antigas Publicado: 14/08/2007 | 09:45

Prazos largos

Correio Braziliense

A idéia da oposição de obstruir todas as votações no Senado não fez sequer cosquinha na barba do presidente Lula. Isso porque as medidas provisórias pendentes de apreciação no plenário ainda têm cerca de quatro semanas de vigência. Sendo assim, pelo menos até o início de setembro, o governo pode usar a máxima “quem tem prazo não tem pressa” e tentar, de cabeça fria, encontrar uma saída para crise e, se for o caso, buscar um substituto da sua confiança para Renan Calheiros (PMDB-AL).

A lei fala mais alto
Não passou de um sonho de inverno a idéia de alguns petistas de administrar a crise Renan até o final do ano e, com isso, fazer de Tião Viana (PT-AC) o novo presidente do Senado em janeiro. O regimento da Casa só permite que o vice-presidente assuma o cargo em definitivo se faltarem menos de 90 dias para o fim de mandato. Se quiser mesmo ficar com a presidência, só no final de 2008. 
 
Vai longe I
Promete ser extenso o debate sobre a prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a partir das 10h. Até o final da tarde de ontem, 19 deputados haviam feito inscrição para falar sobre o tema. Como cada um tem direito a 15 minutos no microfone, estão previstas pelo menos 4 horas e 45 minutos de discussões. 
 
Vai longe II
Os deputados se preparam para assistirem o debate até o fim. Acordo firmado na semana passada, entre as lideranças, impede aos integrantes da CCJ que peçam o fim das discussões para a votação da matéria. A sessão só deve ser suspensa caso o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), convoque ordem do dia. 
 
Esperança tucana
Reunidos em Belo Horizonte, os cardeais do PSDB discutiam nos bastidores a tese de que o presidente Lula é o grande eleitor. Eles acham que isso ainda não foi comprovado. “Em vários lugares, onde Lula se empenhou, não obteve êxito”, lembra o deputado Paulo Renato Souza (SP), referindo-se especialmente ao Rio Grande do Sul, sua terra natal. 
 
Plano B
Os adversários do senador Gim Argello (PTB-DF) voltam suas preces para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgará um processo contra a chapa do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), da qual Gim é suplente. A curto prazo, consideram mais fácil o TSE cassar o mandato de Gim do que os senadores tomarem uma atitude. É que o caso Renan tem tomado todo o tempo dos parlamentares. 
 
Marte-Jacarepaguá
Incertas sobre o futuro das operações em Congonhas, as companhias aéreas de pequeno porte estudam explorar uma ponte aérea alternativa. A Team, por exemplo, aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para trocar a rota Congonhas (SP) —Santos Dumont (RJ), por Jacarepaguá (RJ) — Campo de Marte (SP). Dessa forma, evita os transtornos e mantém o filé da aviação comercial. 
 
No cafezinho

O atirador I/ Renan telefonou ontem logo cedo para Cristovam Buarque (foto) para tirar as dúvidas do senador a respeito das denúncias envolvendo o Grupo Abril. Renan jurou que soube do episódio às vésperas do discurso no plenário. Cristovam havia dito que, se Renan sabia há mais tempo e não havia denunciado o fato, estaria sujeito a processo por prevaricação. “Se ele soube só agora, não tenho mais porque cobrar isso”, diz Cristovam.

Âncora/ Os ministros finalmente começam a ser muito bem tratados num talk-show, sem perguntas difíceis ou capciosas. Também pudera: o entrevistador é o presidente Lula.

Herança maldita/ O jornalista Darse Júnior lança hoje o livro Reconstrução do Buriti, em que narra os bastidores da transição do governo no período entre as eleições, em outubro, e a posse de José Roberto Arruda no Governo do Distrito Federal (GDF), em 1º de janeiro. Fala dos buracos nas contas, do caos no transporte público e por aí vai.

Versões/ Os adversários do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contam que ele tem recebido poucas visitas no gabinete porque os senadores querem distância de problema. Renan, o otimista, tem dito que seus amigos não aparecem para não serem perseguidos por apoiá-lo.

O atirador II/ Depois das explicações de Renan, Cristovam virou sua artilharia para o ministro da Defesa, Nelson Jobim: “É o fim da picada o ministro cuidar do espaço entre as fileiras de cadeiras dos aviões. Ora, ministro da Defesa tem que cuidar é das Forças Armadas e não da crise aérea”, diz o pedetista.

