antigas Publicado: 18/09/2007 | 10:01

Metalúrgicos paralisam atividades em 13 estados

Sonia Moraes
Gazeta Mercantil

A paralisação nacional dos metalúrgicos organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/FS), pode atenuar a expectativa de produção recorde de veículos neste ano. Segundo Rafael Marques, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a mobilização de hoje vai atingir 130 fábricas metalúrgicas de 13 estados brasileiros. No ABC paulista cerca de 34 mil trabalhadores vão paralisar as atividades por duas horas na Volkswagen, Ford, Scania e DaimlerChrysler para discutir o contrato coletivo nacional para eliminar distorções salariais existentes na categoria. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC , um trabalhador na região ganha em média um salário mensal de R$ 3.563 - 470% maior que um trabalhador de Sete Lagoas (MG).
"Além da alta rotatividade dos empregados do setor, vamos discutir também a unificação da data-base, o piso salarial e a jornada de trabalho da categoria em todo o País", disse Marques.
De 1997 a 2006, a média da rotatividade dos empregados no setor metalúrgico ficou entre 25 e 30%. Em 2006, mesmo mantendo um saldo positivo (admissões menos demissões) de 70 mil vagas, o número de demissões (409.716) é muito alto. A média do tempo que um trabalhador permanece no emprego na Alemanha é de 10,4 anos e no Canadá são 7,8 anos. Os dois países ratificaram a convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil, a média é de 3,5 anos. Entre os metalúrgicos, metade não chega a completar 2 anos na vaga.
Em razão disso a previsão de 2007 é que o valor do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para ser desembolsado pelo governo federal para o pagamento do seguro-desemprego chega a R$ 12,2 bilhões, para atender cerca de 5,9 milhões de trabalhadores que deverão ser demitidos sem justa causa e com mais de seis meses de trabalho. Em 2006, os gastos foram de R$ 10,3 bilhões e para 2008 devem sair dos cofres públicos R$ 13,2 bilhões.

Sonia Moraes
Gazeta Mercantil

A paralisação nacional dos metalúrgicos organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/FS), pode atenuar a expectativa de produção recorde de veículos neste ano. Segundo Rafael Marques, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a mobilização de hoje vai atingir 130 fábricas metalúrgicas de 13 estados brasileiros. No ABC paulista cerca de 34 mil trabalhadores vão paralisar as atividades por duas horas na Volkswagen, Ford, Scania e DaimlerChrysler para discutir o contrato coletivo nacional para eliminar distorções salariais existentes na categoria. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC , um trabalhador na região ganha em média um salário mensal de R$ 3.563 - 470% maior que um trabalhador de Sete Lagoas (MG).
"Além da alta rotatividade dos empregados do setor, vamos discutir também a unificação da data-base, o piso salarial e a jornada de trabalho da categoria em todo o País", disse Marques.
De 1997 a 2006, a média da rotatividade dos empregados no setor metalúrgico ficou entre 25 e 30%. Em 2006, mesmo mantendo um saldo positivo (admissões menos demissões) de 70 mil vagas, o número de demissões (409.716) é muito alto. A média do tempo que um trabalhador permanece no emprego na Alemanha é de 10,4 anos e no Canadá são 7,8 anos. Os dois países ratificaram a convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil, a média é de 3,5 anos. Entre os metalúrgicos, metade não chega a completar 2 anos na vaga.
Em razão disso a previsão de 2007 é que o valor do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para ser desembolsado pelo governo federal para o pagamento do seguro-desemprego chega a R$ 12,2 bilhões, para atender cerca de 5,9 milhões de trabalhadores que deverão ser demitidos sem justa causa e com mais de seis meses de trabalho. Em 2006, os gastos foram de R$ 10,3 bilhões e para 2008 devem sair dos cofres públicos R$ 13,2 bilhões.