antigas Publicado: 14/09/2007 | 10:26

Correios suspendem serviços

Luciano Pires
Correio Braziliense

PARALISAÇÕES
Empresa deixa de oferecer produtos, como Sedex 10 e Sedex Hoje, por causa da greve de servidores. Para sindicato, adesão é de 80%, mas ECT diz que movimento está localizado

No primeiro dia de greve dos funcionários dos Correios, as 12.329 agências espalhadas pelo país abriram as portas, mas não puderam oferecer todos os serviços ao público. Sem ter como garantir que a encomenda chegue ao destino no horário combinado, a empresa suspendeu produtos como o Sedex 10 e o Sedex Hoje. Desfalcados de mão-de-obra, os postos mantiveram apenas o envio simples de encomendas expressas.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) estima que o movimento alcançou 80% do corpo funcional. De acordo com a entidade, que representa os cerca de 110 mil funcionários, 22 estados e o Distrito Federal aderiram. Os servidores exigem reajuste de 4,91%, uma parcela fixa de R$ 200, além da recuperação das perdas salariais acumuladas no passado (47,77%). Os Correios oferecem um aumento de 3,74% imediatamente, R$ 50 em janeiro de 2008, reajuste do tíquete de R$ 15 para R$ 17, a concessão de um abono de R$ 200 já e outros R$ 200 em janeiro do próximo ano.

A avaliação da companhia é que a paralisação está localizada. Apesar do protesto ocorrer em nível nacional, não houve problemas no atendimento nem com o transporte de cargas. Na linha de frente, a greve também não causou tantos transtornos: de acordo com os Correios, só 17% (15 mil) dos carteiros cruzaram os braços. No início da noite de ontem, grevistas se reuniram com a direção dos Correios. A empresa admitiu rediscutir a pauta de reivindicações, mas descartou conceder aumentos além dos que já foram prometidos. Os dias parados serão descontados nos contracheques e, caso não haja acordo, a empresa ameaça levar a questão para a Justiça do Trabalho já na segunda-feira.

Entre as cidades mais afetadas pela paralisação estão Curitiba, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Ontem pela manhã houve protestos no DF e na capital paulista. As manifestações tiveram como objetivo convencer os servidores indecisos a parar. A Fentect informou que a greve é por tempo indeterminado.

De 2003 a 2007, conforme os Correios, os funcionários tiveram reajustes de 103%, contra uma inflação de 46,8%. No primeiro ano de gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os carteiros ganharam um aumento de 23%. A proposta feita pela companhia no início da semana tem maior impacto sobre os salários mais baixos.

Luciano Pires
Correio Braziliense

PARALISAÇÕES
Empresa deixa de oferecer produtos, como Sedex 10 e Sedex Hoje, por causa da greve de servidores. Para sindicato, adesão é de 80%, mas ECT diz que movimento está localizado

No primeiro dia de greve dos funcionários dos Correios, as 12.329 agências espalhadas pelo país abriram as portas, mas não puderam oferecer todos os serviços ao público. Sem ter como garantir que a encomenda chegue ao destino no horário combinado, a empresa suspendeu produtos como o Sedex 10 e o Sedex Hoje. Desfalcados de mão-de-obra, os postos mantiveram apenas o envio simples de encomendas expressas.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) estima que o movimento alcançou 80% do corpo funcional. De acordo com a entidade, que representa os cerca de 110 mil funcionários, 22 estados e o Distrito Federal aderiram. Os servidores exigem reajuste de 4,91%, uma parcela fixa de R$ 200, além da recuperação das perdas salariais acumuladas no passado (47,77%). Os Correios oferecem um aumento de 3,74% imediatamente, R$ 50 em janeiro de 2008, reajuste do tíquete de R$ 15 para R$ 17, a concessão de um abono de R$ 200 já e outros R$ 200 em janeiro do próximo ano.

A avaliação da companhia é que a paralisação está localizada. Apesar do protesto ocorrer em nível nacional, não houve problemas no atendimento nem com o transporte de cargas. Na linha de frente, a greve também não causou tantos transtornos: de acordo com os Correios, só 17% (15 mil) dos carteiros cruzaram os braços. No início da noite de ontem, grevistas se reuniram com a direção dos Correios. A empresa admitiu rediscutir a pauta de reivindicações, mas descartou conceder aumentos além dos que já foram prometidos. Os dias parados serão descontados nos contracheques e, caso não haja acordo, a empresa ameaça levar a questão para a Justiça do Trabalho já na segunda-feira.

Entre as cidades mais afetadas pela paralisação estão Curitiba, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Ontem pela manhã houve protestos no DF e na capital paulista. As manifestações tiveram como objetivo convencer os servidores indecisos a parar. A Fentect informou que a greve é por tempo indeterminado.

De 2003 a 2007, conforme os Correios, os funcionários tiveram reajustes de 103%, contra uma inflação de 46,8%. No primeiro ano de gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os carteiros ganharam um aumento de 23%. A proposta feita pela companhia no início da semana tem maior impacto sobre os salários mais baixos.