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Publicado: 2/10/2007 | 09:45
A reação lenta do emprego
Artigo - Simone Cavalcanti
Gazeta Mercantil
Há bons frutos a serem colhidos no futuro próximo caso seja continuado o aquecimento da economia brasileira registrado até agora. Um deles é a seguida queda da taxa de desemprego - a última a reagir na roda do crescimento. Pode-se esperar, no médio prazo, um recuo consistente dessa taxa no Brasil. No cenário atual, mais importante do que os próprios dados sobre a expansão econômica é a expectativa positiva do setor produtivo para o desempenho da atividade. Devido aos altos custos trabalhistas, tanto para manter alguém empregado quanto para demitir, os empresários acabam tomando a contratação como parte de seus investimentos. Nesse sentido, acaba-se gerando não apenas mais empregos, mas empregos melhores.
É um processo lento, mas, ao que tudo indica, promete ser consistente. Isso porque, de saída, unem-se às pessoas que buscam o primeiro emprego aquelas que estavam desempregadas, mas desalentadas e que só saíram à procura quando perceberam que a situação estava mesmo melhorando. Afinal de contas, buscar trabalho dá trabalho e é caro.
Com o maior contingente procurando, o crescimento médio de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado nos últimos três anos realmente não foi suficiente para gerar postos de trabalho a ponto de reduzir de forma mais acentuada o desemprego. No entanto, a criação de postos tem suprido cada vez mais parcela importante das pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Em agosto de 2006, a taxa de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas do País era de 10,5%, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto deste ano, a taxa estava em 9,5%.
Para os economistas da Quest Investimentos , a razão é simples e deriva da própria construção do indicador de desemprego: a ocupação cresce mais do que a População Economicamente Ativa (PEA). Em agosto, a PEA cresceu 1,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a ocupação permanece crescendo à taxa de 3% há vários meses, na mesma comparação. Com isso, é possível inferir que o desemprego seguirá em queda por algum tempo.
Une-se a essa estimativa o fato de que o crescimento vegetativo da população brasileira vem se reduzindo significativamente. A taxa de crescimento médio anual da população entre as décadas de 1970 e 1980 era de 2,48%. E caiu para 1,93% entre 1980 e 1991, reduzindo-se para 1,63% até 2000.
Esse movimento tem um efeito estatístico interessante que, aliado à melhora no ritmo de ocupação do mercado, gera um resultado significativo para o número de postos de trabalho criados e a conseqüente redução da taxa de desemprego.
À medida em a população cresce mais lentamente, o resultado no futuro é um contingente menor de pessoas que irá tentar um lugar no mercado. Em outras palavras, o número de brasileiros que podem ser classificados como desempregados será menor.
Gazeta Mercantil
Há bons frutos a serem colhidos no futuro próximo caso seja continuado o aquecimento da economia brasileira registrado até agora. Um deles é a seguida queda da taxa de desemprego - a última a reagir na roda do crescimento. Pode-se esperar, no médio prazo, um recuo consistente dessa taxa no Brasil. No cenário atual, mais importante do que os próprios dados sobre a expansão econômica é a expectativa positiva do setor produtivo para o desempenho da atividade. Devido aos altos custos trabalhistas, tanto para manter alguém empregado quanto para demitir, os empresários acabam tomando a contratação como parte de seus investimentos. Nesse sentido, acaba-se gerando não apenas mais empregos, mas empregos melhores.
É um processo lento, mas, ao que tudo indica, promete ser consistente. Isso porque, de saída, unem-se às pessoas que buscam o primeiro emprego aquelas que estavam desempregadas, mas desalentadas e que só saíram à procura quando perceberam que a situação estava mesmo melhorando. Afinal de contas, buscar trabalho dá trabalho e é caro.
Com o maior contingente procurando, o crescimento médio de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado nos últimos três anos realmente não foi suficiente para gerar postos de trabalho a ponto de reduzir de forma mais acentuada o desemprego. No entanto, a criação de postos tem suprido cada vez mais parcela importante das pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Em agosto de 2006, a taxa de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas do País era de 10,5%, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto deste ano, a taxa estava em 9,5%.
Para os economistas da Quest Investimentos , a razão é simples e deriva da própria construção do indicador de desemprego: a ocupação cresce mais do que a População Economicamente Ativa (PEA). Em agosto, a PEA cresceu 1,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a ocupação permanece crescendo à taxa de 3% há vários meses, na mesma comparação. Com isso, é possível inferir que o desemprego seguirá em queda por algum tempo.
Une-se a essa estimativa o fato de que o crescimento vegetativo da população brasileira vem se reduzindo significativamente. A taxa de crescimento médio anual da população entre as décadas de 1970 e 1980 era de 2,48%. E caiu para 1,93% entre 1980 e 1991, reduzindo-se para 1,63% até 2000.
Esse movimento tem um efeito estatístico interessante que, aliado à melhora no ritmo de ocupação do mercado, gera um resultado significativo para o número de postos de trabalho criados e a conseqüente redução da taxa de desemprego.
À medida em a população cresce mais lentamente, o resultado no futuro é um contingente menor de pessoas que irá tentar um lugar no mercado. Em outras palavras, o número de brasileiros que podem ser classificados como desempregados será menor.
