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Publicado: 19/09/2007 | 09:27
Mais de 14 milhões transpõem a linha da miséria no País
Sabrina Lorenzi
Gazeta Mercantil
FGV mostra queo bolo dos 50% mais pobres cresceu 12%; e o dos 10% mais ricos, 7,8%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga hoje que mais de 14 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para trás nos últimos quatro anos, no primeiro mandato do governo Lula. A redução da miséria bateu recorde no ano passado, quando 15% dos pobres superaram a linha de pobreza da FGV (miserável, pela classificação da instituição, é o cidadão que vive com menos de R$ 125 por mês com o custo vida de São Paulo).
"Além do mérito próprio – investimentos pesados em programas sociais e aumento do salário mínimo – e da bonança mundial, Lula colheu frutos do Fernando Henrique, sobretudo na área de educação", avalia o chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV, Marcelo Cortes Neri. De 2003 a 2006, a queda foi de 33%. Já no governo FHC, a pobreza recuou após o Plano Real, mas depois ficou praticamente estagnada. Em contrapartida, os dois mandatos tucanos colocaram mais rapidamente crianças na escola.
Em 1993, antes do Plano Real, a miséria atingia 35,16% dos brasileiros. Em 1995, a proporção recuou para 28,79% da população e neste patamar ficou até 1997. Em 1998, o número de pobres voltou a diminuir, mas subiu nos anos seguintes e encerrou a era FHC com alcance de 26,72%.
No primeiro ano de Lula, a pobreza refletiu a crise econômica e cresceu para 28,17% dos brasileiros. Desde então, o total de pobres só faz recuar. Em 2004, para 25,38%, seguido de 22,77% da população em 2005. Em 2006, 7 milhões de pessoas saíram da linha da miséria. Foi uma queda de 15%, mas cerca de 36,2 milhões (19,3% da população) ainda recebem menos de R$ 125 por mês.
"O mais surpreendente é que a pobreza caiu muito após dois anos consecutivos muito bons em termos de queda da miséria, mostrando que trata-se de um processo contínuo, ao contrário do que acontece no resto do mundo". Segundo ele, mais que a redução da desigualdade social, que continuou acontecendo no ano passado após fortes quedas em anos anteriores, o crescimento da economia foi o que mais espantou a miséria. O PIB per capita cresceu 9,16%, o que ele classifica como "próximo a um crescimento chinês". "Olhando a distribuição de renda, os 50% mais pobres cresceram o seu bolo em 12% e os 10% mais ricos em 7,8%. Ou seja, o bolo cresceu com mais fermento entre os mais pobres."
A pesquisa "Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: O Real do Lula" foi realizada com base em microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na semana passada. A Pnad mostrou que 2006 foi um dos melhores anos para o mercado de trabalho, com aumento da ocupação, redução do desemprego e maior aumento da renda desde o Plano Real. Também é possível verificar, na pesquisa do IBGE, que os 50% mais pobres da população conseguiram recuperar as perdas dos últimos oito anos, algo que a classe média ainda não experimentou.
Gazeta Mercantil
FGV mostra queo bolo dos 50% mais pobres cresceu 12%; e o dos 10% mais ricos, 7,8%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga hoje que mais de 14 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para trás nos últimos quatro anos, no primeiro mandato do governo Lula. A redução da miséria bateu recorde no ano passado, quando 15% dos pobres superaram a linha de pobreza da FGV (miserável, pela classificação da instituição, é o cidadão que vive com menos de R$ 125 por mês com o custo vida de São Paulo).
"Além do mérito próprio – investimentos pesados em programas sociais e aumento do salário mínimo – e da bonança mundial, Lula colheu frutos do Fernando Henrique, sobretudo na área de educação", avalia o chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV, Marcelo Cortes Neri. De 2003 a 2006, a queda foi de 33%. Já no governo FHC, a pobreza recuou após o Plano Real, mas depois ficou praticamente estagnada. Em contrapartida, os dois mandatos tucanos colocaram mais rapidamente crianças na escola.
