antigas
Publicado: 20/08/2007 | 11:03
Aposentados querem paridade
Maria Eugênia
Jornal de Brasília
Jornal de Brasília
Servidores públicos inativos preparam uma grande campanha na luta pela paridade (igualdade) dos salários. Trata-se de um contingente de quase 972 mil pessoas, entre aposentados (537.624) e pensionistas (434.333), que querem ganhar os salários iguais ao dos servidores da ativa. É um número expressivo na folha de pessoal dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para se ter uma idéia de quanto, somam, praticamente, o mesmo número de funcionários da ativa (987.403). Mas os gastos do governo com eles é bem menor. A exceção fica por conta das Forças Armadas, onde as despesas com a folha de inativos supera, e muito, a dos que estão na ativa: R$ 16,3 milhões contra R$ 9,6 milhões. Nos demais órgãos, em média, os gastos com a folha de inativos equivale a 30% dos gastos com a dos ativos. A ofensiva dos aposentados e pensionistas começa com o apoio dos servidores que hoje estão na ativa, mas vão aposentar em alguns anos. A isonomia salarial não é a única bandeira dos servidores inativos. Reclamam da prática de financeiras, seguradoras e associações que usam de falsos empréstimos para promover descontos indevidos em contracheques.
Mais uma rodada de negociação
Amanhã, está agendada mais uma reunião entre os técnicos-administrativos da universidades federais, em greve a quase cem dias, e a equipe do Ministério do Planejamento. A categoria espera uma contraproposta do governo para encerrar a greve, que paralisa as atividades de várias universidades, inclusive da UnB. A proposta do governo prevê o reajuste salarial entre 21,49% e 89,87% para a categoria nos próximos três anos. De acordo com os dados, em 2008, o piso teria uma correção de 5,37% e o teto de 17,79%. No ano seguinte, em 2009, o piso seria reajustado em 11,03% e o teto em 48,12%. Em 2010 a faixa inicial aumentaria 16,99% e a última, 86,26%, encerrando a reestruturação do quadro e carreira. Os servidores querem reajustes maiores, de acordo com a inflação prevista para o período. Hoje pela manhã, os servidores da UnB fazem assembléia e vão decidir se aprovam uma flexibilização da paralisação, que permitirá a matrícula para ao segundo semestre letivo e, conseqüentemente, o retorno das aulas. Os trabalhadores estão em greve desde 28 de maio, uma paralisação que envolve mais de 30 universidades federais e cerca de 150 mil trabalhadores.
Maria Eugênia
Jornal de Brasília
Jornal de Brasília
Servidores públicos inativos preparam uma grande campanha na luta pela paridade (igualdade) dos salários. Trata-se de um contingente de quase 972 mil pessoas, entre aposentados (537.624) e pensionistas (434.333), que querem ganhar os salários iguais ao dos servidores da ativa. É um número expressivo na folha de pessoal dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para se ter uma idéia de quanto, somam, praticamente, o mesmo número de funcionários da ativa (987.403). Mas os gastos do governo com eles é bem menor. A exceção fica por conta das Forças Armadas, onde as despesas com a folha de inativos supera, e muito, a dos que estão na ativa: R$ 16,3 milhões contra R$ 9,6 milhões. Nos demais órgãos, em média, os gastos com a folha de inativos equivale a 30% dos gastos com a dos ativos. A ofensiva dos aposentados e pensionistas começa com o apoio dos servidores que hoje estão na ativa, mas vão aposentar em alguns anos. A isonomia salarial não é a única bandeira dos servidores inativos. Reclamam da prática de financeiras, seguradoras e associações que usam de falsos empréstimos para promover descontos indevidos em contracheques.
Mais uma rodada de negociação
Amanhã, está agendada mais uma reunião entre os técnicos-administrativos da universidades federais, em greve a quase cem dias, e a equipe do Ministério do Planejamento. A categoria espera uma contraproposta do governo para encerrar a greve, que paralisa as atividades de várias universidades, inclusive da UnB. A proposta do governo prevê o reajuste salarial entre 21,49% e 89,87% para a categoria nos próximos três anos. De acordo com os dados, em 2008, o piso teria uma correção de 5,37% e o teto de 17,79%. No ano seguinte, em 2009, o piso seria reajustado em 11,03% e o teto em 48,12%. Em 2010 a faixa inicial aumentaria 16,99% e a última, 86,26%, encerrando a reestruturação do quadro e carreira. Os servidores querem reajustes maiores, de acordo com a inflação prevista para o período. Hoje pela manhã, os servidores da UnB fazem assembléia e vão decidir se aprovam uma flexibilização da paralisação, que permitirá a matrícula para ao segundo semestre letivo e, conseqüentemente, o retorno das aulas. Os trabalhadores estão em greve desde 28 de maio, uma paralisação que envolve mais de 30 universidades federais e cerca de 150 mil trabalhadores.