antigas Publicado: 20/09/2007 | 11:59

Greve nos Correios perto do fim

Luciano Pires
Correio Braziliense

Representantes dos servidores aceitam nova proposta da empresa e retorno ao trabalho deve ser aprovado em assembléias. Em reunião de dissídio no TST, valor do abono foi elevado para R$ 600

Por maioria, o comando de greve que negocia com a direção dos Correios o fim da paralisação dos funcionários iniciada no último dia 12 aceitou ontem a nova proposta apresentada pela empresa. Com isso, as assembléias estaduais — iniciadas ontem à noite — devem aprovar o retorno ao trabalho. A reviravolta no impasse entre os trabalhadores e a estatal ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) começou a julgar o dissídio coletivo solicitado pela companhia.

A proposta aceita por quase todos os representantes dos trabalhadores prevê um reajuste salarial de 3,74%, além de abono de R$ 500 e aumento linear de R$ 60 a toda a categoria a partir de janeiro. Os grevistas também não precisarão repor as horas paradas, desde que as entregas em atraso cheguem ao destino ainda este mês.

Na audiência de conciliação ocorrida ontem, o TST deu prazo até as 14h de hoje para que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) apresente sua defesa no processo de dissídio coletivo solicitado pelos Correios. O vice-presidente do tribunal, ministro Milton de Moura França, reuniu-se com representantes dos funcionários. Segundo ele, o protesto tem reflexos negativos sobre a sociedade e precisa ser resolvido. Caso a greve termine, a Fentect fará a comunicação ao tribunal e o ultimato perde efeito.

A paralisação dos funcionários dos Correios atingiu 24 estados e o Distrito Federal. A pauta de reivindicações é extensa: reajuste de 4,91%, uma parcela fixa de R$ 200, recuperação das perdas salariais de 47,77%. A proposta do governo tem um custo financeiro estimado de cerca de R$ 400 milhões.

Curitiba, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém são as capitais mais afetadas. O funcionamento das 12.329 agências em todo o Brasil é normal, assim como o atendendo ao público. Mas os postos não oferecem produtos como o Sedex 10 e o Sedex Hoje. Houve contratação de mão-de-obra extra para suprir a falta de pessoal. A adesão à greve, segundo Fentect, chega a 80%. Para a estatal, a mobilização é de cerca de 20%.

Policiais rodoviários
Marcada para ocorrer ontem, a operação-padrão anunciada pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais teve de ser suspensa por ordem judicial. Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) obrigou a categoria a continuar trabalhando normalmente, sob o argumento de que o protesto poderia causar danos aos usuários das rodovias federais, além de violar o direito constitucional de ir e vir.

Luciano Pires
Correio Braziliense

Representantes dos servidores aceitam nova proposta da empresa e retorno ao trabalho deve ser aprovado em assembléias. Em reunião de dissídio no TST, valor do abono foi elevado para R$ 600

Por maioria, o comando de greve que negocia com a direção dos Correios o fim da paralisação dos funcionários iniciada no último dia 12 aceitou ontem a nova proposta apresentada pela empresa. Com isso, as assembléias estaduais — iniciadas ontem à noite — devem aprovar o retorno ao trabalho. A reviravolta no impasse entre os trabalhadores e a estatal ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) começou a julgar o dissídio coletivo solicitado pela companhia.

A proposta aceita por quase todos os representantes dos trabalhadores prevê um reajuste salarial de 3,74%, além de abono de R$ 500 e aumento linear de R$ 60 a toda a categoria a partir de janeiro. Os grevistas também não precisarão repor as horas paradas, desde que as entregas em atraso cheguem ao destino ainda este mês.

Na audiência de conciliação ocorrida ontem, o TST deu prazo até as 14h de hoje para que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) apresente sua defesa no processo de dissídio coletivo solicitado pelos Correios. O vice-presidente do tribunal, ministro Milton de Moura França, reuniu-se com representantes dos funcionários. Segundo ele, o protesto tem reflexos negativos sobre a sociedade e precisa ser resolvido. Caso a greve termine, a Fentect fará a comunicação ao tribunal e o ultimato perde efeito.

A paralisação dos funcionários dos Correios atingiu 24 estados e o Distrito Federal. A pauta de reivindicações é extensa: reajuste de 4,91%, uma parcela fixa de R$ 200, recuperação das perdas salariais de 47,77%. A proposta do governo tem um custo financeiro estimado de cerca de R$ 400 milhões.

Curitiba, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém são as capitais mais afetadas. O funcionamento das 12.329 agências em todo o Brasil é normal, assim como o atendendo ao público. Mas os postos não oferecem produtos como o Sedex 10 e o Sedex Hoje. Houve contratação de mão-de-obra extra para suprir a falta de pessoal. A adesão à greve, segundo Fentect, chega a 80%. Para a estatal, a mobilização é de cerca de 20%.

Policiais rodoviários
Marcada para ocorrer ontem, a operação-padrão anunciada pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais teve de ser suspensa por ordem judicial. Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) obrigou a categoria a continuar trabalhando normalmente, sob o argumento de que o protesto poderia causar danos aos usuários das rodovias federais, além de violar o direito constitucional de ir e vir.