Em 1993, antes do Plano Real, a miséria atingia 35,16% dos brasileiros. Em 1995, a proporção recuou para 28,79% da população e neste patamar ficou até 1997. Em 1998, o número de pobres voltou a diminuir, mas subiu nos anos seguintes e encerrou a era FHC com alcance de 26,72%.
No primeiro ano de Lula, a pobreza refletiu a crise econômica e cresceu para 28,17% dos brasileiros. Desde então, o total de pobres só faz recuar. Em 2004, para 25,38%, seguido de 22,77% da população em 2005. Em 2006, 7 milhões de pessoas saíram da linha da miséria. Foi uma queda de 15%, mas cerca de 36,2 milhões (19,3% da população) ainda recebem menos de R$ 125 por mês.
"O mais surpreendente é que a pobreza caiu muito após dois anos consecutivos muito bons em termos de queda da miséria, mostrando que trata-se de um processo contínuo, ao contrário do que acontece no resto do mundo". Segundo ele, mais que a redução da desigualdade social, que continuou acontecendo no ano passado após fortes quedas em anos anteriores, o crescimento da economia foi o que mais espantou a miséria. O PIB per capita cresceu 9,16%, o que ele classifica como "próximo a um crescimento chinês". "Olhando a distribuição de renda, os 50% mais pobres cresceram o seu bolo em 12% e os 10% mais ricos em 7,8%. Ou seja, o bolo cresceu com mais fermento entre os mais pobres."
A pesquisa "Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: O Real do Lula" foi realizada com base em microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na semana passada. A Pnad mostrou que 2006 foi um dos melhores anos para o mercado de trabalho, com aumento da ocupação, redução do desemprego e maior aumento da renda desde o Plano Real. Também é possível verificar, na pesquisa do IBGE, que os 50% mais pobres da população conseguiram recuperar as perdas dos últimos oito anos, algo que a classe média ainda não experimentou.
Sabrina Lorenzi
Gazeta Mercantil
FGV mostra queo bolo dos 50% mais pobres cresceu 12%; e o dos 10% mais ricos, 7,8%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga hoje que mais de 14 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para trás nos últimos quatro anos, no primeiro mandato do governo Lula. A redução da miséria bateu recorde no ano passado, quando 15% dos pobres superaram a linha de pobreza da FGV (miserável, pela classificação da instituição, é o cidadão que vive com menos de R$ 125 por mês com o custo vida de São Paulo).
"Além do mérito próprio – investimentos pesados em programas sociais e aumento do salário mínimo – e da bonança mundial, Lula colheu frutos do Fernando Henrique, sobretudo na área de educação", avalia o chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV, Marcelo Cortes Neri. De 2003 a 2006, a queda foi de 33%. Já no governo FHC, a pobreza recuou após o Plano Real, mas depois ficou praticamente estagnada. Em contrapartida, os dois mandatos tucanos colocaram mais rapidamente crianças na escola.
Em 1993, antes do Plano Real, a miséria atingia 35,16% dos brasileiros. Em 1995, a proporção recuou para 28,79% da população e neste patamar ficou até 1997. Em 1998, o número de pobres voltou a diminuir, mas subiu nos anos seguintes e encerrou a era FHC com alcance de 26,72%.
No primeiro ano de Lula, a pobreza refletiu a crise econômica e cresceu para 28,17% dos brasileiros. Desde então, o total de pobres só faz recuar. Em 2004, para 25,38%, seguido de 22,77% da população em 2005. Em 2006, 7 milhões de pessoas saíram da linha da miséria. Foi uma queda de 15%, mas cerca de 36,2 milhões (19,3% da população) ainda recebem menos de R$ 125 por mês.
