antigas Publicado: 30/08/2007 | 10:39

Greve perto do fim

Mariana Flores
Correio Braziliense

Técnicos administrativos das universidades federais decidem até amanhã destino do movimento. Fasubra recomenda volta ao trabalho

Somando 94 dias de greve, os técnicos administrativos das universidades federais devem voltar ao trabalho a partir da próxima semana. Hoje e amanhã eles realizarão assembléias em todo o país, mas a orientação do comando de greve é pela aceitação da proposta do governo, que prevê reajustes entre 20% e 82% até 2010. O piso da categoria passará dos atuais R$ 701 para os funcionários auxiliares, que estudaram até o ensino fundamental, para R$ 920. “Estamos indicando que a categoria acate a proposta porque chegamos a um limite político de negociação com o governo”, afirma a coordenadora-geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra), Leia de Souza Oliveira.

Na Universidade de Brasília (UnB) os servidores liberaram o registro dos calouros, finalizado ontem, e a matrícula dos alunos, que vai até amanhã. Se decidirem pela volta, abrirão a biblioteca e o restaurante universitário a partir da próxima semana. O semestre letivo terá início segunda-feira, dia 3. Os estudantes comemoram a volta às aulas. Aluno do 13º semestre de engenharia de redes, André Felipe Trindade, de 25 anos, já contabiliza sua quarta greve, desde que ingressou na universidade. “Perco oportunidades de buscar mestrado fora do país ou de fazer cursos porque não sei quando vai terminar de vez a greve ou quando vamos ter outra paralisação para saber quando exatamente irei me formar”, lamenta. 
 
Corte de ponto para fiscais

Enquanto os técnicos administrativos das universidades federais decidem pela volta ao trabalho, os docentes estudam a possibilidade de entrar em greve a partir de setembro. Ontem os professores da Universidade de Brasília (UnB) confirmaram a decisão tomada em âmbito nacional, que prevê uma paralisação de 24 horas no dia 13 de setembro e uma greve a partir da última semana do mesmo mês. Os docentes pretendem parar por tempo indeterminado caso a reunião com representantes do governo prevista para o dia 13 não evolua para uma proposta de reajuste.

Os professores engrossam o grupo de servidores que pressionam o governo por reajustes salariais atualmente. Ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ameaçou cortar o ponto dos fiscais agropecuários, que há dois meses fazem paralisações alternadas e pararam de vez na última terça-feira. Segundo ele, o governo não avançará na proposta feita, de reajuste de 20,3% até 2010.

Outras três categorias fizeram manifestações ontem lutando por reivindicações específicas. Os policiais rodoviários federais reuniram cerca de mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Eles pedem um reajuste de 47%, além da criação de um plano de carreira, e do aumento do efetivo de 10,3 mil para 20,3 mil. Os policiais querem ainda que os contratados sejam de nível superior e não mais de nível médio, como atualmente. “Desta forma entraria na carreira um pessoal mais qualificado, mais velho e com mais experiência de vida”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, José Nivaldino Rodrigues.

Os advogados públicos se mobilizaram durante toda a quarta-feira e param hoje por 24 horas, cobrando do governo o cumprimento de acordos firmados nos últimos meses, que prevêem o repasse de honorários advocatícios ou reajustes salariais. Hoje eles farão uma manifestação em frente à Advocacia Geral da União (AGU) cobrando ainda melhorias nas condições de trabalho e criação de uma carreira técnica de apoio de nível superior.

Também ontem os funcionários da Fundação Oswaldo Cruz fizeram uma paralisação de 24 horas reagindo à possibilidade de corte do adicional de insalubridade de parte dos trabalhadores. Segundo o sindicato que representa a categoria, pelo menos metade dos servidores da fundação sofreria perdas de cerca de 10% em seus contracheques. Somente os serviços considerados essenciais funcionaram, em regime de plantão.

Mariana Flores
Correio Braziliense

Técnicos administrativos das universidades federais decidem até amanhã destino do movimento. Fasubra recomenda volta ao trabalho

Somando 94 dias de greve, os técnicos administrativos das universidades federais devem voltar ao trabalho a partir da próxima semana. Hoje e amanhã eles realizarão assembléias em todo o país, mas a orientação do comando de greve é pela aceitação da proposta do governo, que prevê reajustes entre 20% e 82% até 2010. O piso da categoria passará dos atuais R$ 701 para os funcionários auxiliares, que estudaram até o ensino fundamental, para R$ 920. “Estamos indicando que a categoria acate a proposta porque chegamos a um limite político de negociação com o governo”, afirma a coordenadora-geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra), Leia de Souza Oliveira.

Na Universidade de Brasília (UnB) os servidores liberaram o registro dos calouros, finalizado ontem, e a matrícula dos alunos, que vai até amanhã. Se decidirem pela volta, abrirão a biblioteca e o restaurante universitário a partir da próxima semana. O semestre letivo terá início segunda-feira, dia 3. Os estudantes comemoram a volta às aulas. Aluno do 13º semestre de engenharia de redes, André Felipe Trindade, de 25 anos, já contabiliza sua quarta greve, desde que ingressou na universidade. “Perco oportunidades de buscar mestrado fora do país ou de fazer cursos porque não sei quando vai terminar de vez a greve ou quando vamos ter outra paralisação para saber quando exatamente irei me formar”, lamenta. 
 
Corte de ponto para fiscais

Enquanto os técnicos administrativos das universidades federais decidem pela volta ao trabalho, os docentes estudam a possibilidade de entrar em greve a partir de setembro. Ontem os professores da Universidade de Brasília (UnB) confirmaram a decisão tomada em âmbito nacional, que prevê uma paralisação de 24 horas no dia 13 de setembro e uma greve a partir da última semana do mesmo mês. Os docentes pretendem parar por tempo indeterminado caso a reunião com representantes do governo prevista para o dia 13 não evolua para uma proposta de reajuste.

Os professores engrossam o grupo de servidores que pressionam o governo por reajustes salariais atualmente. Ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ameaçou cortar o ponto dos fiscais agropecuários, que há dois meses fazem paralisações alternadas e pararam de vez na última terça-feira. Segundo ele, o governo não avançará na proposta feita, de reajuste de 20,3% até 2010.

Outras três categorias fizeram manifestações ontem lutando por reivindicações específicas. Os policiais rodoviários federais reuniram cerca de mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Eles pedem um reajuste de 47%, além da criação de um plano de carreira, e do aumento do efetivo de 10,3 mil para 20,3 mil. Os policiais querem ainda que os contratados sejam de nível superior e não mais de nível médio, como atualmente. “Desta forma entraria na carreira um pessoal mais qualificado, mais velho e com mais experiência de vida”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, José Nivaldino Rodrigues.

Os advogados públicos se mobilizaram durante toda a quarta-feira e param hoje por 24 horas, cobrando do governo o cumprimento de acordos firmados nos últimos meses, que prevêem o repasse de honorários advocatícios ou reajustes salariais. Hoje eles farão uma manifestação em frente à Advocacia Geral da União (AGU) cobrando ainda melhorias nas condições de trabalho e criação de uma carreira técnica de apoio de nível superior.

Também ontem os funcionários da Fundação Oswaldo Cruz fizeram uma paralisação de 24 horas reagindo à possibilidade de corte do adicional de insalubridade de parte dos trabalhadores. Segundo o sindicato que representa a categoria, pelo menos metade dos servidores da fundação sofreria perdas de cerca de 10% em seus contracheques. Somente os serviços considerados essenciais funcionaram, em regime de plantão.