Artigo - Simone Cavalcanti
Gazeta Mercantil
Há bons frutos a serem colhidos no futuro próximo caso seja continuado o aquecimento da economia brasileira registrado até agora. Um deles é a seguida queda da taxa de desemprego - a última a reagir na roda do crescimento. Pode-se esperar, no médio prazo, um recuo consistente dessa taxa no Brasil. No cenário atual, mais importante do que os próprios dados sobre a expansão econômica é a expectativa positiva do setor produtivo para o desempenho da atividade. Devido aos altos custos trabalhistas, tanto para manter alguém empregado quanto para demitir, os empresários acabam tomando a contratação como parte de seus investimentos. Nesse sentido, acaba-se gerando não apenas mais empregos, mas empregos melhores.
É um processo lento, mas, ao que tudo indica, promete ser consistente. Isso porque, de saída, unem-se às pessoas que buscam o primeiro emprego aquelas que estavam desempregadas, mas desalentadas e que só saíram à procura quando perceberam que a situação estava mesmo melhorando. Afinal de contas, buscar trabalho dá trabalho e é caro.
Com o maior contingente procurando, o crescimento médio de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado nos últimos três anos realmente não foi suficiente para gerar postos de trabalho a ponto de reduzir de forma mais acentuada o desemprego. No entanto, a criação de postos tem suprido cada vez mais parcela importante das pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Em agosto de 2006, a taxa de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas do País era de 10,5%, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto deste ano, a taxa estava em 9,5%.
Para os economistas da Quest Investimentos , a razão é simples e deriva da própria construção do indicador de desemprego: a ocupação cresce mais do que a População Economicamente Ativa (PEA). Em agosto, a PEA cresceu 1,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a ocupação permanece crescendo à taxa de 3% há vários meses, na mesma comparação. Com isso, é possível inferir que o desemprego seguirá em queda por algum tempo.
Une-se a essa estimativa o fato de que o crescimento vegetativo da população brasileira vem se reduzindo significativamente. A taxa de crescimento médio anual da população entre as décadas de 1970 e 1980 era de 2,48%. E caiu para 1,93% entre 1980 e 1991, reduzindo-se para 1,63% até 2000.
Esse movimento tem um efeito estatístico interessante que, aliado à melhora no ritmo de ocupação do mercado, gera um resultado significativo para o número de postos de trabalho criados e a conseqüente redução da taxa de desemprego.
À medida em a população cresce mais lentamente, o resultado no futuro é um contingente menor de pessoas que irá tentar um lugar no mercado. Em outras palavras, o número de brasileiros que podem ser classificados como desempregados será menor.
Gazeta Mercantil
Há bons frutos a serem colhidos no futuro próximo caso seja continuado o aquecimento da economia brasileira registrado até agora. Um deles é a seguida queda da taxa de desemprego - a última a reagir na roda do crescimento. Pode-se esperar, no médio prazo, um recuo consistente dessa taxa no Brasil. No cenário atual, mais importante do que os próprios dados sobre a expansão econômica é a expectativa positiva do setor produtivo para o desempenho da atividade. Devido aos altos custos trabalhistas, tanto para manter alguém empregado quanto para demitir, os empresários acabam tomando a contratação como parte de seus investimentos. Nesse sentido, acaba-se gerando não apenas mais empregos, mas empregos melhores.
É um processo lento, mas, ao que tudo indica, promete ser consistente. Isso porque, de saída, unem-se às pessoas que buscam o primeiro emprego aquelas que estavam desempregadas, mas desalentadas e que só saíram à procura quando perceberam que a situação estava mesmo melhorando. Afinal de contas, buscar trabalho dá trabalho e é caro.
Com o maior contingente procurando, o crescimento médio de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) registrado nos últimos três anos realmente não foi suficiente para gerar postos de trabalho a ponto de reduzir de forma mais acentuada o desemprego. No entanto, a criação de postos tem suprido cada vez mais parcela importante das pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Em agosto de 2006, a taxa de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas do País era de 10,5%, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto deste ano, a taxa estava em 9,5%.
Para os economistas da Quest Investimentos , a razão é simples e deriva da própria construção do indicador de desemprego: a ocupação cresce mais do que a População Economicamente Ativa (PEA). Em agosto, a PEA cresceu 1,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a ocupação permanece crescendo à taxa de 3% há vários meses, na mesma comparação. Com isso, é possível inferir que o desemprego seguirá em queda por algum tempo.
Une-se a essa estimativa o fato de que o crescimento vegetativo da população brasileira vem se reduzindo significativamente. A taxa de crescimento médio anual da população entre as décadas de 1970 e 1980 era de 2,48%. E caiu para 1,93% entre 1980 e 1991, reduzindo-se para 1,63% até 2000.
Esse movimento tem um efeito estatístico interessante que, aliado à melhora no ritmo de ocupação do mercado, gera um resultado significativo para o número de postos de trabalho criados e a conseqüente redução da taxa de desemprego.
À medida em a população cresce mais lentamente, o resultado no futuro é um contingente menor de pessoas que irá tentar um lugar no mercado. Em outras palavras, o número de brasileiros que podem ser classificados como desempregados será menor.