antigas Publicado: 3/10/2007 | 13:43

Greve na PF já prejudica operações

Sérgio Pardellas
Jornal do Brasil 

 
A greve dos servidores administrativos da Polícia Federal já afeta as operações de combate ao crime, uma das marcas da instituição. O comando da greve contabiliza atraso no desfecho de operações em Pernambuco, Minas, Sergipe, Tocantins, Ceará e Paraíba. Sem a infra-estrutura fornecida pelos administrativos - que vai de passagens aéreas até a decodificação de diálogos dos grampos telefônicos - as investigações sofrem sérios transtornos. No total são 3.500 os funcionários em todo o país, 1.800 deles lotados na sede do Departamento de Polícia Federal (DPF) em Brasília, onde as operações ainda estão centralizadas. O movimento é uma das heranças deixadas ao delegado Luiz Fernando Corrêa pelo ex-titular do DPF, Paulo Lacerda. Os administrativos querem um concurso público para 3 mil vagas, a nacionalização das atuais nomenclaturas do órgão e um plano de reestruturação da carreira. Se não forem atendidos, podem infernizar a vida do novo diretor, que esta semana completa um mês no cargo.

A categoria também é responsável por serviços como tramitação de inquéritos, emissão de passaportes, registro de porte de arma e prorrogação de vistos. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Nacional de Cargos da Polícia Federal (Sinpec-PF), os trabalhadores esperam que o governo cumpra o termo de compromisso firmado pelo Executivo com todas as classes da Polícia Federal. De acordo com o sindicato, até agora apenas a carreira de policial federal foi beneficiada.

A primeira greve, em abril, foi uma advertência ao governo. Eles se comprometeram a cumprir o acordo. Suspendemos a greve. Chegamos em maio e fizemos mais uma greve, o governo veio e prometeu. Mas não fez. Agora não há mais meio termo - diz a presidente do Sinpec PF, Hélia Cassemiro.

Fim de linha

Alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União, o ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Fernandes teve seu nome vetado para a Diretoria Internacional da Petrobras pelo próprio presidente da estatal, Sérgio Gabrielli.

Impasse no cálculo

O governo vai mesmo aprovar a regulamentação da chamada Emenda 29, que vincula recursos ao setor de saúde, como contrapartida à aprovação da prorrogação da CPMF. Mas ainda há uma divergência com a bancada da Saúde sobre a base de cálculo.

Só R$ 16 bilhões

Há uma significativa diferença de R$ 16 bilhões entre o que os parlamentares reivindicam e aquilo que o Palácio do Planalto admite ceder. Pelo projeto em tramitação na Câmara, com base na receita bruta da União, a área teria ano que vem R$ 64 bilhões. O Planalto se baseia no PIB nominal, o que daria algo em torno de R$ 48 bilhões.

Nova Abin

O delegado Paulo Lacerda assume o comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na próxima terça-feira com o firme propósito de desmistificar a imagem hollywodiana da instituição no mundo da espionagem. "A idéia é acabar com o secretismo e dar à Abin um papel mais aberto", disse um dos braços direitos do novo diretor, cuja indicação foi aprovada ontem em votação no plenário do Senado.

Fim do "não sabia"

Um dos grandes desafios da agência é municiar o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de informações relevantes antes da internet ou dos jornais do dia seguinte.

Mais dois

O primeiro escalão do governo pode sofrer pelo menos três baixas no próximo ano, no que depender do apetite eleitoral dos ministros. Além de Marta Suplicy, pelo PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também articula sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Outro que é candidatíssimo é o ministro da Previdência, Luiz Marinho. Está doido pela cadeira de William Dib (PSB), prefeito de São Bernardo do Campo (SP).

Barbaridade, tchê

Pesquisa Ibope realizada em Porto Alegre revelou que os gaúchos não andam lá muito satisfeitos com seus governantes. Na sondagem, questionados sobre o que achavam da administração do prefeito José Fogaça (PMDB), 33% dos eleitores consideraram seu desempenho ruim ou péssimo.

Ninguém escapou

A governadora Yeda Crusius (PSDB) foi reprovada por 46% dos entrevistados, que avaliaram seu governo como ruim ou péssimo. Só 16% atribuíram conceito bom ou ótimo ao governo. A avaliação negativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também superou a positiva em Porto Alegre: 39% disseram que seu governo é ruim ou péssimo, contra 29% que o consideram bom ou ótimo.

Esclarecimentos

Motivado pela manchete do JB Estrangeiros avançam sobre terras, o senador Renato Casagrande (PSB-ES) apresentou requerimento na Comissão de Agricultura e Meio Ambiente do Senado no qual pede que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, expliquem a desenfreada invasão estrangeira.
 

