antigas Publicado: 30/08/2007 | 10:36

Desemprego cai no DF

Luciana Navarro
Correio Braziliense

Foram criadas 10,9 mil vagas em julho, o que reduziu a taxa de 18,1% para 17,7%. Só a administração pública contratou 6,8 mil
 
A taxa de desemprego medida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) caiu 0,4 ponto percentual entre junho e julho. De acordo com pesquisa divulgada ontem, o índice foi de 17,7% no mês passado, contra 18,1% do período anterior (veja quadro). O número é o menor registrado nos meses de julho há 11 anos. Os bons resultados se devem à criação de 10,9 mil vagas, total de postos capaz de absorver a soma de 7,7 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA) do DF. Apesar da queda, o índice de Brasília ainda está acima da média nacional, de 15,7%, e da verificada em capitais como São Paulo (15%), Belo Horizonte (12,3%) e Porto Alegre (13,8%).

A administração pública empregou 6,8 mil pessoas e foi a principal responsável pela redução da taxa no DF. O setor de serviços veio em segundo lugar, com 3,6 mil pessoas em novas vagas. A indústria de transformação abriu 1,2 mil postos de trabalho e o comércio, mil. “Os empregos nas lojas e mercados começam a aquecer e tendem a melhorar ainda mais”, afirmou o secretário interino de Trabalho, João Oliveira. A construção civil, no entanto, fechou mil vagas. “O pacote de obras lançado pelo governo do DF ainda não começou a gerar emprego, mas em breve será sentido pela pesquisa”, acrescentou. O crescimento dos postos no segmento de serviços é, de acordo com o secretário, uma conseqüência da retomada das atividades do governo, que voltou a solicitar trabalhos do mercado.

Claunéia Martins, 23 anos, procurava emprego desde o começo do ano em lojas e empresas. Foi contratada por um salão de beleza da cidade para trabalhar como recepcionista. “Estou satisfeita, é um local muito bom”, afirmou. Bruna de Souza Tava, 18, conquistou a primeira vaga no mercado como telefonista, mesmo sem ter experiência. Trabalha das 14h às 20h, o que lhe permite passar mais tempo com o filho de 1 ano. Ela e Claunéia são colegas de Daniel Almeida, 25, na empresa. Formado em biologia, ele desistiu de procurar emprego na área e buscou vaga como cabeleireiro. “Voltei a trabalhar com o que me ajudou a pagar faculdade, mas ainda quero fazer pós-graduação em biologia e estudar para concursos”, diz.

Os três foram beneficiados pela redução do tempo de procura por um posto, que passou de 1,5 ano, em 2006, para 1,2 ano, este ano. Entre os trabalhadores que ingressaram no mercado, 6,2 mil têm entre 40 e 59 anos e 2,1 mil, de 18 a 24. “Boa parte dos trabalhadores com mais de 40 anos voltaram a ter emprego por terem sido aprovados em concursos públicos”, disse Oliveira.

De acordo com a pesquisa do Dieese, a quantidade de desempregados é de 227,5 mil. Mesmo com a grande quantidade de pessoas procurando uma vaga no mercado, ainda sobram, em média, 300 postos nas agências do trabalhador por falta de pessoas qualificadas para ocupá-los.

EVOLUÇÃO

Desemprego no DF em 2007
Janeiro 17,6%
Fevereiro 17,9%
Março 18,9%
Abril 19%
Maio 18,4%
Junho 18,1%
Julho 17,7%
Fonte: Dieese

Luciana Navarro
Correio Braziliense

Foram criadas 10,9 mil vagas em julho, o que reduziu a taxa de 18,1% para 17,7%. Só a administração pública contratou 6,8 mil
 
A taxa de desemprego medida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) caiu 0,4 ponto percentual entre junho e julho. De acordo com pesquisa divulgada ontem, o índice foi de 17,7% no mês passado, contra 18,1% do período anterior (veja quadro). O número é o menor registrado nos meses de julho há 11 anos. Os bons resultados se devem à criação de 10,9 mil vagas, total de postos capaz de absorver a soma de 7,7 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA) do DF. Apesar da queda, o índice de Brasília ainda está acima da média nacional, de 15,7%, e da verificada em capitais como São Paulo (15%), Belo Horizonte (12,3%) e Porto Alegre (13,8%).

A administração pública empregou 6,8 mil pessoas e foi a principal responsável pela redução da taxa no DF. O setor de serviços veio em segundo lugar, com 3,6 mil pessoas em novas vagas. A indústria de transformação abriu 1,2 mil postos de trabalho e o comércio, mil. “Os empregos nas lojas e mercados começam a aquecer e tendem a melhorar ainda mais”, afirmou o secretário interino de Trabalho, João Oliveira. A construção civil, no entanto, fechou mil vagas. “O pacote de obras lançado pelo governo do DF ainda não começou a gerar emprego, mas em breve será sentido pela pesquisa”, acrescentou. O crescimento dos postos no segmento de serviços é, de acordo com o secretário, uma conseqüência da retomada das atividades do governo, que voltou a solicitar trabalhos do mercado.

Claunéia Martins, 23 anos, procurava emprego desde o começo do ano em lojas e empresas. Foi contratada por um salão de beleza da cidade para trabalhar como recepcionista. “Estou satisfeita, é um local muito bom”, afirmou. Bruna de Souza Tava, 18, conquistou a primeira vaga no mercado como telefonista, mesmo sem ter experiência. Trabalha das 14h às 20h, o que lhe permite passar mais tempo com o filho de 1 ano. Ela e Claunéia são colegas de Daniel Almeida, 25, na empresa. Formado em biologia, ele desistiu de procurar emprego na área e buscou vaga como cabeleireiro. “Voltei a trabalhar com o que me ajudou a pagar faculdade, mas ainda quero fazer pós-graduação em biologia e estudar para concursos”, diz.

Os três foram beneficiados pela redução do tempo de procura por um posto, que passou de 1,5 ano, em 2006, para 1,2 ano, este ano. Entre os trabalhadores que ingressaram no mercado, 6,2 mil têm entre 40 e 59 anos e 2,1 mil, de 18 a 24. “Boa parte dos trabalhadores com mais de 40 anos voltaram a ter emprego por terem sido aprovados em concursos públicos”, disse Oliveira.

De acordo com a pesquisa do Dieese, a quantidade de desempregados é de 227,5 mil. Mesmo com a grande quantidade de pessoas procurando uma vaga no mercado, ainda sobram, em média, 300 postos nas agências do trabalhador por falta de pessoas qualificadas para ocupá-los.

EVOLUÇÃO

Desemprego no DF em 2007
Janeiro 17,6%
Fevereiro 17,9%
Março 18,9%
Abril 19%
Maio 18,4%
Junho 18,1%
Julho 17,7%
Fonte: Dieese