Correio Braziliense

A idéia da oposição de obstruir todas as votações no Senado não fez sequer cosquinha na barba do presidente Lula. Isso porque as medidas provisórias pendentes de apreciação no plenário ainda têm cerca de quatro semanas de vigência. Sendo assim, pelo menos até o início de setembro, o governo pode usar a máxima “quem tem prazo não tem pressa” e tentar, de cabeça fria, encontrar uma saída para crise e, se for o caso, buscar um substituto da sua confiança para Renan Calheiros (PMDB-AL).

A lei fala mais alto
Não passou de um sonho de inverno a idéia de alguns petistas de administrar a crise Renan até o final do ano e, com isso, fazer de Tião Viana (PT-AC) o novo presidente do Senado em janeiro. O regimento da Casa só permite que o vice-presidente assuma o cargo em definitivo se faltarem menos de 90 dias para o fim de mandato. Se quiser mesmo ficar com a presidência, só no final de 2008. 
 
Vai longe I
Promete ser extenso o debate sobre a prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a partir das 10h. Até o final da tarde de ontem, 19 deputados haviam feito inscrição para falar sobre o tema. Como cada um tem direito a 15 minutos no microfone, estão previstas pelo menos 4 horas e 45 minutos de discussões. 
 
Vai longe II
Os deputados se preparam para assistirem o debate até o fim. Acordo firmado na semana passada, entre as lideranças, impede aos integrantes da CCJ que peçam o fim das discussões para a votação da matéria. A sessão só deve ser suspensa caso o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), convoque ordem do dia. 
 
Esperança tucana
Reunidos em Belo Horizonte, os cardeais do PSDB discutiam nos bastidores a tese de que o presidente Lula é o grande eleitor. Eles acham que isso ainda não foi comprovado. “Em vários lugares, onde Lula se empenhou, não obteve êxito”, lembra o deputado Paulo Renato Souza (SP), referindo-se especialmente ao Rio Grande do Sul, sua terra natal. 
 
Plano B
Os adversários do senador Gim Argello (PTB-DF) voltam suas preces para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgará um processo contra a chapa do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), da qual Gim é suplente. A curto prazo, consideram mais fácil o TSE cassar o mandato de Gim do que os senadores tomarem uma atitude. É que o caso Renan tem tomado todo o tempo dos parlamentares. 
 
Marte-Jacarepaguá
Incertas sobre o futuro das operações em Congonhas, as companhias aéreas de pequeno porte estudam explorar uma ponte aérea alternativa. A Team, por exemplo, aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para trocar a rota Congonhas (SP) —Santos Dumont (RJ), por Jacarepaguá (RJ) — Campo de Marte (SP). Dessa forma, evita os transtornos e mantém o filé da aviação comercial. 
 
No cafezinho

O atirador I/ Renan telefonou ontem logo cedo para Cristovam Buarque (foto) para tirar as dúvidas do senador a respeito das denúncias envolvendo o Grupo Abril. Renan jurou que soube do episódio às vésperas do discurso no plenário. Cristovam havia dito que, se Renan sabia há mais tempo e não havia denunciado o fato, estaria sujeito a processo por prevaricação. “Se ele soube só agora, não tenho mais porque cobrar isso”, diz Cristovam.

Âncora/ Os ministros finalmente começam a ser muito bem tratados num talk-show, sem perguntas difíceis ou capciosas. Também pudera: o entrevistador é o presidente Lula.

Herança maldita/ O jornalista Darse Júnior lança hoje o livro Reconstrução do Buriti, em que narra os bastidores da transição do governo no período entre as eleições, em outubro, e a posse de José Roberto Arruda no Governo do Distrito Federal (GDF), em 1º de janeiro. Fala dos buracos nas contas, do caos no transporte público e por aí vai.

Versões/ Os adversários do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contam que ele tem recebido poucas visitas no gabinete porque os senadores querem distância de problema. Renan, o otimista, tem dito que seus amigos não aparecem para não serem perseguidos por apoiá-lo.

O atirador II/ Depois das explicações de Renan, Cristovam virou sua artilharia para o ministro da Defesa, Nelson Jobim: “É o fim da picada o ministro cuidar do espaço entre as fileiras de cadeiras dos aviões. Ora, ministro da Defesa tem que cuidar é das Forças Armadas e não da crise aérea”, diz o pedetista.