antigas Publicado: 9/10/2007 | 10:36

Centrais protestam contra privatização, que Serra nega

Moacir Assunção e Rejane Lima
O Estado de S. Paulo

Governador chama manifestação diante da Secretaria da Fazenda de “kit PT”

O bordão típico de leilões era inverso: “Quem dá menos?”, perguntava o sindicalista José Américo, o Alemão, empunhando um gigantesco martelo de plástico à moda dos leiloeiros, que era batido na cabeça de um trabalhador de capacete amarelo. Assim, ele “vendeu” empresas como a Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), entre outras, por “preços” que chegavam a R$ 0,01.

O ato, em frente à Secretaria de Estado da Fazenda, em São Paulo, marcou o protesto da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) contra privatizações de estatais que, segundo os sindicalistas, estariam nos planos do governo.

“Queremos que o governador José Serra (PSDB) diga qual é o modelo de Estado que ele deseja. Já vimos este filme antes e sabemos que a população não deseja o que ele pretende, ou seja, privatizar o que resta de patrimônio público”, criticou o secretário-geral da CUT, Adir do Santos Lima.

Serra chamou de “kit PT” a manifestação. “Eles estão com falta de assunto e vêm amolar a paciência. Não tem nada a ver (com privatização). É para saber o que vale”, disse. Ele negou que tenha planos de privatizar a Sabesp, o banco Nossa Caixa e o Metrô. Não descartou, porém, a venda de ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, classificou de “idiotice” a interpretação dos sindicalistas e garantiu que o Estado não tem interesse em privatização de estatais. “Não vamos privatizar. Estamos somente, como fazem as empresas privadas, contratando empresas para saber quanto, afinal de contas, vale nosso patrimônio.”

De acordo com ele, com os valores em mãos, o Estado terá mais facilidade para obter créditos internos e externos. No futuro, disse, o governo poderá optar por dividir ou separar ações de empresas ou até vender partes delas. “Mas sempre mantendo o controle acionário.”

Na próxima semana, o governo deve anunciar os vencedores. Participam a JP Morgan, o Banco Fator e a Ernest Young.

Moacir Assunção e Rejane Lima
O Estado de S. Paulo

Governador chama manifestação diante da Secretaria da Fazenda de “kit PT”

O bordão típico de leilões era inverso: “Quem dá menos?”, perguntava o sindicalista José Américo, o Alemão, empunhando um gigantesco martelo de plástico à moda dos leiloeiros, que era batido na cabeça de um trabalhador de capacete amarelo. Assim, ele “vendeu” empresas como a Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), entre outras, por “preços” que chegavam a R$ 0,01.

O ato, em frente à Secretaria de Estado da Fazenda, em São Paulo, marcou o protesto da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) contra privatizações de estatais que, segundo os sindicalistas, estariam nos planos do governo.

“Queremos que o governador José Serra (PSDB) diga qual é o modelo de Estado que ele deseja. Já vimos este filme antes e sabemos que a população não deseja o que ele pretende, ou seja, privatizar o que resta de patrimônio público”, criticou o secretário-geral da CUT, Adir do Santos Lima.

Serra chamou de “kit PT” a manifestação. “Eles estão com falta de assunto e vêm amolar a paciência. Não tem nada a ver (com privatização). É para saber o que vale”, disse. Ele negou que tenha planos de privatizar a Sabesp, o banco Nossa Caixa e o Metrô. Não descartou, porém, a venda de ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, classificou de “idiotice” a interpretação dos sindicalistas e garantiu que o Estado não tem interesse em privatização de estatais. “Não vamos privatizar. Estamos somente, como fazem as empresas privadas, contratando empresas para saber quanto, afinal de contas, vale nosso patrimônio.”

De acordo com ele, com os valores em mãos, o Estado terá mais facilidade para obter créditos internos e externos. No futuro, disse, o governo poderá optar por dividir ou separar ações de empresas ou até vender partes delas. “Mas sempre mantendo o controle acionário.”

Na próxima semana, o governo deve anunciar os vencedores. Participam a JP Morgan, o Banco Fator e a Ernest Young.