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Publicado: 3/10/2007 | 08:32
Bancários começam greve hoje
Edna Simão
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Categoria realizou assembléias ontem e decidiu parar no DF. Na capital paulista, paralisação deve atingir somente a Caixa. Empregados pedem reajuste de 10%
Os bancários do Distrito Federal decidiram rejeitar, em assembléia realizada ontem à noite, a proposta de reajuste oferecida pelas instituições financeiras e aprovaram greve por tempo indeterminado. Desta vez, segundo o Sindicato dos Bancários de Brasília, os funcionários da iniciativa privada — mais resistentes à paralisação — aceitaram cruzar os braços. Hoje à tarde, uma nova assembléia será realizada no Setor Bancário Sul, para avaliar o movimento.
Na sexta-feira, a categoria fez paralisação de 24 horas nas principais capitais do país, e na segunda-feira os patrões decidiram melhorar a proposta de reajuste salarial. Em Brasília, a adesão foi pequena e concentrada nas agências do Banco do Brasil e Caixa. A expectativa dos bancários é de que a situação seja diferente agora.
A Federação dos Bancos (Fenaban) ofereceu aumento de 6%, o que representa uma elevação real de 1,13% para salários e demais verbas como vale-refeição e cesta-alimentação. Esse reajuste, no entanto, ficou abaixo do que a categoria reivindica: 10,13% (aumento real de 5,5%). Além dos 6%, as instituições financeiras se comprometeram a aumentar em 20% o valor adicional à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A recomendação dada ontem pelo comando nacional de negociação para os 150 sindicatos ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi para que os trabalhadores acatassem a proposta dos banqueiros. Motivo: houve avanço considerável em relação ao início das conversações.
Ontem, durante todo o dia, os representantes do sindicato analisaram a proposta da Fenaban. No que diz respeito às cláusulas gerais, como reajuste e benefícios, os sindicalistas admitiam que houve avanços. O acordo só não foi possível porque as reivindicações específicas não andaram no mesmo ritmo. Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, não houve apresentação de proposta. No Banco do Brasil, os bancários conseguiram aumento real no Plano de Cargos e Salários. A correção será de 10,08% em todos os níveis contra inflação de 4,82%.
Em todo país, os trabalhadores realizaram assembléia para decidir por greve por tempo indeterminado. Na maioria dos casos, os funcionários da iniciativa privada aceitaram a proposta da Fenaban. Em estados como Porto Alegre, Alagoas e Acre, apenas os funcionários da Caixa aprovaram greve. Nas cidades de São Paulo, Campinas (SP)e Florianópolis apenas as agências da Caixa deverão amanhecer fechadas. No Maranhão, além da Caixa, também aderiram à paralisação os trabalhadores do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Banco da Amazônia (Basa).
Edna Simão
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Categoria realizou assembléias ontem e decidiu parar no DF. Na capital paulista, paralisação deve atingir somente a Caixa. Empregados pedem reajuste de 10%
Os bancários do Distrito Federal decidiram rejeitar, em assembléia realizada ontem à noite, a proposta de reajuste oferecida pelas instituições financeiras e aprovaram greve por tempo indeterminado. Desta vez, segundo o Sindicato dos Bancários de Brasília, os funcionários da iniciativa privada — mais resistentes à paralisação — aceitaram cruzar os braços. Hoje à tarde, uma nova assembléia será realizada no Setor Bancário Sul, para avaliar o movimento.
Na sexta-feira, a categoria fez paralisação de 24 horas nas principais capitais do país, e na segunda-feira os patrões decidiram melhorar a proposta de reajuste salarial. Em Brasília, a adesão foi pequena e concentrada nas agências do Banco do Brasil e Caixa. A expectativa dos bancários é de que a situação seja diferente agora.
A Federação dos Bancos (Fenaban) ofereceu aumento de 6%, o que representa uma elevação real de 1,13% para salários e demais verbas como vale-refeição e cesta-alimentação. Esse reajuste, no entanto, ficou abaixo do que a categoria reivindica: 10,13% (aumento real de 5,5%). Além dos 6%, as instituições financeiras se comprometeram a aumentar em 20% o valor adicional à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A recomendação dada ontem pelo comando nacional de negociação para os 150 sindicatos ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi para que os trabalhadores acatassem a proposta dos banqueiros. Motivo: houve avanço considerável em relação ao início das conversações.
Ontem, durante todo o dia, os representantes do sindicato analisaram a proposta da Fenaban. No que diz respeito às cláusulas gerais, como reajuste e benefícios, os sindicalistas admitiam que houve avanços. O acordo só não foi possível porque as reivindicações específicas não andaram no mesmo ritmo. Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, não houve apresentação de proposta. No Banco do Brasil, os bancários conseguiram aumento real no Plano de Cargos e Salários. A correção será de 10,08% em todos os níveis contra inflação de 4,82%.
Em todo país, os trabalhadores realizaram assembléia para decidir por greve por tempo indeterminado. Na maioria dos casos, os funcionários da iniciativa privada aceitaram a proposta da Fenaban. Em estados como Porto Alegre, Alagoas e Acre, apenas os funcionários da Caixa aprovaram greve. Nas cidades de São Paulo, Campinas (SP)e Florianópolis apenas as agências da Caixa deverão amanhecer fechadas. No Maranhão, além da Caixa, também aderiram à paralisação os trabalhadores do Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Banco da Amazônia (Basa).