 

Sérgio Pardellas
Jornal do Brasil 

 
A greve dos servidores administrativos da Polícia Federal já afeta as operações de combate ao crime, uma das marcas da instituição. O comando da greve contabiliza atraso no desfecho de operações em Pernambuco, Minas, Sergipe, Tocantins, Ceará e Paraíba. Sem a infra-estrutura fornecida pelos administrativos - que vai de passagens aéreas até a decodificação de diálogos dos grampos telefônicos - as investigações sofrem sérios transtornos. No total são 3.500 os funcionários em todo o país, 1.800 deles lotados na sede do Departamento de Polícia Federal (DPF) em Brasília, onde as operações ainda estão centralizadas. O movimento é uma das heranças deixadas ao delegado Luiz Fernando Corrêa pelo ex-titular do DPF, Paulo Lacerda. Os administrativos querem um concurso público para 3 mil vagas, a nacionalização das atuais nomenclaturas do órgão e um plano de reestruturação da carreira. Se não forem atendidos, podem infernizar a vida do novo diretor, que esta semana completa um mês no cargo.

A categoria também é responsável por serviços como tramitação de inquéritos, emissão de passaportes, registro de porte de arma e prorrogação de vistos. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Nacional de Cargos da Polícia Federal (Sinpec-PF), os trabalhadores esperam que o governo cumpra o termo de compromisso firmado pelo Executivo com todas as classes da Polícia Federal. De acordo com o sindicato, até agora apenas a carreira de policial federal foi beneficiada.

A primeira greve, em abril, foi uma advertência ao governo. Eles se comprometeram a cumprir o acordo. Suspendemos a greve. Chegamos em maio e fizemos mais uma greve, o governo veio e prometeu. Mas não fez. Agora não há mais meio termo - diz a presidente do Sinpec PF, Hélia Cassemiro.

Fim de linha

Alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União, o ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Fernandes teve seu nome vetado para a Diretoria Internacional da Petrobras pelo próprio presidente da estatal, Sérgio Gabrielli.

Impasse no cálculo

O governo vai mesmo aprovar a regulamentação da chamada Emenda 29, que vincula recursos ao setor de saúde, como contrapartida à aprovação da prorrogação da CPMF. Mas ainda há uma divergência com a bancada da Saúde sobre a base de cálculo.

Só R$ 16 bilhões

Há uma significativa diferença de R$ 16 bilhões entre o que os parlamentares reivindicam e aquilo que o Palácio do Planalto admite ceder. Pelo projeto em tramitação na Câmara, com base na receita bruta da União, a área teria ano que vem R$ 64 bilhões. O Planalto se baseia no PIB nominal, o que daria algo em torno de R$ 48 bilhões.

Nova Abin

O delegado Paulo Lacerda assume o comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na próxima terça-feira com o firme propósito de desmistificar a imagem hollywodiana da instituição no mundo da espionagem. "A idéia é acabar com o secretismo e dar à Abin um papel mais aberto", disse um dos braços direitos do novo diretor, cuja indicação foi aprovada ontem em votação no plenário do Senado.

Fim do "não sabia"

Um dos grandes desafios da agência é municiar o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de informações relevantes antes da internet ou dos jornais do dia seguinte.

Mais dois

O primeiro escalão do governo pode sofrer pelo menos três baixas no próximo ano, no que depender do apetite eleitoral dos ministros. Além de Marta Suplicy, pelo PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também articula sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Outro que é candidatíssimo é o ministro da Previdência, Luiz Marinho. Está doido pela cadeira de William Dib (PSB), prefeito de São Bernardo do Campo (SP).

Barbaridade, tchê

Pesquisa Ibope realizada em Porto Alegre revelou que os gaúchos não andam lá muito satisfeitos com seus governantes. Na sondagem, questionados sobre o que achavam da administração do prefeito José Fogaça (PMDB), 33% dos eleitores consideraram seu desempenho ruim ou péssimo.

Ninguém escapou

A governadora Yeda Crusius (PSDB) foi reprovada por 46% dos entrevistados, que avaliaram seu governo como ruim ou péssimo. Só 16% atribuíram conceito bom ou ótimo ao governo. A avaliação negativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também superou a positiva em Porto Alegre: 39% disseram que seu governo é ruim ou péssimo, contra 29% que o consideram bom ou ótimo.

Esclarecimentos

Motivado pela manchete do JB Estrangeiros avançam sobre terras, o senador Renato Casagrande (PSB-ES) apresentou requerimento na Comissão de Agricultura e Meio Ambiente do Senado no qual pede que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, e o presidente do Incra, Rolf Hackbart, expliquem a desenfreada invasão estrangeira.