140 pontos, como os professores do restante do país.
Mariana Flores
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Técnicos das universidades não aceitam reajuste de até 89,8% e mantêm paralisação. Professores se mobilizam para iniciar greve no dia 25
As aulas na Universidade de Brasília (UnB) continuam suspensas pelo menos até a próxima semana. Os funcionários técnico-administrativos das universidades federais decidiram ontem recusar o reajuste de até 89,8% nos próximos três anos, como propôs o Ministério do Planejamento em reunião na terça-feira à noite. Representantes da categoria resolveram manter a greve, que se estende há 74 dias, caso o governo não aceite a contraproposta que pretendem apresentar ainda hoje. Os servidores defendem reajustes salariais em janeiro de 2008, e não a partir de julho do mesmo ano, como quer o governo federal. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra) vai defender ainda aumentos maiores para os trabalhadores que ganham menos.
A proposta do governo é reajustar os salários em três parcelas, sendo a primeira em julho de 2008, a segunda em julho de 2009 e a última em julho de 2010. Os menores aumentos seriam aplicados nas remunerações dos trabalhadores auxiliares, que têm apenas o ensino fundamental. Nos três anos o índice final iria variar entre 16,9% e 22,3%. Os concursados de nível médio teriam reajustes entre 19,7% e 23,7% e os de nível superior, entre 86,2% e 89,8%. Os servidores recusaram a proposta por considerar que ela privilegia o nível superior em detrimento dos que têm menor escolaridade. “O governo não deve investir em apenas uma categoria. O nível superior ganha muito pouco, mas é preciso diminuir as discrepâncias e aumentar mais para todo mundo”, afirma o coordenador-geral da federação, João Paulo Ribeiro. Segundo ele, atualmente o salário médio dos servidores de nível auxiliar varia de R$ 700 a R$ 850, o de nível médio de R$ 1 mil a R$ 1,2 mil e o de nível superior, em torno de R$ 1,4 mil.
A greve dos técnicos comprometeu o início das aulas em pelo menos 46 universidades federais brasileiras. Na UnB o semestre letivo deveria ter começado na última segunda-feira, mas por falta de dados do semestre anterior os alunos não puderam fazer matrículas. Pelo menos 21 mil universitários estão sem aula, segundo a UnB.
Professores
Para piorar ainda mais a situação dos alunos, os docentes das universidades discutem em todo o país a possibilidade de cruzar os braços a partir do dia 25. A UnB decidiu ontem instalar assembléias permanentes e criar calendários de mobilização para reunir os professores em torno de um movimento de greve. “A idéia é construir uma greve conjunta com as outras universidades”, explica a presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Rachel Nunes da Cunha.
Os professores pedem a incorporação das gratificações e um reajuste na remuneração total que pode chegar a 100% dos valores atuais. Atualmente o salário inicial varia de R$ 1,4 mil para os professores com graduação e dedicação de 20 horas a R$ 5 mil, valor pago aos doutores com dedicação exclusiva. Na UnB, a diminuição da pontuação da Gratificação de Estímulo à Docência (GED) deve contribuir para que os professores optem pela greve. Nos últimos 12 meses eles receberam o equivalente a 175 pontos, mas a partir deste mês vão receber 140 pontos, como os professores do restante do país.