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Publicado: 27/09/2007 | 11:14
Tarifas serão unificadas
Ricardo Allan
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ministro da Fazenda desmente tabelamento de preços cobrados pelos bancos. Segundo ele, o objetivo é aumentar a concorrência
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou ontem que o governo esteja pensando em tabelar as tarifas cobradas pelos bancos em troca da prestação de serviços. Mas confirmou que sua equipe e a do Banco Central (BC) estão discutindo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) uma regulamentação do assunto, que deve unificar a nomenclatura das diversas tarifas hoje existentes nas diferentes instituições. O objetivo é dar mais transparência para as operações e informação para os clientes, além de estimular a concorrência.
“Uma questão sobre as tarifas é a falta de transparência. As tarifas mudam muito de banco para banco. Vamos fazer uma homogeneização, determinando um número de tarifas que poderão ser cobradas e dar transparência. Essa clareza não existe hoje e é uma arma importante para comparar os custos de cada banco”, disse. Anteontem, Mantega se reuniu com o presidente da Febraban, Fábio Barbosa, para abrir negociações. Barbosa mostrou ao ministro o Star, o sistema eletrônico de divulgação das tarifas cobradas pelos 10 maiores bancos do país, que concentram 90% do movimento. A Febraban resiste a um controle mais rigoroso, como o governo parece disposto a impor
Decisão cabe ao CMN
O governo está atento ao movimento de concentração bancária que vem ocorrendo no país, mas, segundo o ministro Mantega, não está preocupado. Na visão dele, não é o número de instituições funcionando que vai garantir a concorrência, mas a regulamentação do setor financeiro. O Itaú recentemente comprou o BMG e o Santander deve adquirir o ABN AMRO. O BB vai incorporar o Banco de Santa Catarina (Besc) e está negociando com o do Piauí (BEP) e o de Brasília (BRB). “Os bancos hoje competem em segmentos específicos do mercado, como o de financiamento de automóveis. Já demos alguns passos para garantir a concorrência, como a portabilidade das contas salários, que será obrigatória a partir de janeiro de 2009”, disse.
Terceiro integrante do Conselho Monetário Nacional (além de Mantega e Henrique Meirelles, do BC), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o conselho deve analisar a questão na reunião do mês que vem. Segundo ele, a sociedade está chegando a um consenso sobre o fato de as tarifas bancárias terem subido muito nos últimos anos. “Não somos intervencionistas ao extremo, mas o Estado tem de exercer o seu papel fiscalizador”, garantiu. Uma nova reunião com a Febraban foi marcada para a semana que vem. A entidade não quis se pronunciar sobre o assunto.
Ricardo Allan
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ministro da Fazenda desmente tabelamento de preços cobrados pelos bancos. Segundo ele, o objetivo é aumentar a concorrência
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou ontem que o governo esteja pensando em tabelar as tarifas cobradas pelos bancos em troca da prestação de serviços. Mas confirmou que sua equipe e a do Banco Central (BC) estão discutindo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) uma regulamentação do assunto, que deve unificar a nomenclatura das diversas tarifas hoje existentes nas diferentes instituições. O objetivo é dar mais transparência para as operações e informação para os clientes, além de estimular a concorrência.
“Uma questão sobre as tarifas é a falta de transparência. As tarifas mudam muito de banco para banco. Vamos fazer uma homogeneização, determinando um número de tarifas que poderão ser cobradas e dar transparência. Essa clareza não existe hoje e é uma arma importante para comparar os custos de cada banco”, disse. Anteontem, Mantega se reuniu com o presidente da Febraban, Fábio Barbosa, para abrir negociações. Barbosa mostrou ao ministro o Star, o sistema eletrônico de divulgação das tarifas cobradas pelos 10 maiores bancos do país, que concentram 90% do movimento. A Febraban resiste a um controle mais rigoroso, como o governo parece disposto a impor
Decisão cabe ao CMN
O governo está atento ao movimento de concentração bancária que vem ocorrendo no país, mas, segundo o ministro Mantega, não está preocupado. Na visão dele, não é o número de instituições funcionando que vai garantir a concorrência, mas a regulamentação do setor financeiro. O Itaú recentemente comprou o BMG e o Santander deve adquirir o ABN AMRO. O BB vai incorporar o Banco de Santa Catarina (Besc) e está negociando com o do Piauí (BEP) e o de Brasília (BRB). “Os bancos hoje competem em segmentos específicos do mercado, como o de financiamento de automóveis. Já demos alguns passos para garantir a concorrência, como a portabilidade das contas salários, que será obrigatória a partir de janeiro de 2009”, disse.
Terceiro integrante do Conselho Monetário Nacional (além de Mantega e Henrique Meirelles, do BC), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que o conselho deve analisar a questão na reunião do mês que vem. Segundo ele, a sociedade está chegando a um consenso sobre o fato de as tarifas bancárias terem subido muito nos últimos anos. “Não somos intervencionistas ao extremo, mas o Estado tem de exercer o seu papel fiscalizador”, garantiu. Uma nova reunião com a Febraban foi marcada para a semana que vem. A entidade não quis se pronunciar sobre o assunto.