antigas Publicado: 24/09/2007 | 09:32

Brasiliense investe mais em aposentadoria complementar

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O forte crescimento da renda na Região Centro-Oeste, puxada pela agricultura e pelo serviço público, está tornando a região alvo preferencial das empresas de previdência privada. E não é para menos. Pesquisa realizada pela Brasilprev, controlada pelo Banco do Brasil, mostra que a demanda nessa região por planos que garantem a complementação da aposentaria está crescendo bem acima da média nacional.

Nos primeiros seis meses deste ano, enquanto o mercado brasileiro expandiu-se 29% frente ao mesmo período de 2006, no Centro-Oeste, o avanço chegou a 35%. Na região, os dois mercados mais ativos são o Distrito Federal, onde a compra de previdência privada cresceu 32%, e Goiás, com incremento de 37,9%. O DF se destaca ainda pelo valor médio das contribuições mensais, de R$ 218, ficando 10% acima da média nacional que, segundo o levantamento, é de R$ 198 por mês.

Na avaliação de Marco Antonio Barros, superintende Comercial da Brasilprev, a previdência complementar está sendo beneficiada pela significativa melhora do quadro macroeconômico do Brasil. Os juros estão em baixa, a inflação se mantém sob controle e a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, girando entre 4,5% e 5%. Nesse ambiente, a renda e o emprego ganharam impulso e os trabalhadores ficaram mais conscientes de que, para manter o padrão de vida quando pendurarem as chuteiras, terão que dispor de um complemento ao benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Risco maior
A pesquisa da Brasilprev também constatou uma mudança na postura dos detentores de previdência complementar: eles estão dispostos a correrem mais riscos para ampliar os ganhos. Com isso, vêm optando por planos que direcionam parte das contribuições mensais a investimentos de renda variável, em especial, ações negociadas nas bolsas de valores. Esse perfil, destacou Barros, é evidenciado, sobretudo, na região Centro-Oeste, onde 18% das pessoas que mantêm previdência privada aplicam em renda variável ante 13% da média nacional.

Pelos dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), as reservas técnicas, ou as garantias para o pagamento da aposentadoria complementar, administradas pelas empresas que operam no setor, fecharam julho em R$ 108,8 bilhões — um recorde.

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O forte crescimento da renda na Região Centro-Oeste, puxada pela agricultura e pelo serviço público, está tornando a região alvo preferencial das empresas de previdência privada. E não é para menos. Pesquisa realizada pela Brasilprev, controlada pelo Banco do Brasil, mostra que a demanda nessa região por planos que garantem a complementação da aposentaria está crescendo bem acima da média nacional.

Nos primeiros seis meses deste ano, enquanto o mercado brasileiro expandiu-se 29% frente ao mesmo período de 2006, no Centro-Oeste, o avanço chegou a 35%. Na região, os dois mercados mais ativos são o Distrito Federal, onde a compra de previdência privada cresceu 32%, e Goiás, com incremento de 37,9%. O DF se destaca ainda pelo valor médio das contribuições mensais, de R$ 218, ficando 10% acima da média nacional que, segundo o levantamento, é de R$ 198 por mês.

Na avaliação de Marco Antonio Barros, superintende Comercial da Brasilprev, a previdência complementar está sendo beneficiada pela significativa melhora do quadro macroeconômico do Brasil. Os juros estão em baixa, a inflação se mantém sob controle e a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, girando entre 4,5% e 5%. Nesse ambiente, a renda e o emprego ganharam impulso e os trabalhadores ficaram mais conscientes de que, para manter o padrão de vida quando pendurarem as chuteiras, terão que dispor de um complemento ao benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Risco maior
A pesquisa da Brasilprev também constatou uma mudança na postura dos detentores de previdência complementar: eles estão dispostos a correrem mais riscos para ampliar os ganhos. Com isso, vêm optando por planos que direcionam parte das contribuições mensais a investimentos de renda variável, em especial, ações negociadas nas bolsas de valores. Esse perfil, destacou Barros, é evidenciado, sobretudo, na região Centro-Oeste, onde 18% das pessoas que mantêm previdência privada aplicam em renda variável ante 13% da média nacional.

Pelos dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), as reservas técnicas, ou as garantias para o pagamento da aposentadoria complementar, administradas pelas empresas que operam no setor, fecharam julho em R$ 108,8 bilhões — um recorde.