"O mais surpreendente é que a pobreza caiu muito após dois anos consecutivos muito bons em termos de queda da miséria, mostrando que trata-se de um processo contínuo, ao contrário do que acontece no resto do mundo". Segundo ele, mais que a redução da desigualdade social, que continuou acontecendo no ano passado após fortes quedas em anos anteriores, o crescimento da economia foi o que mais espantou a miséria. O PIB per capita cresceu 9,16%, o que ele classifica como "próximo a um crescimento chinês". "Olhando a distribuição de renda, os 50% mais pobres cresceram o seu bolo em 12% e os 10% mais ricos em 7,8%. Ou seja, o bolo cresceu com mais fermento entre os mais pobres."
A pesquisa "Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: O Real do Lula" foi realizada com base em microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na semana passada. A Pnad mostrou que 2006 foi um dos melhores anos para o mercado de trabalho, com aumento da ocupação, redução do desemprego e maior aumento da renda desde o Plano Real. Também é possível verificar, na pesquisa do IBGE, que os 50% mais pobres da população conseguiram recuperar as perdas dos últimos oito anos, algo que a classe média ainda não experimentou.
Gazeta Mercantil
FGV mostra queo bolo dos 50% mais pobres cresceu 12%; e o dos 10% mais ricos, 7,8%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga hoje que mais de 14 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para trás nos últimos quatro anos, no primeiro mandato do governo Lula. A redução da miséria bateu recorde no ano passado, quando 15% dos pobres superaram a linha de pobreza da FGV (miserável, pela classificação da instituição, é o cidadão que vive com menos de R$ 125 por mês com o custo vida de São Paulo).
"Além do mérito próprio – investimentos pesados em programas sociais e aumento do salário mínimo – e da bonança mundial, Lula colheu frutos do Fernando Henrique, sobretudo na área de educação", avalia o chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV, Marcelo Cortes Neri. De 2003 a 2006, a queda foi de 33%. Já no governo FHC, a pobreza recuou após o Plano Real, mas depois ficou praticamente estagnada. Em contrapartida, os dois mandatos tucanos colocaram mais rapidamente crianças na escola.
Em 1993, antes do Plano Real, a miséria atingia 35,16% dos brasileiros. Em 1995, a proporção recuou para 28,79% da população e neste patamar ficou até 1997. Em 1998, o número de pobres voltou a diminuir, mas subiu nos anos seguintes e encerrou a era FHC com alcance de 26,72%.
No primeiro ano de Lula, a pobreza refletiu a crise econômica e cresceu para 28,17% dos brasileiros. Desde então, o total de pobres só faz recuar. Em 2004, para 25,38%, seguido de 22,77% da população em 2005. Em 2006, 7 milhões de pessoas saíram da linha da miséria. Foi uma queda de 15%, mas cerca de 36,2 milhões (19,3% da população) ainda recebem menos de R$ 125 por mês.
"O mais surpreendente é que a pobreza caiu muito após dois anos consecutivos muito bons em termos de queda da miséria, mostrando que trata-se de um processo contínuo, ao contrário do que acontece no resto do mundo". Segundo ele, mais que a redução da desigualdade social, que continuou acontecendo no ano passado após fortes quedas em anos anteriores, o crescimento da economia foi o que mais espantou a miséria. O PIB per capita cresceu 9,16%, o que ele classifica como "próximo a um crescimento chinês". "Olhando a distribuição de renda, os 50% mais pobres cresceram o seu bolo em 12% e os 10% mais ricos em 7,8%. Ou seja, o bolo cresceu com mais fermento entre os mais pobres."
A pesquisa "Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: O Real do Lula" foi realizada com base em microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na semana passada. A Pnad mostrou que 2006 foi um dos melhores anos para o mercado de trabalho, com aumento da ocupação, redução do desemprego e maior aumento da renda desde o Plano Real. Também é possível verificar, na pesquisa do IBGE, que os 50% mais pobres da população conseguiram recuperar as perdas dos últimos oito anos, algo que a classe média ainda não experimentou.