antigas Publicado: 29/08/2007 | 11:00

Greves regionais afrontam governo

Jornal do Brasil

Seis das nove capitais departamentais (estaduais) da Bolívia uniram-se ontem numa paralisação em protesto contra a suposta intenção do governo de Evo Morales de impor na Constituinte um projeto próprio. A greve de 24 horas foi marcada por incidentes entre grupos da direita ligados a comitês regionais e comerciantes e motoristas de transporte público.

A paralisação é a segunda em oito meses enfrentada em mais da metade dos departamentos do país. Os manifestantes estão indignados com a suspensão de quatro membros do Tribunal Constitucional, aprovada há uma semana pela maioria governista, para que sejam julgados por prevaricação, a pedido de Morales. A paralisação também expressa apoio a Sucre, capital de Chuquisaca, que exige que a Constituinte reveja a decisão de eliminar da agenda o pedido de "capitalidade" plena, que restituiria a Sucre as sedes do Executivo e do Legislativo, transferidas a La Paz em 1899 depois de uma sangrenta guerra civil.

O Ministério do Trabalho declarou a ilegalidade da paralisação e anunciou descontos salariais àqueles que aderirem. As organizações cívicas, porém, organizaram brigadas para obrigar as pessoas a participar da paralisação.

A greve atingiu as capitais de Santa Cruz, Cochabamba, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca. Em Santa Cruz, há denúncias de que a União Juvenil Crucenhista, grupo radical, empregou a força para obrigar o fechamento do comércio na periferia, bloqueou as principais avenidas da cidade e espalhou pregos no chão para furar pneus.

Em Cochabamba, houve enfrentamentos entre militantes do Comitê Cívico, que pretendia bloquear as avenidas de acesso ao centro, e moradores dos bairros periféricos. Em Cobija, capital de Pando, a paralisação chegou a fechar a fronteira com o Brasil.

Em Sucre, dirigentes civis analisavam a possibilidade de iniciar um diálogo convocado pelo governo para avaliar a demanda regional. A proposta de que o Congresso transfira a Sucre algumas de suas atividades foi recusada ontem por representantes de La Paz na Constituinte.

Jornal do Brasil

Seis das nove capitais departamentais (estaduais) da Bolívia uniram-se ontem numa paralisação em protesto contra a suposta intenção do governo de Evo Morales de impor na Constituinte um projeto próprio. A greve de 24 horas foi marcada por incidentes entre grupos da direita ligados a comitês regionais e comerciantes e motoristas de transporte público.

A paralisação é a segunda em oito meses enfrentada em mais da metade dos departamentos do país. Os manifestantes estão indignados com a suspensão de quatro membros do Tribunal Constitucional, aprovada há uma semana pela maioria governista, para que sejam julgados por prevaricação, a pedido de Morales. A paralisação também expressa apoio a Sucre, capital de Chuquisaca, que exige que a Constituinte reveja a decisão de eliminar da agenda o pedido de "capitalidade" plena, que restituiria a Sucre as sedes do Executivo e do Legislativo, transferidas a La Paz em 1899 depois de uma sangrenta guerra civil.

O Ministério do Trabalho declarou a ilegalidade da paralisação e anunciou descontos salariais àqueles que aderirem. As organizações cívicas, porém, organizaram brigadas para obrigar as pessoas a participar da paralisação.

A greve atingiu as capitais de Santa Cruz, Cochabamba, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca. Em Santa Cruz, há denúncias de que a União Juvenil Crucenhista, grupo radical, empregou a força para obrigar o fechamento do comércio na periferia, bloqueou as principais avenidas da cidade e espalhou pregos no chão para furar pneus.

Em Cochabamba, houve enfrentamentos entre militantes do Comitê Cívico, que pretendia bloquear as avenidas de acesso ao centro, e moradores dos bairros periféricos. Em Cobija, capital de Pando, a paralisação chegou a fechar a fronteira com o Brasil.

Em Sucre, dirigentes civis analisavam a possibilidade de iniciar um diálogo convocado pelo governo para avaliar a demanda regional. A proposta de que o Congresso transfira a Sucre algumas de suas atividades foi recusada ontem por representantes de La Paz na Constituinte.