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Publicado: 20/09/2007 | 11:29
Conta-laranja é confirmada
Ana Maria Campos
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ex-funcionário do gabinete de Kokay, exonerado depois de denúncias de caixa 2, diz ter feito movimentações em nome de Geraldo Batista
O bancário aposentado Ailton Passos Jardim, que exerceu um alto cargo no gabinete da deputada Érika Kokay (PT), confirmou ontem ter utilizado a conta corrente no Banco do Brasil mantida em nome de Geraldo Batista da Rocha Júnior, ex-motorista da parlamentar petista. Em depoimento prestado ontem ao corregedor da Câmara Legislativa, Rôney Nemer (PMDB), Ailton disse que usou algumas folhas de cheques dessa conta para quitar dívidas feitas com amigos. Ele também teria trocado um cheque da suposta conta-laranja na empresa de factoring Prisma, de propriedade de dois ex-bancários.
Nas representações protocoladas na Câmara e no Ministério Público Federal, Geraldo Batista afirma que abriu uma conta em seu nome em 2003, para ajudar Kokay a movimentar um suposto caixa 2. Ailton Passos é apontado por ele como o mentor e responsável pelos depósitos e pagamentos feitos em seu nome. Segundo a denúncia, Ailton ficou com a senha e o cartão da conta corrente. Geraldo Batista também lhe repassava cheques assinados em branco para que supostamente fossem usados conforme a conveniência dos aliados da deputada distrital.
No depoimento de ontem, Ailton Passos afirmou que Érika Kokay não sabia da existência da conta-laranja. Ele também negou que tivesse o controle sobre a movimentação que seria, segundo alegou, de responsabilidade exclusiva de Geraldo Batista. Por conta das denúncias, Ailton foi exonerado há um mês da função que exercia no gabinete da deputada. Érika Kokay alegou na ocasião que o assessor não conseguira apresentar uma justificativa para o envolvimento com a conta de Geraldo Batista e por esse motivo não poderia ser mantido no cargo.
Devolução
Outra denúncia feita por Geraldo Batista é de que durante três meses, quando teve uma promoção no cargo que ocupava na Câmara, foi obrigado a devolver parte do salário para que o dinheiro fosse utilizado no suposto caixa 2. Ele apresentou comprovantes de que repassou R$ 1 mil, em janeiro e maio de 2004, para o chefe de gabinete da distrital, Alair Vargas. A assessoria de Kokay sustenta que a origem dessa transação é um empréstimo de Alair para Geraldo Batista.
De acordo com o corregedor, não há mais dúvidas de que havia uma movimentação suspeita na conta corrente do ex-servidor da Câmara Legislativa. Para Rôney, no entanto, não há ainda elementos que comprovem que a petista soubesse da movimentação irregular. “Essa história é muito nebulosa. Terei de analisar todo o material com muito cuidado para chegar a uma conclusão”, avalia Nemer. Ele ressaltou ontem que vai se ater apenas à questão do decoro parlamentar. Ilícitos identificados na investigação serão encaminhados para os órgãos competentes, como Receita Federal e Ministério Público Federal.
O peemedebista vai apresentar um parecer sobre a abertura ou não de processo por quebra de decoro parlamentar na próxima segunda-feira. É provável que hoje ou amanhã o corregedor colha o depoimento da deputada. Ela manifestou interesse em prestar novos esclarecimentos.
Ana Maria Campos
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ex-funcionário do gabinete de Kokay, exonerado depois de denúncias de caixa 2, diz ter feito movimentações em nome de Geraldo Batista
O bancário aposentado Ailton Passos Jardim, que exerceu um alto cargo no gabinete da deputada Érika Kokay (PT), confirmou ontem ter utilizado a conta corrente no Banco do Brasil mantida em nome de Geraldo Batista da Rocha Júnior, ex-motorista da parlamentar petista. Em depoimento prestado ontem ao corregedor da Câmara Legislativa, Rôney Nemer (PMDB), Ailton disse que usou algumas folhas de cheques dessa conta para quitar dívidas feitas com amigos. Ele também teria trocado um cheque da suposta conta-laranja na empresa de factoring Prisma, de propriedade de dois ex-bancários.
Nas representações protocoladas na Câmara e no Ministério Público Federal, Geraldo Batista afirma que abriu uma conta em seu nome em 2003, para ajudar Kokay a movimentar um suposto caixa 2. Ailton Passos é apontado por ele como o mentor e responsável pelos depósitos e pagamentos feitos em seu nome. Segundo a denúncia, Ailton ficou com a senha e o cartão da conta corrente. Geraldo Batista também lhe repassava cheques assinados em branco para que supostamente fossem usados conforme a conveniência dos aliados da deputada distrital.
No depoimento de ontem, Ailton Passos afirmou que Érika Kokay não sabia da existência da conta-laranja. Ele também negou que tivesse o controle sobre a movimentação que seria, segundo alegou, de responsabilidade exclusiva de Geraldo Batista. Por conta das denúncias, Ailton foi exonerado há um mês da função que exercia no gabinete da deputada. Érika Kokay alegou na ocasião que o assessor não conseguira apresentar uma justificativa para o envolvimento com a conta de Geraldo Batista e por esse motivo não poderia ser mantido no cargo.
Devolução
Outra denúncia feita por Geraldo Batista é de que durante três meses, quando teve uma promoção no cargo que ocupava na Câmara, foi obrigado a devolver parte do salário para que o dinheiro fosse utilizado no suposto caixa 2. Ele apresentou comprovantes de que repassou R$ 1 mil, em janeiro e maio de 2004, para o chefe de gabinete da distrital, Alair Vargas. A assessoria de Kokay sustenta que a origem dessa transação é um empréstimo de Alair para Geraldo Batista.
De acordo com o corregedor, não há mais dúvidas de que havia uma movimentação suspeita na conta corrente do ex-servidor da Câmara Legislativa. Para Rôney, no entanto, não há ainda elementos que comprovem que a petista soubesse da movimentação irregular. “Essa história é muito nebulosa. Terei de analisar todo o material com muito cuidado para chegar a uma conclusão”, avalia Nemer. Ele ressaltou ontem que vai se ater apenas à questão do decoro parlamentar. Ilícitos identificados na investigação serão encaminhados para os órgãos competentes, como Receita Federal e Ministério Público Federal.
O peemedebista vai apresentar um parecer sobre a abertura ou não de processo por quebra de decoro parlamentar na próxima segunda-feira. É provável que hoje ou amanhã o corregedor colha o depoimento da deputada. Ela manifestou interesse em prestar novos esclarecimentos.